quinta-feira, 18 de maio de 2017

Quando os momentos são difíceis há os que fogem e há os que ficam.

As bases dos partidos, quaisquer que eles sejam, têm uma conotação bastante negativa na opinião pública. No entanto, não deixa de ser estranho que esta ideia seja especialmente promovida por aqueles que sistematicamente utilizam as ditas bases para se elegerem e autopromoverem, ou por aqueles que num ou noutro momento da sua carreira política tenham procurado o seu apoio e não o tenham recebido.

Na realidade, as bases partidárias são aquilo que o nome indica, os militantes de base dos partidos, aqueles anónimos que defendem o seu partido em todos os momentos e que periodicamente se enganam nos líderes que escolhem. 

São aquela massa de apoiantes que têm porta-vozes, de quem as elites partidárias desdenham tratando por caciques. 

Ou seja, são aquele grupo de militantes que são muito úteis e que requerem a máxima atenção, sendo tratados como a última coca-cola fresca no deserto quando precisam deles, e que são uns bandidos quando ousam chamar à atenção que rei vai nu.  

Deixo aqui uma parte do Forum TSF de hoje, onde a candidata do PSD optou por não estar presente e tiveram de ser as ditas bases a defender o partido... como sempre.




sexta-feira, 12 de maio de 2017

"Política de A a Z" em Viseu



CONVITE | Viseu será o próximo destino onde eu e o Pedro Correia faremos a apresentação do livro "Política de A a Z". O evento terá lugar na Livraria Bertrand Palácio do Gelo, na sexta-feira, dia 19 de maio, às 18h30. António Almeida Henriques, Presidente da Câmara Municipal de Viseu, apresentará o livro. Todos os seguidores do blog Kapagebe estão convidados.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Política com Valores

Os valores determinam a forma como a pessoa se comporta e interage, constituindo um conjunto de regras estabelecidas para uma convivência saudável dentro de uma sociedade.

Mas além dos valores em geral temos os valores políticos que podem ter origem genética, social (educação, religião e opinião pública) ou até na história de vida de cada um. São um resultado de valores morais, conhecimentos, crenças, sentimentos e opções de fundo.


Na política de hoje existe cada vez mais a necessidade dos que a protagonizam apresentarem um código de valores e compromissos. Só o assumir de compromissos formais e não conjunturais pode reaproximar os cidadãos da política. E só isso pode impor, por vontade própria, ao político uma coerência e uma linha de ação baseada na convicção dos valores que defende e acima de tudo garante conteúdo à sua ação.


Na qualidade de ator político, defendo que existem várias formas de posicionamento e políticas não cristalizadas, que devemos estar dispostos a discutir e até aceitar que suscitem circunstancialmente mudanças. No entanto, existem valores políticos e compromissos de que, independentemente do posicionamento presente ou futuro, não devemos abdicar de defender sob pena de perdermos o sentido de servir a comunidade em prol do bem estar.


O meu código de valores e compromissos assenta em cinco temas chave que são a base da sociedade portuguesa:  Crianças, Idosos, Famílias, Sistema Político e Subsidiaridade.


Crianças - A garantia de acesso à saúde de todas as crianças, independentemente do seu extrato social, religião ou raça, com reforço no apoio e comparticipação financeira às crianças que tenham grau de invalidez, necessidades especiais ou comportamentos desviantes;


Idosos - A garantia de apoios á inclusão e combate ao isolamento dos mais velhos, através do financiamento de residências assistidas, apoio a atividades de promoção do envelhecimento ativo, comparticipação às famílias com dependentes idosos e melhoria e acompanhamento do acesso à saúde;


Famílias - O reforço do apoio e de benefícios fiscais às famílias numerosas garantindo o suporte necessário para aquisição de habitação própria, a isenção de IMI em 25% por filho (para famílias com 3 ou mais filhos), apoio nas despesas escolares, tarifa familiar na água, luz e gás e outras formas de apoio adquiridas com base na insuficiência de rendimentos;


Sistema Político - A reforma do sistema político e eleitoral como promoção de cidadania e aproximação dos portugueses à decisão política. Por exemplo a implementação do Executivo municipal escolhido pelo 1º eleito, eleição direta dos representantes intermunicipais, criação de círculos uninominais e um grande circulo nacional para a eleição de deputados e o voto eletrónico;


Subsidiaridade - Aposta numa descentralização assente no principio da subsidiaridade, garantindo a transferência, da Administração central para a Administração local, de competências acompanhadas dos recursos humanos, patrimoniais e financeiros necessários à sua concretização, em áreas como a Acção Social, Educação, Saúde, Mobilidade, Cultura e Habitação.


