terça-feira, 20 de março de 2018

Em defesa da honra ISCSPiana…

Resultado de imagem para iscsp

Dos 28 promotores desta lamentável petição, nenhum deles é do ISCSP.
Se depender dos professores do ISCSP estou convicto que Pedro Passos Coelho será mais um membro da prestigiada comunidade ISCSPiana.

terça-feira, 13 de março de 2018

Se dependesse dos Professores do ISCSP...


Queixam-se alguns de que é vergonhoso ver um ex-primeiro ministro dar aulas numa faculdade chegando até a considerar-se uma ofensa á dignidade dos Professores e alunos.

Ofensivo é ver alguém falar de gestão sem nunca ter gerido mais do que o seu orçamento familiar…
Ofensivo é alguém falar em Diplomacia sem nunca ter percorrido o meandros da Diplomacia Internacional… 
Ofensivo é alguém falar de economia quando nunca sequer teve de defender ou apresentar um Orçamento de Estado, no seu País ou em Bruxelas…

Ofensivo é alguém falar em Democracia representativa sem nunca se ter submetido a uma eleição por sufrágio Universal… 
Ofensivo é alguns elementos de uma determinada classe profissional, por fundamentalismo corporativo e ideológico, desprezarem um valor que supera uma larga percentagem dos membros dessa mesma classe profissional.

Um ex-Primeiro Ministro tem muito a ensinar a um qualquer aluno de mestrado ou doutoramento e até a muitos desses indignados Professores. Quem pensar de forma diferente só o poderá fazer por ingenuidade, por questões ideológicas ou sectarismo.

Desprezar um valor desta forma revela o sentimento de inferioridade e um complexo que nunca permitirá que um Português valorize os seus próprios activos.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Amália Rodrigues e Eusébio nunca seriam referencias máximas da identidade Nacional.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP José Saramago nunca teria sido prémio Nobel da Literatura.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Álvaro Cunhal, Francisco Sá Carneiro e Mário Soares nunca seria considerados elementos fundamentais da Democracia Portuguesa.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Durão Barroso nunca teria sido Presidente da Comissão Europeia.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP José Mourinho nunca seria o melhor treinador do mundo.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Cristiano Ronaldo nunca seria o melhor jogador do Mundo.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP António Guterres nunca seria Secretário Geral da ONU.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Sara Sampaio nunca seria uma Top Model de fama Mundial.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Siza Vieira nunca seria considerado um dos melhores Arquitetos do Mundo.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Salvador Sobral nunca teria ganho o festival da Eurovisão.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP António Damásio não era considerado um dos médicos e cientistas mais reconhecidos a nível Mundial.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Maria João Pires jamais seria uma Pianista de nível Internacional.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP António Horta Osório nunca teria ganho o Best Leader Award, nem seria considerado um dos melhores gestores mundiais.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Sophia de Melo Breyner Andresen nunca seria considerada uma escritora de referência mundial e a grande referência nacional.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Daniela Ruah nunca teria uma carreira de sucesso internacional.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Paula Rego nunca seria uma Pintora de craveira Mundial.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Mário Centeno nunca seria Presidente do Eurogrupo.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP Manoel de Oliveira nunca teria sido o maior representante do Cinema Português no Mundo.

Se dependesse de alguns Professores do ISCSP José Pedro e os Xutos e Pontapés não seriam uma referencia musical para várias gerações.


Sorte a nossa de que os destinos de Portugal e dos Portugueses não estão nas mãos de (alguns) Professores do ISCSP, caso contrário viveríamos num País complexado, cinzento, sem auto-estima, sem referências, sem orgulho nos seus e acima de tudo um País triste.


sexta-feira, 2 de março de 2018

Síria | O mundo do Trump e do Putin

A Síria é um país distante, onde poucos europeus devem ter família. As imagens dos bombardeamentos à população pouco mexem com uma comunidade virada para os seus próprios problemas. A mesma comunidade que tem tanta gente a contestar a presença de migrantes nas suas fronteiras, prefere fingir que não há razão nenhuma que leve uma família a fugir para a Europa - afinal de contas quando isto aconteceu na Europa nem sequer eram nascidos.

Para tantos e tantos europeus a solução é fecharem-se numa redoma. É muito mais fácil fingir que o problema são os migrantes...

Entretanto as Nações Unidas continuam a ser gozadas...


(foto de MOHAMMED BADRA/EPA retirada daqui)


domingo, 25 de fevereiro de 2018

Warren Buffet...o exemplo!


