terça-feira, 25 de julho de 2017

TANCOS PAIOL DE CONTRADIÇÕES


Mas afinal o assunto de Tancos passou de material obsoleto, autentica sucata promovida a abate, para material furtado ativo e assunto classificado como grave??!!#estatudobem #naosepassanada

TEMPOS OBSCUROS E IMORAIS


Vivemos tempos obscuros e imorais. Chegamos ao extremo de gerir a morte como se ela fosse alguma vez gerida como uma imagem. Estamos no tempo das inaugurações do Estado de Ignorância; do Estado de Incerteza; do Estado de Incompetência e do Estado de Irresponsabilidade, em que o respeito pela vida e pela morte se tornaram algo desprezível. Encontrado o refugio do segredo de justiça, vivemos amordaçados com a verdade. Chegamos ao “ground zero” da desfaçatez. As palavras que proferem, essas parecem podres. E como se está a tornar insuportável o fedor das palavras. E o silêncio que paira sobre belém? Parece também ele refugiado em segredo de justiça.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

TENHAM VERGONHA!!


O PM António Costa desonra o país com a sua desonestidade intelectual e política ao afirmar que Pedro Passos Coelho caíra em desonra por não retirar o apoio ao candidato do PSD em Loures a propósito das suas declarações sobre a comunidade cigana. Colar o episódio ao líder da oposição numa tentativa de o mistificar de racista é simplesmente indecente. Basta ver com quem o líder do PSD é casado. Mas já não causa tanta indignação ao PM discursar no púlpito da campanha de uma candidata que noutros tempos de Ministra, exigia o despedimento a jornalistas algo convenientes!! Tenham vergonha!!
 

 

Não é preciso bater mais no “cigano”


Em Loures já basta a infelicidade das declarações, não é preciso bater mais no “cigano”, para mais de quem quis suspender a democracia em Portugal.

DA INCLUSÃO SOCIAL


Não vejo nenhum cigano nas listas Autárquicas!! Isso sim, é que seria verdadeira inclusão social!!
 

Com a confusão de outdoors em Oeiras, com os pesos pesados Isaltino, Vistas, Raposo e Heloísa Apolónia, parece-me uma forma eficaz de apresentar o candidato, o seu percurso de vida e a sua forma de estar na política. É diferenciador.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

EFICÁCIA (?)

 



A eficácia da oposição reflecte-se na forma com consegue marcar a agenda e o debate político, garantindo aos portugueses que os temas mais importantes para as suas vidas são realmente discutidos.

Neste momento particular em que temos assuntos comno o roubo de Tancos, o SIRESP, os incêndios e as suas vitimas, Secretários de Estado que se demitem no âmbito do chamado GALPGATE, o PSD e Passos Coelho definem como prioridade debater o futebol???

Ora, não consigo perceber a eficácia de colocar como prioridade da agenda política a alteração do regime jurídico das federações desportivas e quem deve, ou não, elaborar os regulamentos de disciplina e arbitragem.

Não é, com certeza, a grande prioridade nacional. Enfim!

UMA QUESTÃO DE ABATE!!!

As armas roubadas em Tancos afinal não seriam perigosas porque estavam marcadas para abate!!! Resta saber para abaterem o quê!!!
 

segunda-feira, 3 de julho de 2017

A RESPONSABILIDADE POLÍTICA À DISTÂNCIA DE UMA DETONAÇÃO

 
O que sucedeu em Tancos é uma séria ameaça à segurança nacional. Nada nos garante que por detrás desta situação não estejam grupos extremistas e terroristas envolvidos. As circunstâncias ainda estão por esclarecer, mas é extremamente difícil aceder e transportar a quantidade de material que foi roubado daquele local, sem que houvesse informação interna privilegiada disponível. Tratou-se indubitavelmente de um ato planeado só ao alcance de redes criminosas bem organizadas. Como tal, tratando-se de um ato de extrema gravidade deveria ter as correspondentes consequências políticas. Parece que as há mas apenas no discurso e na retórica, pois a mesma não se materializa em atos e condutas dos seus responsáveis. Até existe uma nova tipologia de responsabilidade que é a "responsabilidade quotidiana" ou lá o que isso significa. É que exonerar-se 5 comandantes de unidades não mais é que tapar o sol da responsabilidade política e governativa com a peneira. A responsabilidade política à distância de uma detonação.
 
