quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva

Nestas coisas da mobilidade, sou daqueles opta pelo metro nas deslocações para as reuniões no centro de Lisboa, ou melhor, nas deslocações para zonas onde há estações de metro perto. Evito a dor de cabeça para encontrar estacionamento, poupo-me às intermináveis filas de trânsito no centro da cidade e ainda poupo uns bons euros em estacionamento, gasolina e desgaste do carro.

O problema foi quando optei por ir de metro para uma reunião às 9 da manhã, em plena hora de ponta. Resumidamente, foi uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva. 




Há milhares de pessoas que se sujeitam a isto todas as manhãs, sem terem qualquer alternativa para a sua deslocação. Mas, mesmo assim, ao que tudo indica, é um problema que está longe de estar resolvido. 20% das carruagens estão paradas por falta de peças.




terça-feira, 21 de novembro de 2017

Antes descentralizar para Amesterdão

O governo português escolheu candidatar o Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, apesar de saber que os 900 funcionários da Agência queriam  Lisboa.

Lisboa era uma opção real, um sério concorrente para ficar com esta agência Europeia do Medicamento, mas optou-se por se submeter uma derrota anunciada, isto porque o centralismo é uma chatice. 

Antes descentralizar para Amesterdão...


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sucessor de Costa no Partido Socialista

O Partido Socialista já têm um sucessor para a cadeira de António Costa… O próximo líder Socialista será o Facebook! Sim está entidade que tem governado Portugal na sombra, decidiu sair do armário e revelar-se aos portugueses e já conta com vários nomes para a sua comissão politica, o Twitter, o Snapchat, o Instagram, entre outros...


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Afinal, foi essa a razão para a Madona se ter mudado para Portugal...

Já não entendo de quem é a culpa do jantar no Panteão Nacional, se deste governo, ou se do anterior. Mas, nos últimos dias, parece que os problemas do país se resumem a um evento de mau gosto.

E esta é sem duvida uma boa razão para se morar cá. E Benfica também...


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TUDO ISTO É TRISTE, TUDO ISTO É FADO!!


Tanta indignação com o jantar da organização do Web Summit realizado no Panteão Nacional em total desrespeito para com a memória e a honra daqueles que no passado elevaram o bom nome de Portugal. No entanto, esta indignação, peca por tardia, pois já se realizaram mais de uma dezena de eventos em tudo semelhantes naquele espaço. Da mesma forma que a vir, virá tardio, um eventual pedido de desculpas a todos os portugueses por quem tem responsabilidades nestas matérias. Mas isso, é algo a que os atuais responsáveis políticos e públicos já nos habituaram. Amália que ali repousa cantaria certamente…tudo isto é triste…tudo isto é Fado!!
 

E É ISTO...!!!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Aquele momento em que a Europa ainda sabia o que queria...

Numa altura em que o projeto europeu continua parado em cima do muro, sem saber se avança para uma verdadeira união política, ou se desaparece definitivamente, comemora-se um dos momentos mais marcantes para a Europa. A queda do Muro de Berlim.

Pelo menos em 1989 a Europa não se punha em cima do muro, deitava-o abaixo.

(foto retirada daqui)

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Tapar o Sol com a Peneira no Urban Beach