Para os mais desatentos a Berkshire Hathaway é a empresa do multimilionário Warren Buffett, que aos 87 anos continua a surpreender o mundo.

Aqui fica o Relatório Anual da Berkshire Hathaway que tem como mais relevante a CARTA ANUAL DE BUFFET que é uma referência aguardada todos os anos. 

Da página 3 a 27 temos mais um tratado com reflexões profundas sobre mais um ano nos mercados e no mundo empresarial.

Warren Buffet oferece-nos ainda a sabedoria e sentido de humor de um homem conhecido pela sua vida modesta para um multimilionário e pelos seus investimentos cuidadosos.

Link do Relatório Anual da Berkshire Hathaway:

http://www.berkshirehathaway.com/2017ar/2017ar.pdf


sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.

Chegou uma vez mais a hora da América ouvir os seus filhos.



A revista Pediatrics relatou em Junho passado que a cada semana, morrem uma média de 25 crianças com idade inferior a 17 anos, em tiroteios nos Estados Unidos da América.

Um estudo de 2016 no The American Journal of Medicine calculou que, no universo das duas dezenas das nações mais ricas do mundo, a América representa 91% das mortes por armas de fogo de crianças com idade inferior a 14 anos.

No entanto os jovens têm hoje, uma vez mais, em seu poder a oportunidade de mudar a mentalidade dos pais e avós da nação.
Vimos isso acontecer durante a Guerra do Vietnam há meio século. Os jovens, geraram um movimento anti-guerra que varreu o país e, mesmo demorando alguns anos, acabou por influenciar de forma decisiva o conflito, condicionando os media e o poder político.

Uma vez mais centenas de alunos e professores saíram às ruas nesta quarta-feira 21 de Fevereiro de 2018, para exigir maiores restrições à posse de armas automáticas, semelhantes à usada para matar os alunos, professores e funcionários na escola da Florida.


Como resposta Donald Trump, num encontro na Casa Branca com sobreviventes, professores e familiares das vítimas do ataque na semana passada à escola secundária Marjory Stoneman Douglas, nos arredores de Miami (Florida) onde morreram 17 pessoas, anunciou que está a ponderar apresentar uma proposta para fornecer armas de fogo aos professores como medida de prevenção de tiroteios em escolas.



Isto representa uma contradição em relação à posição assumida durante a campanha presidencial de 2016, quando o então candidato do Partido Republicano desmentia a acusação que lhe era feita pela opositora democrata, Hillary Clinton, e garantia que não queria ter armas nas salas de aula.

A ideia é deveras controversa e surge durante um aceso e renovado debate sobre o acesso a armas de fogo nos Estados Unidos, país cuja indústria bélica é composta de 14 000 companhias e emprega 3 milhões de pessoas, o que significa 3% da mão-de-obra do país.
Uma indústria que em 2016 faturou mundialmente mais de $1,570,000,000,000.

Alguns defendem que “de todas as responsabilidades que os professores já têm, matar pessoas não deveria ser uma delas”.
Em vez de armar os professores com pistolas ou metralhadoras seria preferível que fossem "armados" com conhecimentos que permitissem evitar este tipo de episódios. Falemos antes de prevenção!




Para além da proposta de armar os professores, Trump disse que entre as medidas em estudo após o massacre na Florida estão “uma verificação exaustiva do historial” dos interessados em comprar armas, “com ênfase na saúde mental”.

Esta posição de Trump surge depois do próprio ter revogado
uma lei da Administração Obama que bloqueava o acesso às armas a pessoas com problemas de saúde mental.

Na terça-feira, Trump solicitou ainda ao Departamento de Justiça que prepare legislação para proibir equipamentos que permitem transformar armas legais em metralhadoras semelhantes às utilizadas em cenários de guerra, como o caso dos bump fire stocks (que permitem disparar mais balas em rápida sucessão) nas armas utilizadas pelo atirador Nikolas Cruz na Florida, e pelo autor do massacre de Las Vegas, o pior tiroteio da história norte-americana.

O processo antevê-se longo e incerto, algo que que poderia ser evitado se a proposta fosse feita no Congresso, e não por via do Departamento de Justiça.

“Quantas escolas, quantas crianças têm de ser baleadas? Isto termina aqui. Com esta Administração e comigo”, declarou, visivelmente abalado Trump ... aguardamos pois que passe das palavras às acções (que se esperam estrategicamente demoradas)!