Este é o meu código de valores e compromissos políticos que definem uma conduta política e um caminho para a política nacional e local. Estar na política sem nada defender e sem compromissos é negativo e perverso, mas o mais nefasto da práxis política é defendermos algo em que não acreditamos.



terça-feira, 9 de maio de 2017

Daqui de cima não se veem fronteiras...

As desculpas podem ser as que quisermos, a segurança, a preservação da cultura, razões económicas, ou qualquer outra, mas a realidade é que daqui de cima não se distinguem fronteiras.

(foto retirada daqui)

Ainda é difícil imaginar um planeta com livre circulação de pessoas e mercadorias, apesar de em 97 se ter dado um pequeno passo com o acordo de Schengen. 

Apesar dos recuos, com as vitórias do Trump e do BREXIT, continuo a acreditar que a tendência continuará a ser a globalização e o desaparecimento das fronteiras.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Alguém quer ajudar a criar um movimento pela igualdade de direitos para os Humanos? Está na altura de termos os mesmos direitos que os seres cientes

Isto de se multar quem não vacina o seu cão e de nada se poder fazer contra quem não vacina uma criança, revela bem a confusão que paira na cabeça da malta.

(Imagem retirada daqui)

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Primárias no PSD


As primárias são o processo de escolha dos candidatos a eleições nacionais (presidenciais, legislativas ou autárquicas) através do sufrágio dos militantes e simples simpatizantes dessas forças políticas.
Tem-se vulgarizado na política europeia dos últimos anos, sobretudo em partidos socialistas (como o francês e o espanhol). Também o Partido Democrático, em Itália, e o PASOK, na Grécia, elegem os seus candidatos recorrendo a eleições primárias.
Nos Estados Unidos existe uma tradição mais antiga, que se foi enraizando ao longo do século XX, de designação de candidatos à Presidência através de um complexo processo de primárias com regras que variam conforme os Estados.
Em Portugal, o primeiro partido com representação parlamentar a optar por primárias abertas para escolher o líder foi o PS, em 2014, com António Costa a derrotar o secretário-geral em funções, António José Seguro.
Existe, porém, uma diferença considerável entre eleições diretas e eleições primárias. No primeiro caso (diretas), trata-se de um processo de escolha dos dirigentes máximos de partidos e, portanto, restrito aos militantes.
No segundo caso (primárias) trata-se de um processo de escolha de candidatos a eleições nacionais através do sufrágio dos militantes, mas também de simpatizantes dessas forças políticas. Estes simpatizantes são escolhidos em conformidade com critérios internos definidos pelos partidos que adotam esta fórmula.
Atualmente no nosso País tanto PSD como PS elegem os seus líderes em eleições diretas, no entanto o PSD ainda não reconheceu a necessidade de aderir ao processo de eleições primárias para a escolha do seu candidato a primeiro-ministro. 
É, porém, tempo de começar a pensar nessa hipótese ou solução. Numa altura em que as sondagens revelam um afastamento do eleitorado e principalmente numa fase em que é necessário voltar a falar para as pessoas dando-lhes esperança e apresentando uma alternativa, a solução é a adoção de uma estratégia de estímulo da cidadania.
Uma estratégia que promova a aproximação dos cidadãos da política permitindo-lhes participar, de facto, nas decisões do maior partido com assento parlamentar. A possibilidade de escolha de um candidato a primeiro-ministro tem grandes vantagens e enriquece a nossa democracia.
Naturalmente que conta com a resistência de algumas estruturas internas e principalmente daqueles que constituem o “status quo”. Mas quem, realmente, pretende que o PSD se apresente como uma alternativa ganhadora deve desejar que se possa atrair o máximo de eleitores possíveis.
Esta é uma reflexão que deve começar a ser feita dentro do PSD, sem tabus e com a coragem de quem quer ver o PSD voltar a dirigir os destinos do País. O sectarismo, que cria limitações e barreiras à abertura à sociedade civil, pode ser o maior inimigo desta reforma.
No entanto a evolução do PSD deve ser encarada como um processo dialético de crescimento que pode perfeitamente conviver com as estruturas do partido, assim queiram evoluir, crescer e ser mais abrangentes. 
O atual PSD, não pondo em causa nem os valores nem a sua matriz social democrata, deve perceber o sentido do conceito de “realpolitik” que significa a adequação da política à realidade, com o pragmatismo estratégico de quem tem como prioridade a eficácia dos seus atos.
No caso da inclusão das primárias no PSD é fundamental refletir e debater esta possibilidade para poder crescer de novo e aproximar os cidadãos da política e do partido. O futuro é algo que não devemos temer. O futuro, pode até ser incerto, mas é inevitável.
Artigo publicado no Jornal i
Segue o link da notícia: Primárias no PSD.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Pacto de Regime...Porque não?



