sexta-feira, 24 de março de 2017

Cheira a Trump(a)

Durante 12 anos, em tempos de que bem se lembra uma geração mais velha, um homem causou uma devastação sem precedentes na história mundial. A reconquista da liberdade teve um enorme custo pago com sangue, suor e lágrimas dos europeus. A europa foi salva pelos “Aliados” das garras de um ditador de nome Adolf Hitler. O mundo só se viu livre dele em 1945, após a sua morte. 

Começou então uma nova era de progresso e de prosperidade onde a revolução era de índole industrial e não política. O mundo vivia momentos de paz e isso permitiu reconstruir a confiança do velho continente.

Em paralelo os Estados Unidos da América prosperavam e cresciam como força imperial apelidada por muitos como a polícia do mundo. A europa estava confortável com essa situação. Começavam os esforços para a criação de uma comunidade económica europeia que mais tarde se converteria numa União Europeia que agregava a maioria dos estados europeus.

Entre a Globalização, a moeda única, as crises financeiras e as alternâncias políticas a europa era uma potência que integrava e agregava, com o vigor de um bloco que definia o equilíbrio no mundo a par dos Estados Unidos. A desagregação da URSS e o consequente isolamento da Rússia reforçaram o poder geoestratégico da Europa.

Chegados aqui o impossível e impensável aconteceu novamente. Uma figura de traços nacionalistas chegou à Casa Branca. Ninguém sabe quanto sangue, suor e lágrimas trará a sua insana ascensão

É possível pará-lo? Será possível fazê-lo moderar as suas posições? Por agora, num ano, ele envenenou seu país, o mundo e as relações do seu país com o mundo. Pretendendo implementar um regime autoritário travestido de Democracia, parece difícil fazê-lo parar. Poucos são os que pretendem enfrentar o Sr. Trump (por agora). Afinal foi eleito pelo seu povo.

Como dizia Hannah Arendt, filósofa Alemã de origem judaica, “Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.”. 

Hoje grande parte dos líderes internacionais parecem cordeiros desorientados que abdicaram de pensar em nome de interesses próprios.

É neste ponto que nos encontramos. A deriva populista, que parece estar a crescer, pode aprofundar as divergências e medos entre povos e com isso aumentam ainda mais as clivagens que levam, inevitavelmente, ao conflito. Veja-se o recente conflito entre a Turquia e a Holanda. 

Por aqui, na Europa, da França de Marine Le Pen à Alemanha de Angela Merkel, passando pela Inglaterra de Theresa May (a debater-se com novo atentado), de forma cada vez mais intensa, cheira a Trump(a).

Mudemos de aroma e de rumoSejamos frontais e não abdiquemos de pensar. Não abdiquemos de expor o que pensamos. Não abdiquemos de lutar por aquilo em que acreditamos. De forma serena, mas firme é tempo de David se impor a Golias.

sexta-feira, 17 de março de 2017

PSD, aquele remake do programa a Roda da Sorte

O famoso programa da década de 90, com a apresentação brilhante do grande Herman José, era composto por três concorrentes que escolhendo vogais e/ou consoantes teriam de descobrir a palavra ou o conjunto de palavras escondidas.

Cada programa era único. Desde o entretenimento do apresentador até à descoberta do nome escondido era o topo de audiências na época (bem, também não era difícil só havia quatro canais).



Com a chegada das eleições autárquicas, o PSD numa tentativa de subir audiências, faz-nos chegar uma espécie de roda da sorte. Na esperança que a sorte de alguém resolva os problemas de outros. Que as palavras, por trás dos biombos desvendem soluções. Que as soluções indiquem nomes. Que os nomes resultem em sorte...roda e roda e roda...

E assim o humorista numa versão de “que se lixe o programa”, dispara para todo o lado e não acerta em ninguém, apenas destrói o cenário, estoira com as soluções. No entanto continua à espera da sorte...

Para quem é desse tempo recorde:






Teresa Leal Coelho - A Bomba Atómica

Dita o bom senso que em período pré eleitoral haja alguma contenção nas palavras, especialmente para quem tem responsabilidades partidárias. O que não é o meu caso.

São processos tão complexos, que mexem com tantas sensibilidades, com as aspirações de tanta gente, que uma vez tomadas as decisões, a esmagadora maioria dos dirigentes partidários opta por esperar pelo resultado das eleições para tirar os dividendos políticos dos erros dos seus líderes.

Se há pouco tempo atrás o Fernando Medina era visto como um candidato fraco, sem notoriedade, um autarca incapaz de planear as obras na cidade, (lê mais aqui), e era visto como um presidente diminuído na legitimidade pela forma como o António Costa lhe deixou o poder nas mãos, hoje em dia as coisas já não são assim tão claras.  