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PORTUGAL NÃO FALHOU. E PASSOS COELHO TAMBÉM NÃO.


A história reserva-lhe um lugar de destaque. Por mais deturpada que a queiram por vezes  escrever, ela encarregar-se-á de revelar o papel extremamente importante que foi desempenhado. Foi apelidado de liberal pelas ideias que tinha para o país (defensor da iniciativa privada e do papel de intervenção do Estado liberal na economia e de um Estado empreendedor da livre iniciativa), mas foi quem, nos últimos anos na política, melhor soube colocar os interesses do seu país em primeiro. Quem melhor serviço público prestou sem necessidade de andar amarrado ao credo do Estado. Passos Coelho nunca foi diferente consoante a época, consoante o tempo político que se impunha. Sempre foi aquilo que é: honesto, simples, direto e determinado nas suas ideias e convicções. Procurou sempre salvaguardar o interesse nacional em detrimento de qualquer interesse pessoal ou de grupo. Foi digno no exercício da sua função Governativa e política. A liderança de Pedro Passos Coelho merece o devido reconhecimento e admiração. Foi uma liderança de um homem humilde, honesto, abnegado e determinado. Uma liderança que conduziu os destinos do país exemplarmente num momento difícil, impondo sacrifícios, para que hoje se possa vislumbrar a inversão do ciclo económico que assistimos e que permite, ironicamente, ao atual Governo, a recolha desse dividendo. Como na vida, soube quando seria o tempo de fechar um ciclo para se abrir outro. E por isso sai com a mesma humildade com que entrou. Portugal não falhou. E Passos Coelho também não. Bem-haja.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

O MAIS IMPORTANTE DE TUDO


O mais importante de tudo são estes dois símbolos, o seu legado e as suas gentes. A todos deve honrar e orgulhar. Eles são o verdadeiro desígnio da política.
 

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Há um novo conceito de democracia ali para os lados do Porto de Lisboa

Depois da Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, ter duplicado a capacidade do terminal de contentores de Alcântara para mais 640 mil contentores e depois de ter acabado com a comissão independente que tinha como missão renegociar os contratos de concessão portuários (garantindo que passa a ter a única palavra sobre a atribuição dos novos contratos, tornando mais opaco um processo que envolve milhões de euros), parece que "democraticamente" alguém se apressou a apagar a palavra "Partido Socialista" de um dos outdoors que denuncia esta situação.



Podes ler aqui a explicação de todo o processo.

Aquele momento em que percebes que a CGTP e o PCP já se fartaram da conversa da diminuição do desemprego em Portugal...

(DN de Hoje)

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

DO PORTUGAL AUTORITÁRIO


Parece que Canavilhas poderá a estar a um breve passo de poder concretizar um dos seus maiores sonhos. Poder despedir jornalistas.


ENSAIO AO LIBERALISMO

Por momentos, mesmo não me abstraindo de um dos temas em destaque na imprensa, julgava que estaria a ler uma espécie de manifesto filosófico sobre a iniciativa privada e o papel de intervenção do Estado liberal na economia e de um Estado empreendedor da livre iniciativa.
 
 
 

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Próximo passo: Ilegalizar os partidos?

A forma como tem sido tratado o caso da Lei do Financiamento dos Partidos Políticos demonstra bem como estes são avaliados na Opinião Pública. Infelizmente, são vistos como um bando de malfeitores, especialmente pelos que preferem o sofá ao envolvimento na vida política.

É verdade que a forma não ajudou, o secretismo de uma discussão sem atas e sem assumir os autores das propostas é no mínimo ingénuo. Achavam mesmo que isto iria passar em branco? (como passou o terminal de contentores de Alcântara). Talvez a frontalidade tivesse resultado melhor, até porque têm razão.

Todas as organizações têm problemas e membros que mancham a sua imagem, dos casos de pedofilia na Igreja, ao caso Raríssimas entre as IPSS, ou mesmo ao Bibi da Casa Pia. No entanto, o Estado não pode ser tão leve na avaliação das organizações. Qual a importância da Igreja, da Rarissimas, ou da Casa Pia para o país?

Qual a importância dos Partidos Políticos? Para que servem? Na prática, o que se espera é que o Estado saiba se são organizações essenciais ao bom funcionamento do Estado, ou se são um bando de malfeitores. 