Pela primeira vez desde o início da grande recessão, a União Europeia (UE) teve recentemente um crescimento económico superior aos EUA. No entanto o legado da crise ainda se manifesta com os défices económicos instáveis e principalmente com enormes défices sociais que foram gerados durante a última década em muitos países sob a forma de desemprego, empobrecimento e baixa proteção social.

Para corrigir estes défices a Europa terá que resolver um problema político que não é apenas a crise de representação (que tem dado espaço aos partidos extremistas), mas o da boa governação (a eficácia das políticas). A par da boa gestão económica e financeira deve haver uma procura em aproximar o cidadão da política e para isso importa reduzir os desequilíbrios provocados pelos défices sociais.

Na lista da Comissão Europeia dos países com maiores desequilíbrios Portugal lá está na companhia da França, Itália, Bulgária, Chipre e Croácia. Os desequilíbrios de Portugal ao nível do desemprego, empobrecimento e baixa proteção social, estão entre os mais altos da Europa e devem ser alvo de atenção redobrada.

Apesar de alguns sinais positivos estamos num mundo mais incerto, mais volátil e com muitos riscos para as economias frágeis como a de Portugal. As incertezas vindas das alterações drásticas da política externa Americana, aliadas ás incerteza das eleições em França, Alemanha e Portuguesas (autárquicas) devem preocupar os nossos governantes.

Não podemos deixar de ser exigentes. A Comissão Europeia (CE) reviu em alta as suas previsões para o crescimento económico de Portugal. No entanto a mesma CE admitiu que existem riscos negativos para a previsão, considerando que a fragilidade do setor bancário pode diminuir a recuperação do investimento, sendo a economia com crescimento anémico um dos principais desafios que Portugal enfrenta.

António Costa tem ainda por resolver o elevado nível de dívida pública (que atingiu 243,49 mil milhões de euros em Fevereiro deste ano) e os desequilíbrios sociais que continuam a ser obstáculos a ultrapassar para atingir a estabilidade necessária. A vontade de resolução dos problemas pode e deve aproximar o governo e o PS do centro político, posição onde as políticas económicas e sociais andam em paralelo e de forma equilibrada. É tempo de entendimentos que encontrem soluções de médio e longo prazo.

Os entendimentos com origem no centro-direita (PSD) e centro-esquerda (PS), devem representar uma alternativa real para encontrar um modelo de estabilidade com prazo alargado e assente em pactos de regime. O regresso do PS ao Socialismo Democrático e o regresso do PSD à Social democracia tendem a ser a solução futura natural.

Será com os actuais protagonistas? Isso é entrar no campo da futurologia. O essencial é ter coragem de aceitar o desafio e o PSD não deve deixar de pensar nesta solução, que não o impede de ser alternativa. Repito, não o impede de ser alternativa.

Na perspectiva de quem governa e de quem tem ambições de vir a governar, é tempo de reformar e não de gerir equilíbrios e expectativas que apenas asseguram o “ego cheio” de alguma esquerda (mais à esquerda) ou de alguma direita (mais à direita), em troca de um apoio que poderá sair muito caro aos portugueses…a todos os portugueses.



segunda-feira, 10 de abril de 2017

O Duarte Pio no protocolo de estado. Porquê?

Li e reli esta notícia (lê aqui) que dá nota da vontade de alguns em dar ao Duarte Pio lugar de relevo no protocolo de Estado. Porquê? Esta foi a pergunta que me fiz várias vezes e que continuo a não conseguir responder.

Na notícia há quem fale que o país tem de ter memória, que se trata de uma questão de cortesia, pelo facto dele ser convidado com regularidade. Mas porquê?