 
 

domingo, 2 de julho de 2017

Aceitam-se apostas. Antes ou depois das legislativas?

Ontem decorreram as eleições para a distrital do PSD de Lisboa. Como era de esperar, o Pedro Pinto foi eleito presidente da Comissão Política. 

Do que conheço dele, acredito que será um bom presidente.

Mas até aqui, tudo bem, se a notícia principal de ontem tivesse sido esta.

Pelo que tenho lido, a notícia que mais se lê foi a da vitória do movimento Lisboa Sempre no concelho de Lisboa (lê mais aqui). O tal movimento que contesta a forma como Pedro Passos Coelho tem conduzido o processo autárquico. Neste caso, em particular, o veto dos seus opositores e as suas escolhas pessoais. 

Este aumento do peso eleitoral do movimento Lisboa Sempre, na maior concelhia do Distrito de Lisboa, tem sido lido como um sinal do que pode vir a acontecer no resto do país, pois a lista de delegados encabeçada por Nuno Morais Sarmento e apoiada por Rodrigo Gonçalves, obteve cerca de 60% dos votos, contra os apoiantes de Pedro Passos Coelho.

Mas, se o desconforto com o processo de escolhas de candidatos na capital do país não fosse suficiente, também a forma como estas eleições foram marcadas pode ter sido um dos motores para esta derrota de Pedro Passos Coelho. 

A escolha da data das eleições e a seleção das concelhias autorizadas a ir a votos, parece, também, ter indignado os militantes da capital do país. Pois, segundo dizem, estas escolhas tiveram mais a ver com o condicionamento das concelhias, antes da entrega das listas autárquicas, do que com a organização das eleições de outubro. 

Se a concelhia de Lisboa pediu a antecipação de eleições ainda em abril (lê mais aqui,ou aqui), porque é que apenas foram permitidas eleições para as concelhias de Cascais, Mafra, Odivelas, Amadora e Vila Franca de Xira?

Assim, não é de estranhar o facto da única lista apresentada para a comissão política distrital, (ligada a Pedro Passos Coelho), ter perdido, no concelho de Lisboa, para os votos brancos e nulos (que representaram 51% dos votos).  


Apesar do PSD de Lisboa ter assumido que irá cumprir a sua obrigação e apoiar a candidata escolhida por Pedro Passos Coelho, aos olhos das bases de Lisboa, fica a ideia que todo o processo autárquico foi pouco transparente e que provavelmente haverá consequenciais. 

Resta saber se antes ou depois da definição dos candidatos a deputados, pois ficou claro que no resto do país as criticas se vão manter nos bastidores...

(imagem retirada daqui)


Nisto o Passos é coerente...

No PSD pede-se a demissão da Ministra da Administração Interna (lê mais aqui).

Pelo menos nisto o Passos é coerente. Não interessa se é culpado, ou não, não interessa se é "dos seus" ou não, quando há bronca o assunto resolve-se com uma demissão. Já o Costa, por outro lado, parece que não tem o hábito de deixar assim cair os seus.




quarta-feira, 28 de junho de 2017

TIVESSE O GOVERNO TIDO A MESMA POSTURA


Aqueles que tanto apelaram para que não houvesse aproveitamento político na questão dos incêndios, são os mesmos que velhacamente e de forma miserável, atacaram Pedro Passos Coelho pelas declarações que proferiu sobre o suicídio de pessoas, as quais prontamente e humildemente reconhecidas como um erro de informação, pedindo desculpa aos portugueses. Tivesse o Governo tido a mesma postura!!