As agressões à porta da Discoteca “Urban Beach” não têm justificação possível, mesmo que fossem em auxilio e proteção de vitimas, ninguém se pode substituir ao estado e fazer justiça pelas suas próprias mãos. Os atos de violência demonstrados no vídeo, que se tornou viral, são lamentáveis e repugnantes, mas, num estado de direito como o nosso, todos têm direito à defesa e ao contraditório e não nos cabe a nós julgarmos nenhum dos intervenientes na praça pública.
A verdade é que o Estado ordenou o encerramento desta discoteca baseando-se nas imagens que se tornaram virais, que também poderiam prejudicar a imagem já desgastada do governo por causa de outro assunto… Os incêndios. Sim, porque não me digam que foi por causa das 40 queixas anteriores… Aliás, foram necessárias 40 queixas para fecharem a discoteca?
Tal como nos incêndios, a noite de Lisboa e não só, precisa de uma intervenção de fundo, não apenas ir remediando casos mediático que vão surgindo. Só quando a noite arder por completo é que se vai chegar a essa conclusão…
Esta decisão, feita à presa para estancar a ferida, poderá nos próximos tempos levar ao encerramento de vários locais de diversão noturna, à medida que forem aparecendo novas gravações. À boa maneira da comunicação social que adora explorar um tema “viral”, sempre com as audiências em mente, lá estará o estado a socorrer como pode os incêndios que vão aparecendo… Até porque existem muitas casas noturnas que trabalham exemplarmente e são uma mais-valia, quer por serem uma forma de descontração e lazer, quer por ajudarem a impulsionar o setor do turismo que tem contribuído e muito para a nossa recuperação económica.
É por isso necessário saber separar o trigo do joio


Resultado de imagem para urban beach


Ou, a oportunidade falhada do Presidente da Câmara de Lisboa, aproveitada pelo Governo

Governo fecha o Urban... 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

O Estado não quer pagar indemnização por morte de uma bombeira?

O Estado foi condenado em Setembro a pagar uma indemnização de cerca de 200 mil euros pela morte da bombeira Viviana Dionísio, 29 anos, durante o combate a um incêndio em Agosto
do ano passado, mas o Ministério Público recorreu da decisão por considerar a verba excessiva. Apesar de me parecer óbvia a responsabilidade do Estado, já que os bombeiros estão na alçada da autoridade Nacional de Protecção Civil, ou seja, da entidade que supervisiona o trabalho dos bombeiros, até posso aceitar que o Estado recorra por não se considerar culpado na morte desta bombeira, mas ao facto da indemnização ser excessiva, deixa-me chocado.

Quanto custa uma vida humana para o Estado? Haverá algum dinheiro que possa compensar a morte de uma filha? De uma esposa? De uma mãe? Que falta de respeito pela vida humana, que aqui é colocada ao nível de uma qualquer mercadoria.


sábado, 28 de outubro de 2017

Um Partido Novo (5/10/2011)




SANTANA LOPES ADMITE FORMAR NOVO PARTIDO

O antigo primeiro-ministro diz que quer continuar na política mas que a discordância com o PSD em certas matérias o leva a pensar na criação de um novo partido.

In, Diário de Notícias 

5 de Março de 2011...Já Passos Coelho liderava o PPD/PSD.

Como diria a Lena de Água: " Demagogia feita à maneira é como queijo numa ratoeira"


quinta-feira, 26 de outubro de 2017

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Mas o que passava pela cabeça do juiz?

"O adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem". "Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte". "Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte". Esta é uma parte dos argumentos utilizados pelo Juiz Desembargador, Joaquim Neto Moura, para fundamentar uma sentença perdulária para com dois homens que agrediram uma mulher.

Esta abordagem perdulária para com a violência doméstica, assente em referências religiosas, podia muito bem ter ocorrido na Arábia Saudita, onde apenas recentemente foi permitido às mulheres conduzir.

Em Portugal, não é admissível que um juiz fundamente desta maneira uma decisão, nem tão pouco que esta mentalidade da Idade Média seja a base de uma decisão judicial. E o facto do Supremo Tribunal não assumir responsabilidades, apenas parece confirmar que há Juízes em Portugal que se confundem com a Lei e que acreditam estar acima da Moral e da Ética.

Se a referência bíblica, só por si, é estranha num Estado laico, onde particularmente a justiça se presume laica, não deixa de indiciar algo que Freud certamente saberia explicar. 

Isto para dizer que na realidade não sei o que estaria na cabeça do juiz, mas, como o que nos guia são as emoções, provavelmente terá sido alguma memória mais traumática. (até por ser reincidente neste tipo de abordagem)


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

O Presidente da res pública

O Presidente da República tem sido incansável nas suas visitas pelos concelhos mais afetados pelos incêndios. As suas palavras de conforto, os seus abraços, o seu espírito de missão é inspirador e os seus gestos revelam a sua enorme nobreza. Eu, tal como a maioria dos portugueses, revejo-me em Marcelo Rebelo de Sousa. 