Apesar disso, o CDS apostou pesado, apresentou a sua líder, Assunção Cristas, uma mulher que tem vindo a subir nas sondagens. Uma candidata que não perdeu tempo a posicionar-se como a candidata das famílias, a candidata que coloca a família à frente de tudo, a candidata que finalmente põe os problemas do setor financeiro na posição que merecem, uma candidata que preferiu assinar sem ler a resolução do BES a interromper as férias em família (lê mais aqui).

Mais estratégico, como sempre, Pedro Passos Coelho também jogou forte e acabou por trocar as voltas a todos.

Sendo Lisboa essencial para a estratégia autárquica do PSD, Pedro Passos Coelho deixou que as estruturas locais partidárias e a coordenação autárquica se convencessem que mandavam alguma coisa e foi gerindo o tempo como quis. Para poupar tempo, pediu ao José Eduardo Martins para escrever o programa eleitoral e ao mesmo tempo deixou que os nomes de Santana Lopes, Morais Sarmento, Jorge Moreira da Silva, José Eduardo Moniz, Pedro Reis, Carlos Barbosa, e Maria Luís Albuquerque (lê mais aqui) circulassem para assim garantir que ninguém descobria a sua estratégia.

Como sempre a estratégia estava acima de tudo.

Mesmo quando um milhar de lisboetas reconheceram o líder o PSD como o único capaz de ganhar as eleições em Lisboa e lhe pediu para dar a cara pela cidade capital do país, nem assim ele cedeu (lê mais aqui). Mas afinal tudo tinha um sentido.

A escolha do líder do PSD é Teresa Leal Coelho, e percebe-se porquê (lê mais aqui). Pedro Passos Coelho escolhe a única candidata capaz de condicionar tanto o posicionamento da Assunção Crista como o do Medina.

Se não vejamos:

No combate com Cristas, ambas são mulheres, licenciadas em Direito e ambas se posicionam como as candidatas da família. Aqui Teresa Leal Coelho evidencia-se pela forma como liderou a contestação à co-adoção por casais homossexuais, ao ponto de se ter demitido da liderança de bancada do PSD. A idade e a experiência profissional, tanto académica como pela diversidade (passagem pelo CCB e pela administração de Vale e Azevedo na SAD do Benfica) são pontos a favor da candidata anunciada por Pedro Passos Coelho.

No combate com Medina, a candidata do PSD consegue sair valorizada por ser mulher e por conseguir condicionar de forma muito eficaz a diversidade do percurso político do Medina. É que se este é nascido e criado no Porto e foi eleito deputado em 2011 pelo distrito de Viana do Castelo, a Teresa Leal Coelho foi eleita deputada, nesse mesmo ano, pelo distrito do Porto e na legislatura seguinte, em 2013, pelo distrito de Santarém. Como autarca, apesar de se fazer substituir a maior parte das vezes por ser deputada, a candidata do PSD tem ainda a seu favor o facto de ter sido eleita vereadora em Lisboa.

Com esta escolha, que apanhou as estruturas do PSD de surpresa (lê mais aqui), Pedro Passos Coelho mantém viva a sua estratégia e nisto há que reconhecer que Pedro Passos Coelho não brinca, apoiando alguém da sua inteira confiança, casada com o seu ex-chefe de gabinete (lê mais aqui), professora na Universidade Lusíada, onde Passos terminou o curso, e sua vice-presidente, uma apoiante incontestável...

Claramente Pedro Passos Coelho continua a preparar as próximas eleições legislativas.










quarta-feira, 15 de março de 2017

Foi chão que já deu uva

A estabilidade enquanto argumento a favor da monarquia parece ter sido chão que já deu uva.

Em 2014 escrevi sobre a fragilidade dos argumentos a favor da monarquia (podes reler aqui), agora, com o Brexit, tudo indica que a monarquia de pouco tem valido para manter a unidade do Reino Unido...


Assim:
  1. Nicola Sturgeon, primeiro-ministro da Escócia anunciou há poucos dias mais um referendo para se tornar independente do Reino Unido(lê mais aqui);
  2. O partido Sinn Féin, da Irlanda do Norte, exigiu também um referendo para a independência do Reino Unido (lê mais aqui);
  3. E até no País de Gales se começam agora a ouvir vozes a defender um referendo pela independência, mas aqui apenas no caso da Escócia também sair (Lê mais aqui)
Espera-se pelas cenas dos próximos capítulos....


terça-feira, 14 de março de 2017

Montepio, o último Banco do Povo


O Montepio Geral Associação Mutualista é uma instituição que agrega uma Caixa Económica, podendo assim apresentar-se como um Banco com produtos e benefícios especiais para os seus clientes/associados, produtos e benefícios esses com origem na Associação Mutualista e também na Caixa Económica. 