O QUE A INSOLVÊNCIA OBRIGA


O tipo anda insolvente e arranjou um trabalhinho bem pago a divulgar informação pessoal, privada e confidencial. Por mais verdade que eventualmente pudessem ser, cabe às entidades competentes e em sede própria apurar e julgar. Só não o são numa tentativa desesperada, desprezível e hipócrita de denegrir a imagem de uma instituição e todo o seu sucesso desportivo e empresarial. Os e-mails divulgados ao lado da descrição das escutas do Apito Dourado, e do caso do dinheiro colocado por um administrador na conta bancária de um árbitro mais não são que “Peanuts”.
 

 

SE NÃO FOSSE TRÁGICO SERIA COMÉDIA!!!!


Condições atmosféricas adversas, desde raios, trovoadas secas, meteoritos, etc…, eis que pouco tempo depois da tragédia, é encontrada a árvore onde tudo começou. Se não fosse trágico seria comédia.

O FALECIMENTO DA RESPONSABILIDADE


E tudo continua na mesma. Não se passou nada de mais. Morreram apenas 64 pessoas nos incêndios na região de Pedrogão Grande. A responsabilidade? Essa ainda não se encontrou o paradeiro. Continua em fuga. Talvez atingida também ela pelos fogos, tenha falecido. 

 

sexta-feira, 23 de junho de 2017

UM ESTADO ALHEIO À RESPONSABILIDADE


Depois do fracasso do Estado na questão dos incêndios em Pedrogão Grande, naquilo que deveriam ser as suas funções básicas de garante da segurança e proteção de pessoas e bens, parece que esse mesmo Estado se alheou do apuramento de responsabilidades. Face aos acontecimentos, não se reconhecer, quanto mais, não se assumir responsabilidades, revela uma falta de coragem e sobretudo de respeito pelas famílias destruídas e por toda uma comunidade em sofrimento.

 

quinta-feira, 22 de junho de 2017

HÁ QUE SER COERENTES...


Constança Urbano de Sousa, Ministra da Administração Interna, referiu ao Expresso: “Era mais fácil demitir-me, mas optei por dar a cara”. A Ministra merece respeito por estar genuinamente ao serviço do interesse público, mas há momentos em que se exigem responsabilidades políticas. E este é um deles. Face ao que aconteceu não podia manter-se no cargo. Recordar apenas que das poucas remodelações Governamentais até ao momento, uma delas foi a de João Soares, ex-Ministro da Cultura, pela célebre frase da Bofetada. Há que ser coerentes...

quarta-feira, 21 de junho de 2017

PROCURAM-SE




A esquerda unida faria arder nesta altura qualquer Governo de Direita, mas a conveniência e hipocrisia falam mais alto


 
Alguém tem de explicar e assumir responsabilidades pela devastação de vidas e bens no incêndio em Pedrogão Grande. Não basta assobiar para o ar com as condições climáticas adversas e inesperadas. Houve coisas que falharam e há que analisar a gravidade do que correu mal e corrigir para futuro. Mas há igualmente que retirar consequências politicas do que aconteceu. A esquerda unida faria arder nesta altura qualquer Governo de Direita, mas a conveniência e hipocrisia falam mais alto. Por exemplo, alguém que explique porque razão mais de 60 bombeiros e técnicos florestais da Galiza e respetivos meios operacionais se mobilizaram no domingo para ajudar os colegas portugueses que combatiam as chamas, foram travados em Valença do Minho pelas autoridades Portuguesas que os impediram de dar o seu contributo?



 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Votam mas não sabem o quê...


Em relação à vinda da sede da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), considerando-a como de interesse nacional, foi aprovado na Assembleia da República, por unanimidade, um Voto de Saudação de Apoio à candidatura de Portugal, no dia 10 de maio. 


No voto de saudação estava expresso claramente que a colocação deveria ser em Lisboa e sem reservas de nenhum deputado foi aprovado, repito, por unanimidade. 

Ver agora os partidos criticarem a mesma decisão do Governo (de quem não sou especial adepto) é de uma enorme hipocrisia. 

No tempo certo (a 10 de Maio) nenhum dos seus deputados do Porto, Braga ou Coimbra, que aprovaram o Voto de Saudação na Assembleia, levantou a mínima questão e agora vêm, como mártires de um "centralismo intolerante", criticar na praça pública aquilo que aprovaram sem reservas! 