Mais do que o Presidente dos afetos, é incontestavelmente o Presidente da República, da res pública. Não se tratam de beijos em tempo de campanha politica, são gestos que transparecem genuinidade e dedicação ao seu povo, um homem talhado para o mais alto cargo da nação. 

Numa sociedade onde o Estado está cada vez mais distante da população, onde cada vez mais os sites e os atendimentos automáticos se substituem às pessoas o Presidente da República marca a diferença e traz de volta a Humanidade aos órgãos do Estado.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O MILAGRE DE TANCOS. HÁ COISAS!!


O material de Tancos, aquele que até nem teria sido furtado (talvez fosse um empréstimo ocasional de material de guerra) e se encontrava totalmente obsoleto (por não ser de ultima geração) e que não tinha capacidade destrutiva (só daria para mandar abaixo o Rossio e talvez a Rua da Betesga), apareceu após uma denuncia anónima, como que milagrosamente na Chamusca junto à ponte (futuramente local de peregrinação face ao milagre a certificar pela Santa Sé). Material esse apreendido pela PJM em colaboração com a GNR de Loulé (Loulé? Deve ser uma Loulé algures no Ribatejo que desconhecia). Tudo isto sem a prévia comunicação ao MP e ao DCIAP, enquanto responsáveis pela investigação. E surge, pasmemo-nos, logo no dia seguinte à declaração de assunção de responsabilidades por parte do Senhor Presidente da República. É o milagre de Tancos. Há coisas!!
 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

VALHA-NOS AO MENOS ISSO


Vai tarde, mas vai sempre a tempo. Mas mais do que uma demissão, a saída de cena da Senhora Ministra da Administração Interna, é um atestado de incompetência e de sujeição de um Primeiro-Ministro que não soube ser líder. Não soube ser humilde e caloroso com quem sofre e não soube respeitar as 102 mortes que ocorreram, revelando um alheamento e uma frieza que a todos só pode indignar. De um Primeiro-ministro responsável pela falência do Estado em questões essenciais como a proteção de pessoas e bens. Do mesmo modo que não soube na devida hora assumir a responsabilidade política de quem Governa. Antes manteve, soube-se agora, contra vontade própria, um membro do Governo em funções, que já não tinha condições políticas para continuar e urgentemente a necessitar de férias. Quanto mais condições para promover as reformas necessárias no sistema de proteção civil e nas cooperações que a compõem e no reordenamento florestal e territorial em Portugal. Honestamente, nada podemos apontar a condições climatéricas adversas que em muito contribuíram para a catástrofe dos incêndios. No entanto, foi por demais evidente uma total descoordenação das entidades com responsabilidade no Sistema de Proteção Civil na tragédia ocorrida há 4 meses em Pedrogão. O mesmo se sucedendo na tragédia do ultimo fim-de-semana, para mais quando se sabia por parte do IPMA que seriam dias de grande risco de incêndios pelas condições atmosféricas que se adivinhavam. Já para não falar na irresponsável mudança das estruturas dirigentes das entidades publicas com responsabilidades nestas áreas em pleno ciclo de prevenção e combate aos incêndios. O mais lamentável, retirando as vitimas, foi a necessidade de se despoletar o descargo de consciências e assunção de responsabilidades, pela via de uma comunicação ao país por parte do Presidente da República. Esse sim, exercendo o seu magistério com enorme sentido de Estado. Valha-nos ao menos isso.

 

O Presidente da República falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

No discurso aos portugueses o Presidente da República optou por exigir responsabilidades pela morte de 100 pessoas. Ele podia ter optado por um discurso vazio, sobre a importância da floresta, os erros do passado, blá, blá, blá. Mas optou por responsabilizar, optou por dar voz às pessoas.