Memória? E os descendentes dos presidentes da República que lugar têm no protocolo de estado? Nenhum. Porque é que é que um primo afastado (aliás, bastante afastado) do último Rei de Portugal tem de ter tratamento especial no protocolo de estado?

Pessoalmente não tenho nada contra a que alguém o convide, por cortesia, para estar presente em algumas cerimónias, da mesma forma como, por cortesia, pode convidar qualquer outro cidadão.

(foto retirada daqui)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Assim de repente lembro-me de uma geração de políticos que sabia tirar consequências de resultados eleitorais. Outros tempos....

O trabalho escravo, por imposição legal, não é solução.

É incompreensível esta conversa do possível retorno do Serviço Militar Obrigatório (lê mais aqui

O facto de existirem mais chefias militares do que praças é a única razão plausível para o tema vir à baila, mas este problema só tem duas soluções possíveis:
  • Ou se diminuem as chefias militares, com os evidentes benefícios paras as contas públicas;
  • Ou se melhoram as condições para a contratação de praças (aumentos salariais, contratos mais longos), com as implicações óbvias para as contas públicas;
Tentar resolver o problema do excesso de oficiais recorrendo a trabalho escravo, por imposição legal, continua a não ser solução.



quarta-feira, 5 de abril de 2017

Precisamos de agarrar o futuro enquanto é tempo


Excelente artigo do Pedro M A Duarte, indicando as ameaças e também as oportunidades que a transformação digital coloca à sociedade e à economia. Este fenómeno está a eliminar rapidamente milhares de empregos em mercados retalhistas e nas estruturas administrativas das empresas e do Estado.
Urge responder a este fenómeno oferecendo aos cidadãos novas soluções focadas no desenvolvimento de novas competências que lhes permitam aceder às novas necessidades do mercado de trabalho.
Esta realidade obriga os partidos e o governo a combaterem a cultura oportunista e imediatista que se instalou na vida política, em que alguns governam exclusivamente a pensar no presente (algumas notáveis exceções como o caso da Justiça e da PCM), e se faz uma oposição casuística, de exercícios de retórica "à bolina" sem uma palavra sobre o futuro, sem visão estratégica para o país (algumas notáveis exceções, não vou nomear deputados e dirigentes para não prejudicar ninguém, já que são uma minoria).
Um desabafo sobre o PSD, que foi o partido que liderou o país para uma saída limpa da troika mas ao contrário do CDS ficou preso no discurso dela.
Companheiros, "tirámos" a troika do país, falta ainda "tirarmos" a troika do partido.

Se o PSD não soltar o passado, com que mãos é que quer agarrar o futuro?



sexta-feira, 31 de março de 2017

Nome de Código: #édosnossos

A sala é escura e o calor abafado mata por um golo de água que faça refrescar uma garganta seca.
- Esta feito – Disse ele com a certeza de quem assume o que faz.
- Mas são todos dos nossos?
- Sim. Está feito.
- Algum tem hipóteses de ganhar?
- Que diferença faz! Conseguimos o objectivo não conseguimos?
- É um facto. Mas como achas que o resto vai reagir se afastámos quem de certeza ganhava?
- Não interessa. Esta feito. O que importa não é ganhar, mas sim assegurar o futuro.
- Que futuro?
- O futuro, Bolas! O futuro…dos nossos caramba!
- O que pensas fazer no dia seguinte?
- Logo se vê, uma certeza é que vamos continuar. Foi por isso que colocámos lá os nossos. Esta feito.
No fundo da sala, alguém sussurra: - O que é feito de nós?
- Quem disse isso? – Retoma ele com um ar transtornado de quem já tinha encerrado o tema.
Aproximando-se da pequena luz que ilumina um pouco da sala, um jovem. O rosto desiludido transmite a pureza de quem acredita que o importante é estar ao serviço das pessoas pelo seu bem.
- Fui eu. Estava ao fundo da sala e ouvi a vossa conversa. Sei que nunca me pediram opinião e que nada conto para a vossa decisão. Mas o que é a verdade?
- A verdade!? Pergunto-te eu antes meu pequeno, o que é a realidade?

- A realidade? Já entendi…está feito. 