Esta é uma das causas do afastamento dos cidadãos da política. Esta é uma das causas que não ajuda a credibilizar a classe política e o parlamento em particular.


Além disso devemos também alertar para a acção pouco esclarecedora da nossa comunicação social que já devia ter passado esta informação. 

Ao contrário, tem vindo a alimentar este espectáculo que em nada favorece a imagem de Portugal e diminui as hipóteses de atrair esta Agência para o nosso País.

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando os momentos são difíceis há os que fogem e há os que ficam.

As bases dos partidos, quaisquer que eles sejam, têm uma conotação bastante negativa na opinião pública. No entanto, não deixa de ser estranho que esta ideia seja especialmente promovida por aqueles que sistematicamente utilizam as ditas bases para se elegerem e autopromoverem, ou por aqueles que num ou noutro momento da sua carreira política tenham procurado o seu apoio e não o tenham recebido.

Na realidade, as bases partidárias são aquilo que o nome indica, os militantes de base dos partidos, aqueles anónimos que defendem o seu partido em todos os momentos e que periodicamente se enganam nos líderes que escolhem. 

São aquela massa de apoiantes que têm porta-vozes, de quem as elites partidárias desdenham tratando por caciques. 

Ou seja, são aquele grupo de militantes que são muito úteis e que requerem a máxima atenção, sendo tratados como a última coca-cola fresca no deserto quando precisam deles, e que são uns bandidos quando ousam chamar à atenção que rei vai nu.  

Deixo aqui uma parte do Forum TSF de hoje, onde a candidata do PSD optou por não estar presente e tiveram de ser as ditas bases a defender o partido... como sempre.




sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Política de A a Z" em Viseu



CONVITE | Viseu será o próximo destino onde eu e o Pedro Correia faremos a apresentação do livro "Política de A a Z". O evento terá lugar na Livraria Bertrand Palácio do Gelo, na sexta-feira, dia 19 de maio, às 18h30. António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, apresentará o livro. Todos os seguidores do blog Kapagebe estão convidados.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Política com Valores

Os valores determinam a forma como a pessoa se comporta e interage, constituindo um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Mas além dos valores em geral temos os valores políticos que podem ter origem genética, social (educação, religião e opinião pública) ou até na história de vida de cada um. São um resultado de valores morais, conhecimentos, crenças, sentimentos e opções de fundo.


Na política de hoje existe cada vez mais a necessidade dos que a protagonizam apresentarem um código de valores e compromissos. Só o assumir de compromissos formais e não conjunturais pode reaproximar os cidadãos da política. E só isso pode impor, por vontade própria, ao político uma coerência e uma linha de ação baseada na convicção dos valores que defende e acima de tudo garante conteúdo à sua ação.


Na qualidade de ator político, defendo que existem várias formas de posicionamento e políticas não cristalizadas, que devemos estar dispostos a discutir e até aceitar que suscitem circunstancialmente mudanças. No entanto, existem valores políticos e compromissos de que, independentemente do posicionamento presente ou futuro, não devemos abdicar de defender sob pena de perdermos o sentido de servir a comunidade em prol do bem estar.


O meu código de valores e compromissos assenta em cinco temas chave que são a base da sociedade portuguesa:  Crianças, Idosos, Famílias, Sistema Político e Subsidiaridade.


Crianças - A garantia de acesso à saúde de todas as crianças, independentemente do seu extrato social, religião ou raça, com reforço no apoio e comparticipação financeira às crianças que tenham grau de invalidez, necessidades especiais ou comportamentos desviantes;


Idosos - A garantia de apoios á inclusão e combate ao isolamento dos mais velhos, através do financiamento de residências assistidas, apoio a atividades de promoção do envelhecimento ativo, comparticipação às famílias com dependentes idosos e melhoria e acompanhamento do acesso à saúde;


Famílias - O reforço do apoio e de benefícios fiscais às famílias numerosas garantindo o suporte necessário para aquisição de habitação própria, a isenção de IMI em 25% por filho (para famílias com 3 ou mais filhos), apoio nas despesas escolares, tarifa familiar na água, luz e gás e outras formas de apoio adquiridas com base na insuficiência de rendimentos;