Depois, também seria interessante saber o que é mais importante para o contribuinte, se reduzir o financiamento dos partidos por privados, ou se diminuir o financiamento público. E se for para diminuir o financiamento privado, decidir qual o aumento do financiamento público, se será em apoio financeiro direto, com mais subvenção, ou indireto, reduzindo impostos. Será que é isto que os críticos da nova Lei defendem? 

Se uma Lei não funciona para o Tribunal Constitucional e para os Partidos Políticos, se há partidos políticos que têm de recorrer ao Jacinto Leite Capelo Rego, para fingir que cumprem a Lei, porque é que não se haverá de mudar a Lei?

Também é importante saber se o Estado quer incentivar a transparência, ou se quer continuar a fingir que a Lei atual é eficaz. 

Para quê manter um teto no financiamento? O que é que se consegue com isso? Qual a razão para não isentar completamente os Partidos do IVA? De onde vem o financiamento para pagar esse IVA? Do aumento da subvenção? De financiamento privado? Há muitas questões que ainda não ouvi nenhum comentador levantar.




É que se é para se diminuir o financiamento privado só vejo mesmo três formas de o fazer:

  1. Aumentar consideravelmente as subvenções do Estado. Com financiamento direto por intermédio dos nossos impostos. E neste caso seria natural permitir a devolução do IVA.
  2. Condicionar as formas de comunicar. Atualmente já existem restrições aos outdoors, por exemplo. Podiam proibir tudo o que não seja folhetos de papel. Mas, neste casos teria lógica obrigar todos os Órgãos de Comunicação Social (OCS) a aumentar a periodicidade e os espaços para comunicação dos partidos. Isto se considerarem importante que os eleitores saibam em que é que vão votar. E os OCS alinham?
  3. Como último recurso há sempre a opção de acabar com os partidos políticos. O que não é nada de novo, aconteceu na Alemanha na década de 30, em Portugal no Estado Novo e em muitos mais países. 
A forma que encontraram para aprovar a alteração à lei trouxe Portugal para um novo nível de demagogia.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Armazém de contentores, ou cidade turística?

É um facto que a aposta dos sucessivos governos (PS/BE/CDU e PSD/CDS) no Turismo, enquanto eixo estratégico para o país, tem dado resultado

Mas, se por um lado o sucesso da cidade de Lisboa é visível, fruto de uma estratégia também defendida pelo Presidente da Câmara, por outro, é estranho o silêncio deste quando o governo determina o aumento de um terminal de contentores numa zona da cidade especialmente vocacionada para o turismo.

É um processo quase esquizofrénico, ora defendem Lisboa como uma cidade focada no turismo, ora defendem que se transforme num gigante armazém de contentores. 



Mas vamos por partes. Como é que esta história do terminal dos contentores surgiu?

1980 –  O primeiro plano estratégico do porto de Lisboa prevê a construção de um novo terminal na margem sul. O contrato de concessão do Terminal de contentores de Alcântara terminava o seu prazo de concessão em 2015. Por volta do ano de 2012, deveriam estar realizados os estudos para a sua desativação, ou então, ter sido aberto um concurso público transparente.

2008 (28/abril) - António Costa, então presidente da Câmara de lisboa considera "positivo" novo nó e duplicação do terminal de contentores

2008 (21/outubro) - A APL e a LISCONT assinam um contrato (aditamento ao contrato anterior) que prolonga a concessão, fechando o mercado à concorrência, até 2042.  Sendo que a contrapartida para este prazo seria o investimento de 294,2 milhões de euros, onde também o Estado investiria 180,2 milhões de euros.

  • Antes do acordo: O actual Terminal de contentores, com uma área de 115.268 m2 , com uma capacidade de parqueamento de 8.592 TEU e capacidade para movimentar 340.000 TEU/ano, com uma movimentação de 280 mil TEUs.
  • Com a assinatura deste aditamento: O projecto implicava a triplicação da capacidade real de movimentação do Terminal, passando dos 280 mil TEUs para cerca de 840 mil, com um investimento na ordem dos 474,4 M €, a preços correntes, dos quais 294,2 M caberiam à concessionária e os restantes 180,2 1 M € ao Sector Público, através da APL e da REFER, o que significaria que quase 40% do investimento total seria suportado directamente pela APL e pela REFER. É também importante referir que 70% do investimento a cargo da concessionária viria a ser recuperado, por via da isenção de taxas a pagar por ela à APL, num valor estimado de 199 M €, a preços correntes.