Aquilo que poderia (e deveria) ser o paradigma da atividade financeira – que associava a nobreza e os princípios do mutualismo à intervenção financeira – parece hoje ser um mau exemplo.

O Montepio Geral Associação Mutualista, fechou as contas de 2015 com capitais negativos superiores a 107 milhões de euros, segundo refere uma auditoria da KPMG. Desta forma, clarifica a KPMG, fica claro que o passivo é superior ao ativo, incluindo um resultado negativo, imputado aos mutualistas, de 251.445 milhares de euros.

Na qualidade de Associado e de cidadão fico preocupado. O Montepio Geral enfrenta hoje um cenário de falência técnica, tendo neste momento a necessidade urgente de uma injecção de fundos. 

São apontadas duas soluções de curto prazo para resolver o (grave) problema. A primeira solução é o recurso capital por via de um empréstimo. A segunda solução passa pela venda de activos que o Montepio (Associação e Caixa Económica) possui em carteira.

Mas apesar da preocupação que devemos ter com as poupanças das pessoas e a sua salvaguarda é também importante exigir explicações e responsabilidades aos supervisores. 

No caso da Caixa Económica o supervisor (Banco de Portugal) apresentou um relatório muito crítico da liderança e gestão da instituição, no entanto vem tarde e talvez venhamos a encontrar sinais de pouca diligência na supervisão.

Quanto à Associação Mutualista a situação é bem mais preocupante e vergonhosa. Neste caso a Supervisão/Fiscalização é da responsabilidade da tutela, nomeadamente a Segurança Social (Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) e aqui a negligência é muito mais preocupante. 

Sendo que as contas agora avaliadas dizem respeito ao ano de 2015, levantam-se várias questões a diferentes protagonistas:

O que fez o Ministro Pedro Mota Soares (PSD/CDS) para verificar a situação do Montepio enquanto responsável pela tutela? 

E o que fez o Ministro Vieira da Silva (PS) que sempre refere a necessidade de mais transparência e intervenção? 

O que fizeram estes responsáveis? Nada. Não fizeram nada!

Importa referir que ao nada fazerem permitiram que mais uma entidade do sistema financeiro português esteja hoje em posição frágil. Mas o Montepio não é só “mais uma” entidade. É a única Associação Mutualista com uma Caixa Económica em Portugal. É o último espécimen de um “Banco do Povo”. No Montepio são os Associados que intervêm e mandam(ou deveriam ser).

O Montepio Geral esteve exposto às mais variadas interferências políticas nos últimos 25 anos e para o confirmar basta verem quem compunha os órgãos sociais e respectivos Conselhos de Administração ao longo dos tempos. Esta é também uma das principais causas da atual situação - associado a má gestão -  e talvez por isso nenhum responsável político tenha feito o que deveria.

Compete agora a todos responsabilizar aqueles que fingem nada saber, desde os supervisores Banco de Portugal e Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, passando pelo Parlamento e comissões responsáveis, acabando na própria elite financeira. 

Todos, em certa medida, têm de ser responsabilizados com penalizações diferentes, mas efectivas.


Temos o dever de exigir responsabilidades e com isso ajudar a salvar o “último Banco do povo”, para bem do sistema bancário e principalmente para bem do Mutualismo.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Laivos de um novo Marxismo


Carlos Costa não sai da Supervisão, sai a Supervisão de Carlos Costa. Manifestações marxistas e leninistas do exercício do poder e das funções públicas que dissimuladamente asfixiam as instituições e a nossa democracia.
 

 

Marcelo

De vez em quando, especialmente quando vagueio por alguns fóruns da direita democrática, não consigo deixar de me recordar de uma história atribuída ao Churchill.

(imagem retirada de parliament.uk)

Diz-se que um dia, o histórico estadista britânico terá levado um sobrinho, ou um neto, ou um sobrinho neto (dependendo das versões, mas vou assumir que era um neto) em visita ao parlamento britânico, onde lhe foi explicando como decorriam os trabalhos. A dada altura terá descrito onde discursava e onde se sentavam os parlamentares da oposição, apontado para a bancada à sua frente. O seu  neto terá então assumido ao seu avô que os inimigos se sentavam nessa bancada à sua frente, o que terá sido prontamente corrigido por Churchill, "não, à frente sentam-se os adversários, os inimigos sentavam-se aqui atrás e ao lado do avô".