P.S - O diálogo é uma ficção, fraca muito fraca e qualquer semelhança com a realidade ou com a verdade é simples coincidência


É injusto e é chato

A política é injusta. Depois das dificuldades que o Passos Coelho teve para escolher uma candidata deste nível e qualidade (lê mais aqui), depois da Teresa Leal Coelho se ter disponibilizado, sacrificando a sua vida pessoal e a intensa atividade parlamentar, para dar a cara por Pedro Passos Coelho e pelo PSD nas próximas eleições autárquica, é injusto que os media e  os seus opositores lhe caiam em cima apenas por ter cometido uma meia dúzia de gafes logo à partida (vê as gafes aqui). É injusto e acima de tudo é chato.


(imagem retirada daqui)


quinta-feira, 30 de março de 2017

BREXIT UM MUNDO DE PREOCUPAÇÕES E DE OPORTUNIDADES


Muito embora Inglaterra seja um dos maiores, senão o maior, exportador de serviços da europa e represente cerca de 14% da economia europeia, o Brexit deve servir para a Europa redefinir a sua estratégia e ambicionar uma política verdadeiramente integradora de uma união europeia que se quer forte e economicamente sólida. A União Europeia não pode pretender apenas o papel de confederação de Estados que irremediavelmente tem vindo a desempenhar. Não deve ser um perpétuo simulacro de uma Federação de Estados. Se o Brexit pode ser uma preocupação por variadíssimas razões, sejam elas económicas ou de livre circulação de pessoas, ou outras, é certamente uma oportunidade para os lideres europeus revelarem a sua fibra e incutirem um verdadeiro ímpeto reformista no seio da União Europeia.
 
 

 

PSD UM ROLAMENTO IMPROVÁVEL NA GERINGONÇA


PSD, PCP e BE preparam-se para aprovar amanhã uma alteração à lei que visa clarificar a progressão na carreira dos funcionários das autarquias. O PSD que outrora criticara a Geringonça por alterar boa parte das medidas do seu Governo, vai agora ser um rolamento dessa mesma geringonça no que a questões laborais diz respeito, tudo para satisfazer o seu eleitorado autárquico em ano de eleições, numa atitude pouco coerente com o que sempre defendeu. Para além do mais, estas questões laborais, não se resumem apenas às autarquias. Estão por resolver em toda a máquina Estatal.
 
 

NÃO FOMOS NÓS QUE DISSEMOS...


O Ex-Ministro das Finanças Teixeira dos Santos sublinhou recentemente “não ter dúvidas de que todas as perdas que resultem da operação serão pagas pelos portugueses. Vamos todos pagar isto. Este é um encargo que vai ser repercutido nos cidadãos”.
 

 

quarta-feira, 29 de março de 2017

A escolha certa, sem dúvida.

No post que escrevi sobre a escolha da Teresa leal Coelho tive oportunidade de valorizar os seus atributos (lê mais aqui). Esqueci-me deste, é uma excelente comunicadora, sempre focada e com uma linguagem acessível a qualquer um.


terça-feira, 28 de março de 2017

QUO VADIS LISBOA?

É muito fácil "haver guerra" entre o PSD e o CDS em Lisboa, quando um partido escolhe um candidato(a) com óbvias fragilidades no seu perfil, e depois se indigna quando os rivais se aproveitam delas.
De qualquer forma, a julgar pelo que li no Expresso e no Sol deste fim-de-semana, o xadrez está definido em Lisboa.
Fernando Medina vai ganhar por falta de comparência do PSD
O CDS vai disputar o eleitorado do PSD para cantar vitória para a nova líder em fase de afirmação.
O PSD vai para a eleição já em modo pós autárquicas, em que o posicionamento dos actores vai refletir os interesses de curto prazo. A candidata tem um perfil de combate, de ruptura, não vai conciliar. A concelhia foi desautorizada pela Nacional e abandonada pela distrital. A distrital mostrou que, nem após vários mandatos de experiência e desta vez com um coordenador autárquico nacional oriundo do distrito, será capaz de ganhar uma única câmara na AML.
A direção nacional está em modo "terra queimada" em Lisboa, para garantir que as forças que a pretendem desafiar no "Day After" não se agrupam em Lisboa, usando a campanha como rampa de lançamento.
Aos militantes e autarcas do PSD de Lisboa, e à candidata Teresa Leal Coelho, envio um abraço solidário e peço que lutem por um projecto político que concilie os lisboetas com todos os que vêm trabalhar, visitar e usufruir desta maravilhosa cidade.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Cheira a Trump(a)

Durante 12 anos, em tempos de que bem se lembra uma geração mais velha, um homem causou uma devastação sem precedentes na história mundial. A reconquista da liberdade teve um enorme custo pago com sangue, suor e lágrimas dos europeus. A europa foi salva pelos “Aliados” das garras de um ditador de nome Adolf Hitler. O mundo só se viu livre dele em 1945, após a sua morte. 