Sistema Político - A reforma do sistema político e eleitoral como promoção de cidadania e aproximação dos portugueses à decisão política. Por exemplo a implementação do Executivo municipal escolhido pelo 1º eleito, eleição direta dos representantes intermunicipais, criação de círculos uninominais e um grande circulo nacional para a eleição de deputados e o voto eletrónico;


Subsidiaridade - Aposta numa descentralização assente no principio da subsidiaridade, garantindo a transferência, da Administração central para a Administração local, de competências acompanhadas dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros necessários à sua concretização, em áreas como a Acção Social, Educação, Saúde, Mobilidade, Cultura e Habitação.


Este é o meu código de valores e compromissos políticos que definem uma conduta política e um caminho para a política nacional e local. Estar na política sem nada defender e sem compromissos é negativo e perverso, mas o mais nefasto da práxis política é defendermos algo em que não acreditamos.



terça-feira, 9 de maio de 2017

Daqui de cima não se veem fronteiras...

As desculpas podem ser as que quisermos, a segurança, a preservação da cultura, razões económicas, ou qualquer outra, mas a realidade é que daqui de cima não se distinguem fronteiras.

(foto retirada daqui)

Ainda é difícil imaginar um planeta com livre circulação de pessoas e mercadorias, apesar de em 97 se ter dado um pequeno passo com o acordo de Schengen. 

Apesar dos recuos, com as vitórias do Trump e do BREXIT, continuo a acreditar que a tendência continuará a ser a globalização e o desaparecimento das fronteiras.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Alguém quer ajudar a criar um movimento pela igualdade de direitos para os Humanos? Está na altura de termos os mesmos direitos que os seres cientes

Isto de se multar quem não vacina o seu cão e de nada se poder fazer contra quem não vacina uma criança, revela bem a confusão que paira na cabeça da malta.

(Imagem retirada daqui)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Primárias no PSD


As primárias são o processo de escolha dos candidatos a eleições nacionais (presidenciais, legislativas ou autárquicas) através do sufrágio dos militantes e simples simpatizantes dessas forças políticas.
Tem-se vulgarizado na política europeia dos últimos anos, sobretudo em partidos socialistas (como o francês e o espanhol). Também o Partido Democrático, em Itália, e o PASOK, na Grécia, elegem os seus candidatos recorrendo a eleições primárias.
Nos Estados Unidos existe uma tradição mais antiga, que se foi enraizando ao longo do século XX, de designação de candidatos à Presidência através de um complexo processo de primárias com regras que variam conforme os Estados.
Em Portugal, o primeiro partido com representação parlamentar a optar por primárias abertas para escolher o líder foi o PS, em 2014, com António Costa a derrotar o secretário-geral em funções, António José Seguro.
Existe, porém, uma diferença considerável entre eleições diretas e eleições primárias. No primeiro caso (diretas), trata-se de um processo de escolha dos dirigentes máximos de partidos e, portanto, restrito aos militantes.
No segundo caso (primárias) trata-se de um processo de escolha de candidatos a eleições nacionais através do sufrágio dos militantes, mas também de simpatizantes dessas forças políticas. Estes simpatizantes são escolhidos em conformidade com critérios internos definidos pelos partidos que adotam esta fórmula.
Atualmente no nosso País tanto PSD como PS elegem os seus líderes em eleições diretas, no entanto o PSD ainda não reconheceu a necessidade de aderir ao processo de eleições primárias para a escolha do seu candidato a primeiro-ministro. 
É, porém, tempo de começar a pensar nessa hipótese ou solução. Numa altura em que as sondagens revelam um afastamento do eleitorado e principalmente numa fase em que é necessário voltar a falar para as pessoas dando-lhes esperança e apresentando uma alternativa, a solução é a adoção de uma estratégia de estímulo da cidadania.
Uma estratégia que promova a aproximação dos cidadãos da política permitindo-lhes participar, de facto, nas decisões do maior partido com assento parlamentar. A possibilidade de escolha de um candidato a primeiro-ministro tem grandes vantagens e enriquece a nossa democracia.
Naturalmente que conta com a resistência de algumas estruturas internas e principalmente daqueles que constituem o “status quo”. Mas quem, realmente, pretende que o PSD se apresente como uma alternativa ganhadora deve desejar que se possa atrair o máximo de eleitores possíveis.
Esta é uma reflexão que deve começar a ser feita dentro do PSD, sem tabus e com a coragem de quem quer ver o PSD voltar a dirigir os destinos do País. O sectarismo, que cria limitações e barreiras à abertura à sociedade civil, pode ser o maior inimigo desta reforma.
No entanto a evolução do PSD deve ser encarada como um processo dialético de crescimento que pode perfeitamente conviver com as estruturas do partido, assim queiram evoluir, crescer e ser mais abrangentes. 
O atual PSD, não pondo em causa nem os valores nem a sua matriz social democrata, deve perceber o sentido do conceito de “realpolitik” que significa a adequação da política à realidade, com o pragmatismo estratégico de quem tem como prioridade a eficácia dos seus atos.
No caso da inclusão das primárias no PSD é fundamental refletir e debater esta possibilidade para poder crescer de novo e aproximar os cidadãos da política e do partido. O futuro é algo que não devemos temer. O futuro, pode até ser incerto, mas é inevitável.
Artigo publicado no Jornal i
Segue o link da notícia: Primárias no PSD.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pacto de Regime...Porque não?