2009 (21/julho) - O Tribunal de Contas conclui a auditoria à concessão de Alcântara como se tratando de "mau negócio" para o Estado "... o contrato de concessão que a Administração do Porto de Lisboa (APL) prorrogou “não consubstancia nem um bom negócio, nem um bom exemplo, para o Sector Público, em termos de boa gestão financeira e de adequada protecção dos interesses financeiros públicos”.

2009 (27/julho) - O Ministro Mário Lino afirma nunca ter assinado qualquer contrato com a Liscont, e  “que prorrogação da concessão foi feita através de um Aditamento ao Contrato de Concessão em vigor celebrado entre a Administração do Porto de Lisboa (APL) e a Liscont, tendo esse Aditamento sido assinado, em 21 de Outubro de 2008, pelas referidas empresas subscritoras do Contrato de Concessão”.

2010 (17/março) - O PS quer evitar "coligação negativa" no caso dos contentores. A deputada coordenadora do PS para as Obras Públicas, Ana Paula Vitorino, classifica como "irresponsáveis" as propostas de revogação do prolongamento do contrato de concessão do terminal de contentores de Alcântara, subscritas pelo PSD, PCP, BE e PEV. Já a proposta do CDS - que aponta para a suspensão da vigência do contrato e aconselha o Governo a renegociar - "poderá ser razoável", segundo Ana Paula Vitorino.

2010 (5/maio) - O Ministério Público alega que contrato com a Liscont viola várias normas e Constituição. O pedido de anulação da concessão do terminal de contentores sustenta que o contrato visou apenas contornar um eventual concurso. Tratando-se de uma cedência aos interesses da Liscont, é um contrato inédito de parceria público-privada, violando o Código de Contratação Pública e o Código de Procedimento Administrativo e fere até a própria Constituição. Estes são alguns dos fundamentos da acção interposta pelo Ministério Público (MP) no Tribunal Administrativo de Lisboa, contra o prolongamento da concessão do terminal de contentores de Alcântara à empresa do grupo Mota-Engil.

2010 (25/maio) - A oposição aprova a revogação do contrato do terminal de Alcântara 

2010 (15/julho) - PR assina a revogação dos contentores de Alcântara. 

2011 (22/julho) – APA chumba o plano de expansão do terminal de contentores de Alcântara.
"O aumento da poluição sonora e ambiental numa zona de vocação turística é o principal argumento dos técnicos que analisaram o alargamento do terminal de contentores de Alcântara, em Lisboa, para chumbar o projecto. O parecer da comissão que procedeu à avaliação de impacte ambiental fala das consequências negativas “decorrentes do aumento do tráfego rodoviário de veículos pesados ao longo da Avenida de Brasília, junto à qual se situam inúmeros imóveis de elevado valor patrimonial”.



2013 (22/fevereiro) – O Governo apresenta o plano de deslocalização dos terminais para a margem sul, para dar lugar a ocupações turísticas e exclusividade a cruzeiros, com um novo terminal de contentores a ser construído na Trafaria. Nesta altura, o PS inicia uma série de debates com operadores económicos do Porto de Sines, com a Presidente do Porto de Sines, assumindo que Lisboa não precisa de mais um Porto, uma vez que o Porto de Sines já faz transhipment. Nesta discussão, aparentemente, é ignorando o facto que o negócio seja de um único operador privado numa concessão, também ela, atribuída por ajuste direto num Governo Socialista.

2014 (30/janeiro) – António Costa: "Porto de Alcântara ficará e ficará por muitos anos"António Costa, durante a Redação Aberta do Negócios, disse acreditar que as opções que estão a ser estudadas para o terminal de contentores no estuário do Tejo não vão pôr em causa Alcântara.

2014 (14/março) - Novo terminal no Barreiro gera consenso autárquico.

2014 (27/março) – São designadas as comissões de negociação para as concessões portuárias de Lisboa, com o objetivo de conformar legalmente a situação nos diferentes terminais.

2014 (28/março) - Governo escolhe o Barreiro para o novo terminal de contentores.

2015 (setembro)– A Mota Engil vende as suas operações portuárias à Yildirim. 

2016 (fevereiro)– Ana Paula Vitorino assume dúvidas quanto ao novo terminal e pede mais dois estudos e para alargar o prazo de consulta pública

2016 (maio) – Ministra nomeia Lídia Sequeira para o porto de Lisboa, que tinha estado no Porto de Sines controlado pelo grupo PSA - concorrência do Porto do Barreiro.