Começou então uma nova era de progresso e de prosperidade onde a revolução era de índole industrial e não política. O mundo vivia momentos de paz e isso permitiu reconstruir a confiança do velho continente.

Em paralelo os Estados Unidos da América prosperavam e cresciam como força imperial apelidada por muitos como a polícia do mundo. A europa estava confortável com essa situação. Começavam os esforços para a criação de uma comunidade económica europeia que mais tarde se converteria numa União Europeia que agregava a maioria dos estados europeus.

Entre a Globalização, a moeda única, as crises financeiras e as alternâncias políticas a europa era uma potência que integrava e agregava, com o vigor de um bloco que definia o equilíbrio no mundo a par dos Estados Unidos. A desagregação da URSS e o consequente isolamento da Rússia reforçaram o poder geoestratégico da Europa.

Chegados aqui o impossível e impensável aconteceu novamente. Uma figura de traços nacionalistas chegou à Casa Branca. Ninguém sabe quanto sangue, suor e lágrimas trará a sua insana ascensão

É possível pará-lo? Será possível fazê-lo moderar as suas posições? Por agora, num ano, ele envenenou seu país, o mundo e as relações do seu país com o mundo. Pretendendo implementar um regime autoritário travestido de Democracia, parece difícil fazê-lo parar. Poucos são os que pretendem enfrentar o Sr. Trump (por agora). Afinal foi eleito pelo seu povo.

Como dizia Hannah Arendt, filósofa Alemã de origem judaica, “Em nome de interesses pessoais, muitos abdicam do pensamento crítico, engolem abusos e sorriem para quem desprezam. Abdicar de pensar também é crime.”. 

Hoje grande parte dos líderes internacionais parecem cordeiros desorientados que abdicaram de pensar em nome de interesses próprios.

É neste ponto que nos encontramos. A deriva populista, que parece estar a crescer, pode aprofundar as divergências e medos entre povos e com isso aumentam ainda mais as clivagens que levam, inevitavelmente, ao conflito. Veja-se o recente conflito entre a Turquia e a Holanda. 

Por aqui, na Europa, da França de Marine Le Pen à Alemanha de Angela Merkel, passando pela Inglaterra de Theresa May (a debater-se com novo atentado), de forma cada vez mais intensa, cheira a Trump(a).

Mudemos de aroma e de rumoSejamos frontais e não abdiquemos de pensar. Não abdiquemos de expor o que pensamos. Não abdiquemos de lutar por aquilo em que acreditamos. De forma serena, mas firme é tempo de David se impor a Golias.

sexta-feira, 17 de março de 2017

PSD, aquele remake do programa a Roda da Sorte

O famoso programa da década de 90, com a apresentação brilhante do grande Herman José, era composto por três concorrentes que escolhendo vogais e/ou consoantes teriam de descobrir a palavra ou o conjunto de palavras escondidas.

Cada programa era único. Desde o entretenimento do apresentador até à descoberta do nome escondido era o topo de audiências na época (bem, também não era difícil só havia quatro canais).



Com a chegada das eleições autárquicas, o PSD numa tentativa de subir audiências, faz-nos chegar uma espécie de roda da sorte. Na esperança que a sorte de alguém resolva os problemas de outros. Que as palavras, por trás dos biombos desvendem soluções. Que as soluções indiquem nomes. Que os nomes resultem em sorte...roda e roda e roda...

E assim o humorista numa versão de “que se lixe o programa”, dispara para todo o lado e não acerta em ninguém, apenas destrói o cenário, estoira com as soluções. No entanto continua à espera da sorte...

Para quem é desse tempo recorde:






Teresa Leal Coelho - A Bomba Atómica

Dita o bom senso que em período pré eleitoral haja alguma contenção nas palavras, especialmente para quem tem responsabilidades partidárias. O que não é o meu caso.