O Presidente da República não falou nem pela esquerda, nem pela direita, falou pelas famílias das 100 pessoas que morreram por falência do Estado.

Pessoalmente, há dois temas que me parecem óbvios, a profissionalização das corporações de Bombeiros e a criação de uma esquadrinha de combate a incêndios integrada na Força Aérea. 


terça-feira, 17 de outubro de 2017

VERDADEIRAMENTE TRISTE E MISERÁVEL!




Já vamos em 102 mortos. Repito 102 mortos. E alguém ouviu uma palavra de perdão? Um simples pedido de desculpa? Nada! Ouviu-se apenas o vazio oco de quem nos governa. A declaração de ontem do PM é de uma insensibilidade cruel. De uma frieza e de uma indiferença sem precedentes. Só conversa de treta baseada num relatório com consequências a retirar em termos de políticas futuras. E a incapacidade do Estado em “proteger” os seus cidadãos? E a desorganização que se vive no Sistema de “Proteção” Civil e na sua ineficácia a todos os níveis? Nada! Nem uma palavra. E a responsabilidade política de quem governa e exerce funções de responsabilidade? Nada! Nem uma palavra. Novamente um silencio ensurdecedor que nos revolta. Ontem confirmamos que com este Governo não há vergonha e consciência. Todos os dias vão para o conforto de suas casas, ainda que sem férias gozadas, e levam essa responsabilidade para a almofada. Pior que tudo, dormem tranquilamente, enquanto um povo inteiro anda triste e sobressaltado, em pânico e em grande sofrimento. Um Governo irresponsável na sua conduta e atuação. Verdadeiramente triste e miserável!
 
 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

UMA QUESTÃO DE CURIOSIDADE!


Estou curioso para ver o resultado das diretas no PPD-PSD. Uma coisa é ter apoio das estruturas dirigentes do Partido. Outra coisa, é ter o apoio da militância de base. Estou curioso...apenas isso!!!
 


 

Estou a ver-te


terça-feira, 10 de outubro de 2017

Sempre me disseram que tenho um olhar profundo e sedutor…


LIDERANÇA DO PPD-PSD - QUAL O CAMINHO?


Está dado o mote de partida para a liderança do PSD. Após a mais que anunciada candidatura de Rui Rio, surge a possível, e muito provável, candidatura de Pedro Santana Lopes. Não deixa de ser salutar a disputa pela liderança interna no PSD. O que me parece menos salutar (com o respeito que todos os militantes merecem, novos ou velhos), é que as candidaturas até ao momento conhecidas passem por velhas figuras do partido. Isto num partido que precisa de se rejuvenescer, de reorientar o seu discurso pelas causas e valores que estiveram na sua fundação, definir uma nova estratégia de colocação da sua matriz no centro direita, e de um programa com um conteúdo programático inovador, com ideias e politicas que possam devolver esperança às pessoas. Não esqueçamos que o PSD enquanto esteve no Governo nos últimos anos, decorrente da difícil situação económico-financeira que vivíamos, viu-se forçado a retirar essa esperança às pessoas. Pena é que não lhe tivesse sido dada a oportunidade de a devolver por um embuste chamado acordo parlamentar que hoje vigora entre as esquerdas e que lhes permitem Governar Geringonçamente o país. Mas voltando ao tema do momento, é com algum desalento que assisto ao movimento interno das massas no PSD, sem que daí resulte uma clara afirmação de uma nova geração repleta de valor, mas ainda assim, relutante e calculista em dar a cara e o corpo às balas assumindo-se como alternativa. O PSD necessita de sangue novo. Veja-se o quanto se renovaram outros partidos da nossa democracia e o quanto cresceram nos últimos anos em termos de eleitorado. Um sinal claro que os portugueses querem ver novos e competentes rostos no panorama politico nacional. De Senadores e Anciãos está o país farto. Mas na ausência de alternativas, há que louvar a coragem daqueles que defendem a social democracia e levam o PPD-PSD no coração.
 