Percebe-se que este mal de se confundir um partido político com um clube de futebol, esta visão maniqueísta de se dividir as pessoas em índios e cowboys, entre bons e maus, é um hábito antigo e transnacional. 

Na parte que me toca, o facto do Marcelo Rebelo de Sousa se demarcar da forma de atuar dos seus antecessores apenas dignifica a Presidência da República.


(imagem Nuno Fox/Lusa)







segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

"The Truth is Hard", palmas para o The New York Times!

"Num mundo onde existe tanta incerteza acerca do que é real e o que são notícias falsas, nós continuamos, firmemente, à procura da Verdade"!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

O alto preço de viver em Lisboa

Lisboa está na moda. Os rankings e os números comprovam-no. Lisboa é hoje o paradigma da gestão para “turista ver”. 

Mas esta gestão tem um preço e quem paga, em grande medida, são os lisboetas que vivem na cidade. É importante perceber e divulgar a dimensão da tributação que está a ser imposta por Fernando Medina. Em 2016 foram pagos 417,87 milhões de euros em impostos e taxas. Este foi o preço a pagar em Lisboa.

A Câmara Municipal tem no seu Orçamento para este ano a previsão de cobrança de 178 taxas. O mais recente Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses refere que, em Lisboa, a receita com impostos aumentou 59% à conta de muitas destas 178 taxas. Lisboa e Cascais foram as duas autarquias que mais aumentaram o peso da carga fiscal segundo o mesmo Anuário.

Lisboa é hoje uma cidade que faz pesar sobre os lisboetas as taxas e os impostos que muito têm ajudado a carreira política de Fernando Medina na capital. Carreira aliás, iniciada apenas em 2013, ano em que chegou a Lisboa vindo de Viana do Castelo (circulo onde foi eleito deputado, mesmo sendo do Porto).

Em Lisboa as taxas que pesam sobre os lisboetas e que, aparentemente, dão mais receitas são as que incidem sobre as atividades económicas. Mas existem também novas taxas e a CML criou em 2014 a famosa taxa de proteção civil. Só esta renderá 18,8 milhões de euros de receita.

Esta é de facto uma das taxas que mais pesa e que servirá, supostamente, para fazer face aos devaneios eleitorais de Medina. Esta taxa fica assim bem longe do seu verdadeiro objeto que deveria ser a garantia da total segurança de pessoas e bens em Lisboa.

Quando muitos falam nas obras e no enorme estaleiro que é Lisboa esquecem a questão essencial. É bom relembrar que o transtorno que as obras agora têm causado passará. Mas o peso da carga fiscal que Fernando Medina impõe hoje aos lisboetas, esse fica e perdurará no tempo.

O peso que as taxas e taxinhas têm sobre os Lisboetas não será transformado num jardim verde, nem num passeio com 20 metros de largura e muito menos numa linda ciclovia muito (pouco) útil numa cidade de 7 colinas.

Viver hoje em Lisboa é um luxo. Ter hoje um estabelecimento comercial em Lisboa é um luxo. Promover hoje uma atividade económica em Lisboa é um luxo. Até a mais modesta atividade como a venda ambulante ou arrumar os carros na cidade, parece ser um luxo.

Enquanto uns se entretêm com os “sms de Centeno” e as “offshores de Paulo Núncio”, outros vivem e transportam, todos os dias, a realidade do peso dos impostos em Lisboa.

Ora, por mais que se tente maquilhar a realidade as suas “rugas” e “imperfeições” permanecem. 

As obras acabam, mas os impostos e taxas ficam.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Da série: Auto-desintegração ideológica


O Conselho de Ministros aprovou esta quinta-feira quatro novos nomes propostos pelo ministro das Finanças para o Conselho Consultivo do Banco de Portugal, entre os quais o antigo coordenador do BE Francisco Louçã. Louçã que sempre defendeu a nacionalização do Novo Banco a renegociação da dívida, a saída de Portugal da EU, entre outras, entra agora como consultor numa entidade filiada do BCE, numa espécie de auto-desintegração ideológica.  Já agora o que diz Catarina Martins?

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

O preço de não querer incomodar um filho....

Ao falar com um cardiologista amigo fiquei estupefacto ao saber que muitos casos que levam à morte poderiam ser evitados se o telefonema para o 112 tivesse ocorrido mais cedo. Parece mentira, mas ainda há muitas pessoas que não valorizam, ou desconhecem os sintomas do ataque de miocárdio (sabe quais são aqui).

De todos os casos que me foram contando, aquele que me chocou mais foi o da tendência que a população mais idosa tem em adiar ligar para os filhos a pedir ajuda, quando os sintomas surgem durante a noite, isto quando a primeira hora é essencial para se salvar a vida da pessoa. O não querer incomodar durante a noite acaba por ter consequências graves para a vida daquela pessoa. 