São processos tão complexos, que mexem com tantas sensibilidades, com as aspirações de tanta gente, que uma vez tomadas as decisões, a esmagadora maioria dos dirigentes partidários opta por esperar pelo resultado das eleições para tirar os dividendos políticos dos erros dos seus líderes.

Se há pouco tempo atrás o Fernando Medina era visto como um candidato fraco, sem notoriedade, um autarca incapaz de planear as obras na cidade, (lê mais aqui), e era visto como um presidente diminuído na legitimidade pela forma como o António Costa lhe deixou o poder nas mãos, hoje em dia as coisas já não são assim tão claras.  

Apesar disso, o CDS apostou pesado, apresentou a sua líder, Assunção Cristas, uma mulher que tem vindo a subir nas sondagens. Uma candidata que não perdeu tempo a posicionar-se como a candidata das famílias, a candidata que coloca a família à frente de tudo, a candidata que finalmente põe os problemas do setor financeiro na posição que merecem, uma candidata que preferiu assinar sem ler a resolução do BES a interromper as férias em família (lê mais aqui).

Mais estratégico, como sempre, Pedro Passos Coelho também jogou forte e acabou por trocar as voltas a todos.

Sendo Lisboa essencial para a estratégia autárquica do PSD, Pedro Passos Coelho deixou que as estruturas locais partidárias e a coordenação autárquica se convencessem que mandavam alguma coisa e foi gerindo o tempo como quis. Para poupar tempo, pediu ao José Eduardo Martins para escrever o programa eleitoral e ao mesmo tempo deixou que os nomes de Santana Lopes, Morais Sarmento, Jorge Moreira da Silva, José Eduardo Moniz, Pedro Reis, Carlos Barbosa, e Maria Luís Albuquerque (lê mais aqui) circulassem para assim garantir que ninguém descobria a sua estratégia.

Como sempre a estratégia estava acima de tudo.

Mesmo quando um milhar de lisboetas reconheceram o líder o PSD como o único capaz de ganhar as eleições em Lisboa e lhe pediu para dar a cara pela cidade capital do país, nem assim ele cedeu (lê mais aqui). Mas afinal tudo tinha um sentido.

A escolha do líder do PSD é Teresa Leal Coelho, e percebe-se porquê (lê mais aqui). Pedro Passos Coelho escolhe a única candidata capaz de condicionar tanto o posicionamento da Assunção Crista como o do Medina.

Se não vejamos:

No combate com Cristas, ambas são mulheres, licenciadas em Direito e ambas se posicionam como as candidatas da família. Aqui Teresa Leal Coelho evidencia-se pela forma como liderou a contestação à co-adoção por casais homossexuais, ao ponto de se ter demitido da liderança de bancada do PSD. A idade e a experiência profissional, tanto académica como pela diversidade (passagem pelo CCB e pela administração de Vale e Azevedo na SAD do Benfica) são pontos a favor da candidata anunciada por Pedro Passos Coelho.

No combate com Medina, a candidata do PSD consegue sair valorizada por ser mulher e por conseguir condicionar de forma muito eficaz a diversidade do percurso político do Medina. É que se este é nascido e criado no Porto e foi eleito deputado em 2011 pelo distrito de Viana do Castelo, a Teresa Leal Coelho foi eleita deputada, nesse mesmo ano, pelo distrito do Porto e na legislatura seguinte, em 2013, pelo distrito de Santarém. Como autarca, apesar de se fazer substituir a maior parte das vezes por ser deputada, a candidata do PSD tem ainda a seu favor o facto de ter sido eleita vereadora em Lisboa.

Com esta escolha, que apanhou as estruturas do PSD de surpresa (lê mais aqui), Pedro Passos Coelho mantém viva a sua estratégia e nisto há que reconhecer que Pedro Passos Coelho não brinca, apoiando alguém da sua inteira confiança, casada com o seu ex-chefe de gabinete (lê mais aqui), professora na Universidade Lusíada, onde Passos terminou o curso, e sua vice-presidente, uma apoiante incontestável...

Claramente Pedro Passos Coelho continua a preparar as próximas eleições legislativas.










quarta-feira, 15 de março de 2017

Foi chão que já deu uva

A estabilidade enquanto argumento a favor da monarquia parece ter sido chão que já deu uva.

Em 2014 escrevi sobre a fragilidade dos argumentos a favor da monarquia (podes reler aqui), agora, com o Brexit, tudo indica que a monarquia de pouco tem valido para manter a unidade do Reino Unido...