 

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Depois de várias demonstrações de apoio, estou a ponderar concorrer à liderança do PPD-PSD.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

A BEM DO PAÍS E A BEM DO PSD




O PSD tem vindo num registo negativo, numa espécie de espiral recessiva, desde que ganhou as últimas eleições legislativas e não soube digerir a aliança à esquerda que dá cobertura a uma maioria parlamentar que hoje governa o país. Pior que isso nunca soube renovar-se nas ideias e numa nova ambição para o país, tendo em consideração os novos tempos que se vivem. É preciso entender que aos olhos das pessoas a linha da austeridade havia chegado ao fim. Já bastara o enorme sacrifício que a todos fora imposto força das circunstâncias. Havia por isso que impor uma redefinição do conteúdo programático e das suas políticas, incutindo um novo discurso, devolvendo a esperança às pessoas. Infelizmente o PSD não soube alcançar tal aspiração. Manteve-se antes apático e preso à linha da anterior Governabilidade. Amarrado a um passado que o pode orgulhar, mas que é passado. Obvio que com isso, capitalizou o seu principal adversário, o Partido Socialista e a sua liderança no Governo. A liderança de Pedro Passos Coelho merece o devido reconhecimento e admiração. Foi uma liderança de um homem humilde, honesto e determinado. Uma liderança que conduziu os destinos do país exemplarmente para que hoje se possa vislumbrar a inversão do ciclo económico que assistimos que permite ao atual Governo a recolha desse dividendo. Mas na vida há que saber quando é tempo de fechar um ciclo para se abrir outro. A bem do país e a bem do PSD.
 

 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Isto não vai correr bem...

Se alguma dúvida restava da falência da monarquia espanhola, as recentes noticias da necessidade de intervenção da policial, com a prisão de 14 elementos do governo da Catalunha, para evitar o referendo não deixa mais dúvidas.

Quando a única forma que a monarquia e o governo central de Espanha têm de evitar um referendo popular é a do medo, com a intervenção policial e a prisão de quem pretende organizar um referente que vai ao encontro da vontade de 60% da população, podemos começar a antever um futuro pouco risonho para a monarquia naquele país.

(retirado do JN de hoje)

O adiar desta questão apenas vai acabar por agudizar mais o problema. Pessoalmente, parece-me que a única solução, para tentar evitar a cessação da Catalunha, é aceitarem o referendo e o Governo e especialmente o Rei fazerem campanha pelo não. 

Em tempos, há uns 3 anos, já tinha referido aquilo que cada dia parece ser mais inevitável, a decadência dos sistemas políticos assentes em responsabilidades de estado recebidas hereditariamente.   

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Relvas e o regresso público


O caso Tecnoforma chegou ao fim tendo o Ministério Público arquivado o processo. Do despacho de arquivamento fica claro a inocência de Relvas e Passos ao fim de 5 anos. 

Posto isto teremos agora, com toda a certeza, um Miguel Relvas com mais atividade partidária. 

Como bom estratega e como homem com um conhecimento único da estrutura do PSD, Miguel Relvas virá agora dar um sinal de que regressa à acção no seu partido.

Em breve Relvas virá defender,publicamente, que Passos Coelho tem de ir às eleições legislativas em 2019, fechando assim um ciclo político no PSD.

Desta forma não ficará mal com os Passistas (mas afasta qualquer apoio), mantém a esperança em Luís Montenegro (para depois de 2019) e ainda consegue, discretamente, "piscar o olho" a uma qualquer alternativa que possa surgir antes de 2019 (Rui Rio, Rangel ou Pedro Duarte).

Espera-se o regresso do homem que fez de Passos Coelho líder do PSD e 1º Ministro de Portugal. É bom não esquecer o papel eficaz de Relvas no passado do PSD!!! 

Veremos agora o seu papel no futuro.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Déjá vu, ou a estranha estratégia para garantir a eleição de Marcelo à primeira volta.

Esta estratégia de passos para ajudar a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa não é de agora. Já para as eleições de 2014 fez a mesma coisa, aprovando em Conselho Nacional uma moção com um perfil de candidato que excluía o atual Presidente da Republica .