2017 (setembro)  – A Yildirim anuncia internamente o plano de expansão de Alcântara. 

2017 (novembro) – Resolução do concelho de ministros (decisão de Ana Paula Vitorino) aprova a expansão do terminal de Alcântara.

2017 (dezembro) - O Governo publicou em Diário da República (12/12/2017) da liquidação da comissão que tinha como missão renegociar os contratos de concessão dos terminais portuários, entre os quais o Porto de Lisboa. O despacho, assinado pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, coloca assim um ponto final na comissão independente que tinha sido criada pelo anterior Governo. Com esta decisão o Governo passa a ter a única palavra sobre a atribuição dos novos contratos, tornando mais opaco um processo que envolve milhões de euros

Alguns pontos:
  1. Neste momento, o terminal de contentores de Alcântara tem capacidade para receber 340 mil contentores. Com o seu alargamento, duplicará a capacidade, aumentando para 640 mil contentores. Se cada camião transportar 2 contentores, para retirar este volume de contentores do terminal são necessários 320 mil camiões.  Ora, o impacte ambiental provocado pelo aumento de tráfego rodoviário de veículos pesados, conjugado com o impacte na mobilidade em vias como a Av. de Brasília, Av. Infante Santo ou Av. de Ceuta, seriam, por si só, razão de sobra para se abandonar este plano. A mobilidade vai ser duramente afetada, numa cidade onde o trânsito já é caótico.
  2. É mais uma barreira que se ergue entre os Lisboetas e o rio. Se os contentores existentes já constituem uma barreira, imagine-se com o dobro dos contentores.   
  3. Trata-se de uma área de turismo nobre, que está a ser desaproveitada com contentores.
  4. Em junho de 2017 o primeiro-ministro, juntamente com o ministro do Ambiente Matos Fernandes e a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, reuniu com os autarcas do Barreiro, Seixal e Almada, tendo dado garantias de que o novo terminal de contentores no Barreiro é para avançar. Foi ainda constituído um grupo de trabalho composto pela câmara municipal do Barreiro, a administração do Porto de Lisboa e o Ministério [do Mar] e há já vários interessados na concessão. A decisão do Conselho de ministro de novembro choca com todas estas ações. 

Para além dos diferentes meios, alguns dos conteúdos foram recolhidos aqui.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A FAMILIA ACIMA DE TUDO


Este Governo deveria chamar-se Governo da Sagrada Família. Creio até que deveria ser criada, pelo menos, a Secretaria de Estado da Família e da Amizade, precisamente para gerir a expectativa daqueles casos de familiares e amigos que ainda não tiveram a oportunidade de ser chamados ao exercício da função Governativa!!!

"RARISSIMAS"...MAS NÃO TANTO!!


O caso “Rarissimas” deve ser apurado até às ultimas consequências. E não devemos confundir a instituição e o seu papel social, com os seus corpos dirigentes. E muito menos devemos rotular estas IPSS como de organizações criminosas, criando-lhe o estigma do afastamento perante a sociedade, pois as pessoas que representam merecem o nosso apoio e solidariedade.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

1 Km de Contentores em Alcântara




Senhora Ministra não nos atire areia para os olhos.
Quando a Ministra do Mar, afirma que o terminal de Alcântara não vai crescer, está a "fugir à verdade" e para que fique claro passo a citar a Resolução 175/2017, pág. 6209:
"Este projecto visa incrementar a capacidade do terminal de Alcântara (...). A primeira fase do projeto compreende um aproveitamento da frente de acostagem DE 630 METROS PARA 1.070 METROS, numa área de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU"

O PSD de Lisboa não vai deixar que a cidade e os Lisboetas sejam "violentados" com esta estratégia do Governo.

O PSD Lisboa não aceita que se altere o paradigma de cidade que se quer virada para quem vive, trabalha e visita a nossa Lisboa, em detrimento de uma cidade fechada por “muros” de contentores.

Apostar na qualidade de vida, na valorização do património, no turismo e na mobilidade é a antítese do que o Governo pretende com este atentado.

Lisboa além dos prejuízos evidentes terá ainda a pressão de 340 Mil camiões TIR a circular na única via de acesso ao terminal de Alcântara que é a Av. de Brasília, até 2021.

Esta resolução representa um retrocesso e deixa também claro o desinvestimento deste Governo no projeto do terminal de contentores do Barreiro.