Pela primeira vez desde o início da grande recessão, a União Europeia (UE) teve recentemente um crescimento económico superior aos EUA. No entanto o legado da crise ainda se manifesta com os défices económicos instáveis e principalmente com enormes défices sociais que foram gerados durante a última década em muitos países sob a forma de desemprego, empobrecimento e baixa proteção social.

Para corrigir estes défices a Europa terá que resolver um problema político que não é apenas a crise de representação (que tem dado espaço aos partidos extremistas), mas o da boa governação (a eficácia das políticas). A par da boa gestão económica e financeira deve haver uma procura em aproximar o cidadão da política e para isso importa reduzir os desequilíbrios provocados pelos défices sociais.

Na lista da Comissão Europeia dos países com maiores desequilíbrios Portugal lá está na companhia da França, Itália, Bulgária, Chipre e Croácia. Os desequilíbrios de Portugal ao nível do desemprego, empobrecimento e baixa proteção social, estão entre os mais altos da Europa e devem ser alvo de atenção redobrada.

Apesar de alguns sinais positivos estamos num mundo mais incerto, mais volátil e com muitos riscos para as economias frágeis como a de Portugal. As incertezas vindas das alterações drásticas da política externa Americana, aliadas ás incerteza das eleições em França, Alemanha e Portuguesas (autárquicas) devem preocupar os nossos governantes.

Não podemos deixar de ser exigentes. A Comissão Europeia (CE) reviu em alta as suas previsões para o crescimento económico de Portugal. No entanto a mesma CE admitiu que existem riscos negativos para a previsão, considerando que a fragilidade do setor bancário pode diminuir a recuperação do investimento, sendo a economia com crescimento anémico um dos principais desafios que Portugal enfrenta.

António Costa tem ainda por resolver o elevado nível de dívida pública (que atingiu 243,49 mil milhões de euros em Fevereiro deste ano) e os desequilíbrios sociais que continuam a ser obstáculos a ultrapassar para atingir a estabilidade necessária. A vontade de resolução dos problemas pode e deve aproximar o governo e o PS do centro político, posição onde as políticas económicas e sociais andam em paralelo e de forma equilibrada. É tempo de entendimentos que encontrem soluções de médio e longo prazo.

Os entendimentos com origem no centro-direita (PSD) e centro-esquerda (PS), devem representar uma alternativa real para encontrar um modelo de estabilidade com prazo alargado e assente em pactos de regime. O regresso do PS ao Socialismo Democrático e o regresso do PSD à Social democracia tendem a ser a solução futura natural.