(imagem retirada do Jornal i de hoje)

Apesar das más línguas dizerem que esta ameaça de Passos Coelho é uma tentativa de chantagem, de quem acha que o Presidente da República existe para fazer as vontades dos partidos que o apoiam, pessoalmente, estou convencido que é precisamente o contrário. Trata-se de uma estratégia muito bem orquestrada para ajudar Marcelo Rebelo de Sousa a ser reeleito à primeira.




terça-feira, 12 de setembro de 2017

A posar para o Cavaco...


No título deste artigo do Correio da Manhã de hoje, falta dizer que o abraço também é para o Cavaco.

Fernando, o "Medina" Inconstitucional


O Acórdão do Tribunal Constitucional (TC) divulgado no passado dia 5 de setembro, considerou inconstitucional a taxa de protecção civil de Gaia.

Defende o TC que a taxa de protecção civil é um imposto, pelas características que tem e não uma taxa. Desta forma é inconstitucional pois só a Assembleia da República tem competências para a criação de impostos.

Assim a taxa de Lisboa pode ter o mesmo fim que a de Gaia, caso os princípios gerais da jurisprudência - que defendem uma decisão constante e uniforme dos tribunais sobre determinado ponto do Direito - assim o entendam.

No plano do combate jurídico temos o Provedor de Justiça que pediu ao TC que se pronunciasse sobre a inconstitucionalidade da taxa e temos também o Prof. Menezes Leitão, Presidente da APL, como o rosto do combate a esta taxa, que penaliza especialmente os proprietários da cidade.

Mas para além da questão jurídica importa reflectir sobre a questão política que tem duas vertentes claras. A primeira reflete uma atitude de total impunidade deste executivo, que utiliza a sua maioria de forma abusiva fazendo o que quer, como quer.

A segunda revela a verdadeira razão da criação da taxa que é uma nova forma de financiar as obras da CML, a pretexto de um bem maior que é a segurança das populações. Com esta taxa Fernando Medina financia as suas obras, não reforçando os meios de segurança e protecção civil, como deveria fazer.

Só em 2016 esta taxa rendeu 21,6 milhões de euros o que permite, em ano eleitoral, fazer muita obra e muita propaganda. Por exemplo, com o desvio de verbas desta taxa Fernando Medina pode patrocinar obras com o custo equivalente a 3 vezes o que se gastou nas obras do eixo-central, que foram 7,5 milhões de euros.

O debate político deve centrar-se aqui, combatendo o alto nível de tributação a que os lisboetas estão sujeitos. Combatendo a atitude de despesismo encapotado e principalmente a falta de rigor e transparência financeira desta gestão municipal.

Veremos agora se é declarada a inconstitucionalidade da taxa de Protecção Civil. Caso assim seja, como irá Fernando Medina devolver os milhões de euros que retirou aos lisboetas desde dezembro de 2014?


Talvez Fernando Medina responda remetendo para o modelo de gestão socialista onde parece nunca haver problemas. 

Para Medina a solução parece óbvia…no futuro outros pagarão a conta. 




segunda-feira, 11 de setembro de 2017

‪Conversa para boi dormir

O Santana Lopes disse o que Passos Coelho não pode dizer. Que as direitas foram essenciais para eleger Pedro Passos Coelho em 2010, mas que agora já não dão assim tanto jeito. Isto por causa da notícia no Público, em que Santa Lopes vem defender a eleição do líder do PSD em Congresso.

Mas vamos por partes. Para quem não conhece bem o PSD, na realidade há dois grandes argumentos saudosistas dentro do partido:

1 - O que assume que os militantes são dominados por um tipo de cacique que não garante princípios e valores na escolha dos líderes nacionais. 

2- O que assume que o congresso perdeu todo o interesse e que é redundante, após a escolha direta do líder nacional. 