No âmbito da política metropolitana fica claro que os Concelhos de Almada, Seixal, Montijo e Barreiro são prejudicados com esta nova aposta do Governo. O desenvolvimento económico que o terminal de contentores do Barreiro representaria para estes concelhos está agora posto em causa.

Importa ainda perceber e esclarecer quem beneficia com esta resolução, no que diz respeito ao porto de Alcântara. Será que é a Yilport / Liscont??? Será que o período de concessão vai ser alargado sem recurso a concurso público???

Com certeza não são lisboetas a beneficiar com esta resolução!!!

Ainda em Junho deste ano o Primeiro-Ministro referia num encontro com os autarcas do Barreiro, Seixal e Almada que os contentores iriam sair de Alcântara para o novo terminal do Barreiro e garantia que a construção era para avançar. (ver peça da jornalista Ana Bela Ferreira do Diário de Notícias de 27 de Junho de 2017).

Parece que a questão da "palavra dada é palavra honrada" está novamente em causa!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A Europa mudou o rumo

A eleição do Ministro das Finanças, Mário Centeno, para presidente do Eurogrupo é uma boa notícia. Mas, não pela razão mais óbvia.

Para um povo que apanhou com 41 anos de ditadura ,com a narrativa do "orgulhosamente sós", assente numa cultura consolidada sob os princípios do Sermão da Montanha e da valorização dos mansos e dos pobres de espírito, é perfeitamente natural que este reconhecimento internacional seja algo difícil de explicar, pelo menos fora da intervenção divina. E, por isso, digno de festejos.

É perfeitamente natural que a maioria da malta ande com o ego em alta, afinal de contas tratou-se da eleição de mais um português para um alto cargo internacional. Depois de Freitas do Amaral ter presidido à Assembleia Geral das Nações Unidas, de Durão Barroso ter Presidido à Comissão Europeia e mais recentemente, António Guterres ter sido eleito para Secretário-Geral das Nações Unidas, no mesmo ano em que Portugal foi campeão europeu de futebol, é natural que o orgulho luso ande à flor da pele. Não tendo em mim grande espírito nacionalista, tenho que reconhecer que também gosto de ver portugueses a assumir cargos internacionais de elevada responsabilidade.

Apesar de tudo, a eleição de Mário Centeno, para Presidente do Eurogrupo, não deixa de ser irónica, quando, dias antes, era o próprio coordenador da candidatura portuguesa à Agência Europeia do Medicamento que criticava a falta de influência política do governo para garantir a vitória da opção Porto. Aparentemente, não teve influência para uma coisa, mas terá tido para a outra. 

Se estas eleições de portugueses para altos cargos internacionais são a demonstração que a globalização é positiva, a verdadeira vitória, e provavelmente a principal razão por trás da escolha de Centeno, foi a alteração de paradigma na União Europeia. O modelo economicista, por trás da austeridade e da frieza que a União Europeia transmitiu nos últimos anos, representada por burocratas como Jeroen Dijsselbloem, caiu definitivamente por terra.


A União Europeia, ao escolher o "dragonslayer" português da austeridade, transmite de forma muito clara que o caminho é outro. E, com isto, acalma os nacionalismos e as críticas crescentes sobre o rumo da UE e possível efeito dominó do Brexit.

Acima de tudo, são boas notícias para a Europa e indiciam mais passos para a consolidação política da União. O reforço defesa é um passo importante, mas espera-se muito mais da União para que consiga sobreviver, passando pela união política efetiva, com eleição direta dos diversos órgãos executivos, com um orçamento e uma política fiscal comum. Ou seja, transformar a União Europeia numa verdadeira união.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