Sendo um problema que não olha a idade, ou a géneros, chega a muita gente, alguns, com alguma sorte à mistura, acabam por se transformar me histórias de sucesso.. 




sábado, 11 de fevereiro de 2017

Serviço Público

E eles não param... ontem foi na prova oral do Alvim, na Antena 3. Vale a pena ouvir o Rodrigo Gonçalves e o Pedro Correia (do delito de opinião) neste link, sobre o afastamento que as pessoas têm da política.





terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Donald Trump sofre de "narcisismo malígno"?

é o que afirma John D. Gartner, ao US News ." Trump  tem narcisimo maligno, um transtorno de personalidade extremo, agressão e sadismo"!
"pobre" América!

YOU ARE FIRED


O Presidente dos Estados Unidos demitiu esta segunda-feira a procuradora-geral, Sally Yates, por esta se recusar defender a política anti-imigração de Donald Trump. Sally Yates foi afastada pouco tempo depois com o argumento que traíra o Departamento de Justiça ao se ter recusado defender tal política. Caso para dizer que esta Administração da Casa Branca está a tornar-se um caso sério de autoritarismo crescente, renunciando em tão pouco tempo à história de um povo livre e solidário. O Mundo tem razões para estar preocupado.

 
 

COLIGAÇÕES


Recentemente Pedro Passos Coelho, Presidente do PSD, descartou, sem aviso prévio, a possibilidade de uma coligação de apoio à candidatura de Assunção Cristas, líder do CDS-PP a Lisboa. Incomodada ficou Assunção Cristas que não gostou, porventura já esquecida que em 2016, recém-eleita líder do CDS-PP, assumira uma candidatura autónoma em Lisboa sem qualquer aviso ou diálogo preliminar com o PSD.
 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

O EXEMPLO DE SOARES




Mário Soares foi uma figura muito mais controversa do que os obituários destes últimos dias deixam antever. E ainda bem que o foi: um político que não gere polémica falha a missão. Todos os verdadeiros estadistas, a seu tempo, souberam agitar e dividir águas. Não recearam a confrontação, não temeram ser criticados em manchetes ou editoriais na imprensa.
Soares foi assim. Acertou e errou, mas sempre em função de convicções profundas que soube transformar em princípios políticos e fazer deles uma linha de rumo. Esteve certo no essencial quando combateu na primeira linha da edificação do regime democrático e na nossa integração europeia. Distanciando-se daqueles que sonhavam com novas ditaduras e com uma alegada “vocação terceiro-mundista” de Portugal, nomeadamente os dirigentes do PCP.
Dono de uma das expressões mais emblemáticas de toda a nossa Democracia, “ …pôr o Socialismo na Gaveta”, Mário Soares soube assumir que ideias e métodos baseados nas palavras como mercado, concorrência, produtividade e prosperidade eram essenciais em determinada altura. Assumiu a necessidade de adotar, parcialmente, o capitalismo na sua versão moderada e abrangente, o que não abdicava, portanto, de instrumentos reguladores que garantissem ao Estado os mecanismos essenciais para garantir a justa distribuição da riqueza que o seu socialismo defendia. Suficientemente aberto e plural em termos políticos, Mário Soares permitiu que na sua ação política e governação, coexistissem modelos ideológicos distintos, sempre tendo como prioridade o interesse nacional.
Acreditava na política com ética e valores tendo dado um grande exemplo disso mesmo, na qualidade de Presidente da República, no ano de 1987, quando Cavaco Silva era Primeiro Ministro de Portugal.
Aníbal Cavaco Silva liderava um governo de minoria, sendo que no parlamento o PS liderado por Vítor Constâncio, o PCP liderado por Álvaro Cunhal e o então PRD liderado por Hermínio Martinho, tinham maioria parlamentar. Estes três partidos, aprovaram uma moção de censura, proposta pelo PRD, que fez cair o governo de Cavaco Silva.
Desejando formar governo com base na maioria parlamentar, PS e PRD não contavam, no entanto, com a postura gigante do Presidente da República Mário Soares.
Soares deu a todos uma verdadeira lição de democracia e de respeito pelo voto do povo, não aceitando a proposta do PS e PRD para formarem um governo de maioria parlamentar, tendo como base na sua decisão o facto dos cabeças de lista desses partidos não terem ganho as eleições em 1985.
Mário Soares dissolveu o parlamento e marcou novas eleições legislativas para julho de 1987. Cavaco Silva acabaria por obter a sua primeira maioria absoluta e para a história fica a ética, os princípios e acima de tudo o respeito que Mário Soares demonstrou pelos portugueses e pelas suas escolhas.
Talvez por isso Mário Soares nunca tenha comentado publicamente a opção de António Costa quando este optou pela constituição da geringonça em 2015, opção que Soares havia contrariado em 1987 e que provavelmente rejeitaria com base na sua ética, valores e respeito pelos portugueses.
Mário Soares era dotado de um carisma notável, que o transformou num líder vocacionado para seduzir multidões e mobilizar vontades coletivas através da palavra, do gesto e do seu exemplo. Foi alguém que suscitava respeito, confiança e até, para alguns, adoração.
Foi a par de Francisco Sá Carneiro e de Álvaro Cunhal uma das personalidades que mais marcou a História da política portuguesa da segunda metade do século XX. Ao contrário de muitos socialistas que tratam mal a memória de Sá Carneiro, julgo que devemos a Soares uma homenagem pela forma como sempre se empenhou na luta pela liberdade e pela democracia.
Se pudéssemos definir Mário Soares numa citação talvez fosse a famosa frase de Benjamin Franklin: "Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária, não merecem nem liberdade nem segurança".
Soares pode constituir um exemplo no desassombro que sempre revelou na defesa dos princípios em que acreditava. Preferia navegar em águas turbulentas do que boiar em águas estagnadas. Infelizmente deixou poucos seguidores. O calculismo, a dissimulação e a falta de ousadia são hoje alguns dos mais preocupantes sinais exteriores da política portuguesa. Soares não era adepto de tais fraquezas. Soares foi um bom exemplo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Recomendação de leitura - Política de A a Z