Será com os actuais protagonistas? Isso é entrar no campo da futurologia. O essencial é ter coragem de aceitar o desafio e o PSD não deve deixar de pensar nesta solução, que não o impede de ser alternativa. Repito, não o impede de ser alternativa.

Na perspectiva de quem governa e de quem tem ambições de vir a governar, é tempo de reformar e não de gerir equilíbrios e expectativas que apenas asseguram o “ego cheio” de alguma esquerda (mais à esquerda) ou de alguma direita (mais à direita), em troca de um apoio que poderá sair muito caro aos portugueses…a todos os portugueses.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Duarte Pio no protocolo de estado. Porquê?

Li e reli esta notícia (lê aqui) que dá nota da vontade de alguns em dar ao Duarte Pio lugar de relevo no protocolo de Estado. Porquê? Esta foi a pergunta que me fiz várias vezes e que continuo a não conseguir responder.

Na notícia há quem fale que o país tem de ter memória, que se trata de uma questão de cortesia, pelo facto dele ser convidado com regularidade. Mas porquê?

Memória? E os descendentes dos presidentes da República que lugar têm no protocolo de estado? Nenhum. Porque é que é que um primo afastado (aliás, bastante afastado) do último Rei de Portugal tem de ter tratamento especial no protocolo de estado?

Pessoalmente não tenho nada contra a que alguém o convide, por cortesia, para estar presente em algumas cerimónias, da mesma forma como, por cortesia, pode convidar qualquer outro cidadão.

(foto retirada daqui)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Assim de repente lembro-me de uma geração de políticos que sabia tirar consequências de resultados eleitorais. Outros tempos....

O trabalho escravo, por imposição legal, não é solução.

É incompreensível esta conversa do possível retorno do Serviço Militar Obrigatório (lê mais aqui

O facto de existirem mais chefias militares do que praças é a única razão plausível para o tema vir à baila, mas este problema só tem duas soluções possíveis:
  • Ou se diminuem as chefias militares, com os evidentes benefícios paras as contas públicas;
  • Ou se melhoram as condições para a contratação de praças (aumentos salariais, contratos mais longos), com as implicações óbvias para as contas públicas;
Tentar resolver o problema do excesso de oficiais recorrendo a trabalho escravo, por imposição legal, continua a não ser solução.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Precisamos de agarrar o futuro enquanto é tempo


Excelente artigo do Pedro M A Duarte, indicando as ameaças e também as oportunidades que a transformação digital coloca à sociedade e à economia. Este fenómeno está a eliminar rapidamente milhares de empregos em mercados retalhistas e nas estruturas administrativas das empresas e do Estado.
Urge responder a este fenómeno oferecendo aos cidadãos novas soluções focadas no desenvolvimento de novas competências que lhes permitam aceder às novas necessidades do mercado de trabalho.
Esta realidade obriga os partidos e o governo a combaterem a cultura oportunista e imediatista que se instalou na vida política, em que alguns governam exclusivamente a pensar no presente (algumas notáveis exceções como o caso da Justiça e da PCM), e se faz uma oposição casuística, de exercícios de retórica "à bolina" sem uma palavra sobre o futuro, sem visão estratégica para o país (algumas notáveis exceções, não vou nomear deputados e dirigentes para não prejudicar ninguém, já que são uma minoria).
Um desabafo sobre o PSD, que foi o partido que liderou o país para uma saída limpa da troika mas ao contrário do CDS ficou preso no discurso dela.
Companheiros, "tirámos" a troika do país, falta ainda "tirarmos" a troika do partido.