DOS PROFESSORES OU BOA PARTE DELES



O último favor com que o Ministério da Educação decidira premiar Mário Nogueira (um profissional da greve que há mais de 20 anos não entra numa sala de aulas), tratou-se da intenção de em sede OE2018 proceder ao descongelamento da carreira docente, que a ser total, teria um custo para todos os contribuintes na ordem dos 600 milhões de euros. Diria 600 milhões de razões para agradar a um homem e a uma classe que está mais interessada em promoções administrativas do que na progressão cimentada no mérito e no real interesse dos alunos. Hoje temos uma escola pública que remete grande parte da aprendizagem para fora do espaço vital que é a escola, sobrecarregando alunos e pais com trabalhos de casa, numa espécie de regime escolar de outsourcing. Se Mário Nogueira não é a imagem de todos os professores, é certamente a imagem de boa parte deles. E se há coisa que incomoda é que os períodos de férias escolares para os professores não são férias. São antes, períodos de trabalho administrativo e de intensas reuniões de trabalho (à semelhança de que eu sou o pai natal!!). E os horários? Alguém compreende os furos sucessivos nos horários escolares de um aluno? Alguém compreende que um progenitor tenha de ir buscar um filho à escola às 16h00 ou até a seguir ao almoço? Alguém compreende que um aluno que não tenha a primeira aula da manhã tenha de esperar não podendo entrar na escola mais cedo? Alguém compreende que as famílias tenham de pagar a instituições privadas para completar o horário que a escola pública não consegue assegurar? Fazer-se política a reboque dos sindicatos não só é uma prova de fraqueza como uma demonstração de irresponsabilidade, que no caso do descongelamento de carreiras, criará desigualdades entre profissionais do sector público e por conseguinte gerador de encargos futuros que todos teremos de pagar, numa prova de que não se aprendeu com os erros do passado. E repito, se Mário Nogueira não é a imagem de todos os professores, é certamente a imagem de boa parte deles!
 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva

Nestas coisas da mobilidade, sou daqueles opta pelo metro nas deslocações para as reuniões no centro de Lisboa, ou melhor, nas deslocações para zonas onde há estações de metro perto. Evito a dor de cabeça para encontrar estacionamento, poupo-me às intermináveis filas de trânsito no centro da cidade e ainda poupo uns bons euros em estacionamento, gasolina e desgaste do carro.

O problema foi quando optei por ir de metro para uma reunião às 9 da manhã, em plena hora de ponta. Resumidamente, foi uma viagem aos odores da cidade, com direito a sauna e uma sessão de endireita a cada curva. 




Há milhares de pessoas que se sujeitam a isto todas as manhãs, sem terem qualquer alternativa para a sua deslocação. Mas, mesmo assim, ao que tudo indica, é um problema que está longe de estar resolvido. 20% das carruagens estão paradas por falta de peças.




terça-feira, 21 de novembro de 2017

Antes descentralizar para Amesterdão

O governo português escolheu candidatar o Porto a sede da Agência Europeia do Medicamento, apesar de saber que os 900 funcionários da Agência queriam  Lisboa.

Lisboa era uma opção real, um sério concorrente para ficar com esta agência Europeia do Medicamento, mas optou-se por se submeter uma derrota anunciada, isto porque o centralismo é uma chatice. 

Antes descentralizar para Amesterdão...


quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Sucessor de Costa no Partido Socialista

O Partido Socialista já têm um sucessor para a cadeira de António Costa… O próximo líder Socialista será o Facebook! Sim está entidade que tem governado Portugal na sombra, decidiu sair do armário e revelar-se aos portugueses e já conta com vários nomes para a sua comissão politica, o Twitter, o Snapchat, o Instagram, entre outros...


terça-feira, 14 de novembro de 2017

Afinal, foi essa a razão para a Madona se ter mudado para Portugal...

Já não entendo de quem é a culpa do jantar no Panteão Nacional, se deste governo, ou se do anterior. Mas, nos últimos dias, parece que os problemas do país se resumem a um evento de mau gosto.

E esta é sem duvida uma boa razão para se morar cá. E Benfica também...


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

TUDO ISTO É TRISTE, TUDO ISTO É FADO!!


Tanta indignação com o jantar da organização do Web Summit realizado no Panteão Nacional em total desrespeito para com a memória e a honra daqueles que no passado elevaram o bom nome de Portugal. No entanto, esta indignação, peca por tardia, pois já se realizaram mais de uma dezena de eventos em tudo semelhantes naquele espaço. Da mesma forma que a vir, virá tardio, um eventual pedido de desculpas a todos os portugueses por quem tem responsabilidades nestas matérias. Mas isso, é algo a que os atuais responsáveis políticos e públicos já nos habituaram. Amália que ali repousa cantaria certamente…tudo isto é triste…tudo isto é Fado!!
 

E É ISTO...!!!


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Aquele momento em que a Europa ainda sabia o que queria...

Numa altura em que o projeto europeu continua parado em cima do muro, sem saber se avança para uma verdadeira união política, ou se desaparece definitivamente, comemora-se um dos momentos mais marcantes para a Europa. A queda do Muro de Berlim.

Pelo menos em 1989 a Europa não se punha em cima do muro, deitava-o abaixo.

(foto retirada daqui)