Um livro fácil de ler e útil para todos os que de alguma forma têm curiosidade pela política. Uma explicação simples e muito bem conseguida, que recorre a exemplos reais para definir os diferentes conceitos associados à política.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

"Afirmar o Jornalismo"


e combater o medo instalado!
Começa hoje e até 15 de janeiro, no Teatro São Jorge, em Lisboa, o 4º Congresso dos Jornalistas.
Palmas para Maria Flor Pedroso, a principal responsável por este Encontro e toda a sua Equipa!. Afinal os profissionais do chamado 4º poder  já não reuniam há 18 anos  e há muitos assuntos pendentes e futuros a debater.
Garantir a Liberdade de Informação, a dignidade de quem nela trabalha e a verdade da notícia que chega ao leitor, são valores e bandeiras acima de qualquer "preço"!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Vo(l)ta Capucho, candidato em Sintra!


As pazes estão feitas e o PSD vai apoiar a candidatura de António Capucho à Assembleia Municipal de Sintra, na Lista "Sintrenses com Marco Almeida".
Basílio Horta, o actual líder autárquico, não vai ter tarefa fácil no próximo confronto eleitoral,a adivinhar pela determinação do histórico dirigente social democrata em regressar vitorioso  à ribalta politica.

domingo, 1 de janeiro de 2017

Grande discurso do Presidente da República Portuguesa

A Dura Realidade




Devemos desejar que 2017 seja melhor que os anos anteriores, isto para bem de todos nós e das futuras gerações.

Aqui fica uma foto que exemplifica a dura realidade da evolução da dívida pública portuguesa de 2008 a 2016. 

Isto não se trata de uma opinião. São factos! 


quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Contranatura




É um advérbio que significa algo que se opõe ou contraria as leis naturais; que está em contradição com as leis da natureza.

O exemplo de coligação contranatura na "gíria" futebolística...

É colocar o Belenenses a jogar contra o Porto, mas a usar o equipamento do Benfica.


quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

É urgente um Congresso extraordinário do PSD!

"as pessoas estão inquietas", afirma  o histórico dirigente de Coimbra dos sociais democratas, Carlos Encarnação.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Carta Aberta a Fernando Medina



Partilho convosco a transcrição de uma carta de um Lisboeta, que recebi por e-mail, dirigida ao Presidente da Câmara Municipal de Lisboa...



  
“Nos termos da Lei 83/95, e do artigo 52 da Constituição, os subscritores incitam o actual Presidente da Câmara de Lisboa a "promover a prevenção, a cessação ou a perseguição judicial das infracções contra a saúde pública, os direitos dos consumidores, a qualidade de vida, a preservação do ambiente e do património cultural". Não é isso o que tem acontecido desde maio de 2016, momento em que se iniciaram um conjunto diversificado de obras ao mesmo tempo, nos mais diferentes locais, causando o caos na circulação rodoviária da cidade. Vemos que a cidade vive hoje uma situação caótica e absurda de obras sem sentido, ou que não têm sentido definido, ao sabor da cabeça de alguns vereadores da Câmara, que assim vão lentamente sabotando a vida das pessoas que precisam de trabalhar. Somos cidadãos preocupados com o que se está a passar de forma incompreensível e vimos assim lançar um alerta ao Presidente da Camara que ninguém elegeu como tal, mas que agora é Presidente e ‘governa’ a cidade sem critério.