O primeiro argumento, aliás o utilizado pelo Pedro Santana Lopes, não deixa de ser uma autocrítica, pois foi este o sistema utilizado para a escolha de Pedro Passos Coelho. Ou seja, apesar de sabermos que Santana Lopes vai ao encontro daquilo que alguns apoiantes de Pedro Passos Coelho pretendem, dizer que a escolha daquele que foi nosso Primeiro Ministro pecou pela ausência de princípios e valores, não deixa de ser irónico.

Pessoalmente, não poderia discordar mais. O que a maior parte das pessoas que estão fora do partido não sabe, é que esta estória dos caciques é "conversa para boi dormir", até porque Santa Lopes, Passos Coelho, Rui Rio, são na realidade caciques, que arregimentam ao nível nacional e até local militantes a favor das suas pretensões. Nada os distingue dos militantes que são lideres locais, nada, aliás são eles que os criam e apoiam. 




Por outro lado, dizer que é para por fim ao arregimentar de votos raia o ridículo, pois este arregimentar existia antes das diretas. A única coisa que o fim das diretas iria garantir seria o retrocesso ao tempo em que os congressos eram autênticos mercados de delegados a soldo, que prometiam uma coisa nas suas concelhias, mas que estavam disponíveis para votar em algo diferente em Congresso, dependendo do que lhes fosse oferecido. Ou seja, seria trocar uns caciques por outros, ou não, pois os delegados eleitos são os caciques locais.

Eu percebo o saudosismo, especialmente entre os mais velhos, afinal era a isto que estavam habituados, mas a democracia tem de ser coerente. Não podemos andar a dizer que o verdadeiro Primeiro Ministro é Pedro Passos Coelho, por ter sido nele que os portugueses votaram e depois defender a eleição representativa dentro do partido.

Sobre o segundo argumento até concordo. As equipas deveriam ser eleitas durante as diretas e os congressos deixariam de existir neste formato do século passado, para se transformar em mecanismos de aproximação ao eleitor, de apresentação de programa, de debate de ideias e não uma espécie de mercado da bolsa.




Enquanto outros partidos se procuram aproximar das pessoas e abrem a escolha do seu líder a não militantes, no PSD pensa-se em dar o passo atrás. 

A ideia de que os eleitores, os militantes, não são capazes de julgar por si e que precisam de uns quantos caciques de delegados, que dominam o palco nacional, para os iluminar e lhes garantir a introdução de princípios e valores na escolha do futuro primeiro ministro, é, no mínimo, perigosa e abre espaço para outro tipo de saudosismo, contra o qual o PSD sempre lutou. É que esta ideia de se considerar que as pessoas não têm capacidade para escolher os seus líderes não é nova.

domingo, 27 de agosto de 2017

Atitude Positiva


Um estudo feito pela Amway, que reflete os resultados sobre o empreendedorismo num ambiente laboral em constante mudança, dá excelentes indicações sobre Portugal.

O Global Entrepreneurship Report (2016) feito em 45 países, revela que 67% dos portugueses têm uma atitude positiva em relação ao empreendedorismo e 36% têm potencial empreendedor e imaginam-se a criar a sua própria empresa.

Portugal tem indicadores superiores à Alemanha, Espanha e Hungria, entre outros. A média europeia é de 74% quanto à variante da atitude positiva em relação ao empreendedorismo e de 39% quanto ao potencial empreendedor.

Este estudo revela ainda que 45% dos portugueses considera que abrir o seu próprio negócio é uma boa possibilidade de carreira. Além disso 39% consideram que têm as competências e recursos suficientes para começar o seu próprio negócio. Por fim, 54% dos portugueses diz que não se sente socialmente pressionado ou condicionado para poder abrir o seu negócio.

É no fator do empreendedorismo e inovação que devemos apostar para garantir mais alternativas de futuro para Portugal, aproveitando a crescente melhoria da atitude positiva dos portugueses e principalmente dos mais jovens.

Estas apostas ajudam a solucionar problemas chave como a criação de emprego, a redução do desemprego, a revitalização da economia e consequentemente o aumentos dos indicadores de confiança da economia. Haja vontade e empenho.