Se o PSD não soltar o passado, com que mãos é que quer agarrar o futuro?



sexta-feira, 31 de março de 2017

Nome de Código: #édosnossos

A sala é escura e o calor abafado mata por um golo de água que faça refrescar uma garganta seca.
- Esta feito – Disse ele com a certeza de quem assume o que faz.
- Mas são todos dos nossos?
- Sim. Está feito.
- Algum tem hipóteses de ganhar?
- Que diferença faz! Conseguimos o objectivo não conseguimos?
- É um facto. Mas como achas que o resto vai reagir se afastámos quem de certeza ganhava?
- Não interessa. Esta feito. O que importa não é ganhar, mas sim assegurar o futuro.
- Que futuro?
- O futuro, Bolas! O futuro…dos nossos caramba!
- O que pensas fazer no dia seguinte?
- Logo se vê, uma certeza é que vamos continuar. Foi por isso que colocámos lá os nossos. Esta feito.
No fundo da sala, alguém sussurra: - O que é feito de nós?
- Quem disse isso? – Retoma ele com um ar transtornado de quem já tinha encerrado o tema.
Aproximando-se da pequena luz que ilumina um pouco da sala, um jovem. O rosto desiludido transmite a pureza de quem acredita que o importante é estar ao serviço das pessoas pelo seu bem.
- Fui eu. Estava ao fundo da sala e ouvi a vossa conversa. Sei que nunca me pediram opinião e que nada conto para a vossa decisão. Mas o que é a verdade?
- A verdade!? Pergunto-te eu antes meu pequeno, o que é a realidade?

- A realidade? Já entendi…está feito. 

P.S - O diálogo é uma ficção, fraca muito fraca e qualquer semelhança com a realidade ou com a verdade é simples coincidência


É injusto e é chato

A política é injusta. Depois das dificuldades que o Passos Coelho teve para escolher uma candidata deste nível e qualidade (lê mais aqui), depois da Teresa Leal Coelho se ter disponibilizado, sacrificando a sua vida pessoal e a intensa atividade parlamentar, para dar a cara por Pedro Passos Coelho e pelo PSD nas próximas eleições autárquica, é injusto que os media e  os seus opositores lhe caiam em cima apenas por ter cometido uma meia dúzia de gafes logo à partida (vê as gafes aqui). É injusto e acima de tudo é chato.


(imagem retirada daqui)


quinta-feira, 30 de março de 2017

BREXIT UM MUNDO DE PREOCUPAÇÕES E DE OPORTUNIDADES


Muito embora Inglaterra seja um dos maiores, senão o maior, exportador de serviços da europa e represente cerca de 14% da economia europeia, o Brexit deve servir para a Europa redefinir a sua estratégia e ambicionar uma política verdadeiramente integradora de uma união europeia que se quer forte e economicamente sólida. A União Europeia não pode pretender apenas o papel de confederação de Estados que irremediavelmente tem vindo a desempenhar. Não deve ser um perpétuo simulacro de uma Federação de Estados. Se o Brexit pode ser uma preocupação por variadíssimas razões, sejam elas económicas ou de livre circulação de pessoas, ou outras, é certamente uma oportunidade para os lideres europeus revelarem a sua fibra e incutirem um verdadeiro ímpeto reformista no seio da União Europeia.
 
 

 

PSD UM ROLAMENTO IMPROVÁVEL NA GERINGONÇA


PSD, PCP e BE preparam-se para aprovar amanhã uma alteração à lei que visa clarificar a progressão na carreira dos funcionários das autarquias. O PSD que outrora criticara a Geringonça por alterar boa parte das medidas do seu Governo, vai agora ser um rolamento dessa mesma geringonça no que a questões laborais diz respeito, tudo para satisfazer o seu eleitorado autárquico em ano de eleições, numa atitude pouco coerente com o que sempre defendeu. Para além do mais, estas questões laborais, não se resumem apenas às autarquias. Estão por resolver em toda a máquina Estatal.
 
 

NÃO FOMOS NÓS QUE DISSEMOS...


O Ex-Ministro das Finanças Teixeira dos Santos sublinhou recentemente “não ter dúvidas de que todas as perdas que resultem da operação serão pagas pelos portugueses. Vamos todos pagar isto. Este é um encargo que vai ser repercutido nos cidadãos”.
 

 

quarta-feira, 29 de março de 2017

A escolha certa, sem dúvida.

No post que escrevi sobre a escolha da Teresa leal Coelho tive oportunidade de valorizar os seus atributos (lê mais aqui). Esqueci-me deste, é uma excelente comunicadora, sempre focada e com uma linguagem acessível a qualquer um.