Temos estado sob um ataque cerrado a todos os que utilizam viatura para as suas deslocações já que os transportes públicos continuam a funcionar mal. Estamos perante um estado de emergência não declarado contra os lisboetas e perante a surpresa deste plano megalómano de obras que incluía inicialmente também a famigerada arborização da Av. General Norton de Matos (2ª.Circular), felizmente cancelada. Dizem-nos que isto foi obra de paisagistas e ambientalistas, sem consulta dos especialistas da mobilidade geral, mas com a aprovação e o apoio do Presidente Medina. A verdade é que as obras continuam por todo o lado e já excederam os prazos de conclusão, tornando a época de natal num calvário.

Não são estas obras dispensáveis? São todas elas úteis?? Trata-se de resolver problemas essenciais, relativos a uma emergência pública? Ou está em causa uma infra-estrutura vital, a instalar ou reparar (água, gás, eletricidade, fibra ótica, etc.)? Na verdade, nada disso. O que aparece como justificação primordial para a quase totalidade dos trabalhos é a criação de "passeios mais amplos e confortáveis" e "mais ciclovias". E, como se pode começar a ver, passaremos a ter ruas mais estreitas, em que a circulação de veículos será mais difícil, mais lenta, mais arriscada. O trânsito vai fluir menos e o consumo de combustíveis aumentar.

O caso mais exemplar é o chamado Eixo-Central e em especial o da Avenida da República.
Será que já viu bem o que a Câmara de Lisboa anda a fazer nessa Avenida?
Suprimiu inúmeros lugares de estacionamento. Onde havia lugares em número razoável, permitindo o estacionamento em espinha oblíqua, de um lado e doutro da via, encontramos agora uma verdadeira aberração.

Vejamos então:
- a via de circulação de duas faixas deu lugar a um estreito ‘carreiro’ com uma única faixa;
- ainda em Entrecampos o passeio junto ao muro da antiga Feira Popular, que já era bastante largo, e onde se situam as entradas para a passagem subterrânea e para o METRO, passou a ser ainda mais largo sem que se veja necessidade para tal, a menos que queiram pôr um parque de bicicletas ou algo do género...
- o estacionamento no sentido do Saldanha passou a ser paralelo (em linha), o que, para além de reduzir o número de lugares disponíveis, torna mais demorado o acto de estacionar, exigindo uma manobra de marcha-atrás ; e como só há uma faixa de circulação, quem vem atrás que espere ... os táxis já não querem circular nessa ultra estreita faixa;
- não foram previstos ‘refúgios’ para largada e tomada de passageiros à porta dos hotéis, nem para descargas de medicamentos junto às farmácias e, pior, no caso de clinicas que recebem doentes o local reservado para paragem das ambulâncias é do outro lado da via e não junto ao passeio…. uma completa aberração…
- como é que as ‘novas’ laterais da Avenida da Republica vão permitir agora a passagem de carros dos bombeiros quando um carro normal quase não tem espaço para circular.??? O Regimento de Sapadores Bombeiros fez uma vistoria de segurança e aprovou este modelo??

É inadmissível que as faixas laterais da Av. da República tenham sido transformadas em autênticas veredas de uma aldeia do interior. Numa cidade de sete colinas não se pode generalizar a ciclovia. Nem a saúde pública, nem o tempo calculado de viagem, nem a mobilidade exigida, nem a configuração da cidade o aconselham. Alargaram-se passeios estupidamente, construíram-se ciclovias em todos os lados, pensando que o povo trabalhador em Lisboa poderá ir de bicicleta para o trabalho, e reduziu-se estupida e drasticamente os espaços de circulação e estacionamento. Absurdo e inacreditável!

Não é só criando corredores ciclo-pedonais ou plantando nova relva e alguns arbustos nos espaços subtraídos à circulação viária que se melhora o ambiente.  O ambiente somos todos nós e isso inclui, além dos peões, todos os que não dispõem de viaturas oficiais para, com ou sem motorista privativo, poderem aceder a corredores especiais de circulação e a parques de estacionamento privativos dessas entidades, mas pagos por todos nós.