Amostra do estudo: 
50,861 inquiridos
45 Países 
(Asia: China, India, Japan, Korea, Malaysia, Taiwan, Thailand, and Vietnam.
Europe: Austria, Belgium, Bulgaria, Croatia, Czech Republic, Denmark, Estonia, Finland, France, Germany, Great Britain, Greece, Hungary, Ireland, Italy, Latvia, Lithuania, Netherlands, Poland, Portugal, Romania, Slovakia, Slovenia, Spain, and Sweden
Latin America: Brazil, Colombia and Mexico
North America: USA and Canada)

Método de inquérito: 
face-to-face e contacto telefónico

Estudo AmWay: 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Regressão civilizacional

Tive a sorte, ou o azar, de ter nascido ainda na dita geração X, poucos anos antes da Y, dos millenials. O que na prática quer dizer que ainda me lembro de ver notícias sobre o IRA, sobre a ETA, sobre a União Soviética, e de assistir às notícias da queda do muro de Berlim.

Naquela altura, com 13 anos, lembro-me do orgulho que se sentia com a evolução que o mundo estava a ter. Aliás, ainda três anos antes tínhamos aderido à CEE, hoje União Europeia, o que representava finalmente a entrada de Portugal no mundo desenvolvido.

Na realidade, com alguma ingenuidade à mistura, não deixava de ter razão: aquele tempo foi um tempo de saltos civilizacionais muito positivos. Durante os anos seguintes o comunismo faliu, o Pacto de Varsóvia dissolveu-se e muitos países da antiga Europa de Leste deram os primeiros passos em democracia. 

Mesmo a China, após o massacre dos estudantes em Tiananmen, é verdade, começou a abrir-se ao Ocidente. A eterna luta nacional pela independência de Timor conseguiu chegar a bom porto, após o massacre de Santa Cruz. Foi uma causa que mobilizou particularmente os portugueses.

Isto tudo aconteceu à mistura com tantos outros acontecimentos negativos, como o Iraque e os Balcãs, mas a ideia que se tinha era que, apesar de tudo, o terrorismo na Europa estava a diminuir e a democracia finalmente prevalecia sobre os totalitarismos que ainda restavam da 2ª Guerra Mundial.

Hoje, dá-se o impensável.

O terrorismo atingiu novo auge, com o ISIS e outros grupos radicais, que, perante uma vida miserável, acabam por se refugiar na certeza que o Alcorão lhes dá. Tal como já tinha acontecido no passado na Europa, mas na altura por causa de outro livro, a Bíblia.



Por outro lado, se olharmos para a Venezuela, vemos o comunismo regressar na sua pior forma, com o crescente controlo do Estado, mascarado de democracia, e com a desculpa que é para garantir a paz, tal como os soviéticos fizeram no passado. Neste país vemos todos os dias a população a ser reprimida e as instituições democráticas a serem destruídas. Uma espécie de doutrina Brejnev, onde tudo vale. Prender, matar, não é importante, o que importa é que Maduro consiga libertar o seu povo e assim garantir vidas miseráveis para todos. Sim, porque há coisas que não mudam. O comunismo, à semelhança de vários outros ismos, propaga-se bem na miséria.



Nos Estados Unidos, a extrema-direita perdeu a vergonha e assassinou mais uma pessoa. Ali, apesar da crise, não será tanto por causa da miséria, até porque não existe nos EUA um Maduro a arrastar a população para filas intermináveis em busca de bens essenciais, mas terá também muito a ver com a cultura, ou a falta dela.

Como é que depois de terem morrido 416 mil soldados americanos a combater o nazismo, alguém tem coragem de levantar uma suástica nos Estados Unidos? Como é que um indivíduo chamado Peter Cvjetanovic tem a lata de se achar um defensor do nacionalismo branco? Ele é branco, até aí é óbvio, mas tenho muitas dúvidas de que Cvjetanovic seja um nome assim tão típico dos Estados Unidos. Os imigrantes, antepassados deste tonto, corariam de vergonha ao verem o seu descendente fazer esta triste figura.