Há muitos anos tivemos em Lisboa um Presidente eleito, Krus Abecassis, que também decidia só pela sua cabeça e concordou com a demolição do emblemático edifício do Monumental para aí se construir um ‘mamarracho’ vulgaríssimo de gosto duvidoso; também mandou colocar uns bancos de cimento monstruosos no meio da Rua da Carmo, não obstante os alertas para a dificuldade que originava na passagem dos carros de bombeiros, como ficou dramaticamente demonstrado durante o incêndio de 1988... o terrível incêndio do Chiado agravado pela impossibilidade verificada de passagem dos carros de bombeiros mais pesados na Rua do Carmo, situação que deve agora ser insistentemente recordada.

Tudo o que tem sido feito em matéria de trânsito é um primado de incompetência e de total falta de consideração pelos utentes! Não há a mínima consideração pelos munícipes que votam e vivem na cidade. Muitas das obras são de gosto duvidoso e utilidade nula ou mesmo negativa (tornam a situação pior do que estava) …e sempre feitas à custa do dinheiro dos contribuintes…embora a maioria não concorde com estas obras.

Do pior centralismo que já se viu! Os ‘senhores’ da Câmara detestam que os munícipes tenham liberdade de escolha e outorgam-se o direito de escolher por nós. Porque se acham donos da coisa pública, atitude típica dos seguidores dos princípios da ‘velha esquerda’. Estes ‘monopolistas’ das ideias autárquicas prejudicam seriamente a vida a todos os utentes das vias públicas, desrespeitando completamente aquilo que já existia (e as razões por que existia) e sem qualquer justificação nem demonstração do mérito as mudanças que se propõem fazer e seus custos, e mesmo assim pretendem ir a votos nas próximas eleições. Ignorar as queixas dos utentes são um sério sintoma de autismo, próprio de quem já se deixou encantar pelo poder, seja ele eterno ou furtivo.

Os partidos da dita oposição e o ACP têm aqui (em Lisboa) muita matéria para mostrar serviço, sem esquecer o espaço de manobra do atual PR e seus afetos. Estes ‘senhores’, eleitos ou não, estão no poder, chegaram à administração do município e acham que são donos da cidade para fazer o que bem entendem, regra geral em prejuízo da vida das pessoas... Não basta ‘reclamar’, é preciso ‘não’ votar neles nas próximas autárquicas. É necessário denunciar vigorosamente todas estas aberrações e estimular as candidaturas daqueles que se comprometam a reverter esta situação.

 Em complemento, há que denunciar também outra enorme aberração, que é a recente proibição de circulação no bairro entre a Rua Artilharia 1 e a Rua Castilho! Foram colocados sinais de transito proibido, exceto a ‘transito local’ que restringem a ‘entrada’ no bairro onde há um Liceu nacional e um grande Hotel!! Uma malha de ruas quadrículas deveria servir para desembaraçar o transito...! Esta gente que decide na CML detesta a liberdade de escolha, até do trajeto de um utente da via!!!”


Assim vai Lisboa…Mal!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

INCONFORMISMO e o PSD



Escrevo este texto na qualidade assumida de militante do PPD/PSD.

Por estes dias, em alguns meios do PPD/PSD, tentam vender o conformismo e a reverência como se o futuro estivesse já desenhado e decidido pelos que não acreditam (ou não querem acreditar) que se pode fazer melhor.

O PPD/PSD, que eu e a maioria dos militantes com quem tenho falado conhecemos, representa exatamente o contrário. Nos momentos difíceis foi o inconformismo que nos fez vencer.

Nos momentos em que o caminho não era claro foi a irreverência que nos fez encontrar soluções e vencer.


Para os que enchem a boca com o legado de Francisco Sá Carneiro, lembrem-se que não se faz a regeneração anulando as referências e os exemplos do passado. A isso chama-se invasão ou, para usar um termo mais moderado, colonização.

Hoje, no PPD/PSD, os que são irreverentes, que não se conformam e acreditam em soluções diferentes, correm o real risco de serem perseguidos, anulados, excluídos e até prejudicados.

Talvez até eu, tal como os irreverentes e os que não se conformam, já esteja no "livrinho" dos que têm de ser perseguidos, anulados, excluídos e até prejudicados.

Parecem querer conduzir o PSD, enquanto maior referência autárquica portuguesa, para um precipício onde só alguns, por sinal os que estão ao leme, parecem poder sobreviver.

Triste estratégia daqueles que apostam na derrota para poder vencer.

É urgente apelar aos melhores de entre nós (e temos muitos) para que combatam esta forma lenta de "eutanásia" a que alguns estão a submeter o PPD/PSD.

A aposta só pode ser na vitória. Não conhecemos qualquer outro resultado positivo. O inconformismo não nos pode deixar aceitar qualquer objetivo.

A bem do futuro do PSD e da Democracia...