Assim:
  1. Nicola Sturgeon, primeiro-ministro da Escócia anunciou há poucos dias mais um referendo para se tornar independente do Reino Unido(lê mais aqui);
  2. O partido Sinn Féin, da Irlanda do Norte, exigiu também um referendo para a independência do Reino Unido (lê mais aqui);
  3. E até no País de Gales se começam agora a ouvir vozes a defender um referendo pela independência, mas aqui apenas no caso da Escócia também sair (Lê mais aqui)
Espera-se pelas cenas dos próximos capítulos....


terça-feira, 14 de março de 2017

Montepio, o último Banco do Povo


O Montepio Geral Associação Mutualista é uma instituição que agrega uma Caixa Económica, podendo assim apresentar-se como um Banco com produtos e benefícios especiais para os seus clientes/associados, produtos e benefícios esses com origem na Associação Mutualista e também na Caixa Económica. 

Aquilo que poderia (e deveria) ser o paradigma da atividade financeira – que associava a nobreza e os princípios do mutualismo à intervenção financeira – parece hoje ser um mau exemplo.

O Montepio Geral Associação Mutualista, fechou as contas de 2015 com capitais negativos superiores a 107 milhões de euros, segundo refere uma auditoria da KPMG. Desta forma, clarifica a KPMG, fica claro que o passivo é superior ao ativo, incluindo um resultado negativo, imputado aos mutualistas, de 251.445 milhares de euros.

Na qualidade de Associado e de cidadão fico preocupado. O Montepio Geral enfrenta hoje um cenário de falência técnica, tendo neste momento a necessidade urgente de uma injecção de fundos. 

São apontadas duas soluções de curto prazo para resolver o (grave) problema. A primeira solução é o recurso capital por via de um empréstimo. A segunda solução passa pela venda de activos que o Montepio (Associação e Caixa Económica) possui em carteira.

Mas apesar da preocupação que devemos ter com as poupanças das pessoas e a sua salvaguarda é também importante exigir explicações e responsabilidades aos supervisores. 

No caso da Caixa Económica o supervisor (Banco de Portugal) apresentou um relatório muito crítico da liderança e gestão da instituição, no entanto vem tarde e talvez venhamos a encontrar sinais de pouca diligência na supervisão.

Quanto à Associação Mutualista a situação é bem mais preocupante e vergonhosa. Neste caso a Supervisão/Fiscalização é da responsabilidade da tutela, nomeadamente a Segurança Social (Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social) e aqui a negligência é muito mais preocupante. 

Sendo que as contas agora avaliadas dizem respeito ao ano de 2015, levantam-se várias questões a diferentes protagonistas:

O que fez o Ministro Pedro Mota Soares (PSD/CDS) para verificar a situação do Montepio enquanto responsável pela tutela? 

E o que fez o Ministro Vieira da Silva (PS) que sempre refere a necessidade de mais transparência e intervenção? 

O que fizeram estes responsáveis? Nada. Não fizeram nada!

Importa referir que ao nada fazerem permitiram que mais uma entidade do sistema financeiro português esteja hoje em posição frágil. Mas o Montepio não é só “mais uma” entidade. É a única Associação Mutualista com uma Caixa Económica em Portugal. É o último espécimen de um “Banco do Povo”. No Montepio são os Associados que intervêm e mandam(ou deveriam ser).

O Montepio Geral esteve exposto às mais variadas interferências políticas nos últimos 25 anos e para o confirmar basta verem quem compunha os órgãos sociais e respectivos Conselhos de Administração ao longo dos tempos. Esta é também uma das principais causas da atual situação - associado a má gestão -  e talvez por isso nenhum responsável político tenha feito o que deveria.

Compete agora a todos responsabilizar aqueles que fingem nada saber, desde os supervisores Banco de Portugal e Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, passando pelo Parlamento e comissões responsáveis, acabando na própria elite financeira. 

Todos, em certa medida, têm de ser responsabilizados com penalizações diferentes, mas efectivas.


Temos o dever de exigir responsabilidades e com isso ajudar a salvar o “último Banco do povo”, para bem do sistema bancário e principalmente para bem do Mutualismo.


sexta-feira, 10 de março de 2017

Laivos de um novo Marxismo


Carlos Costa não sai da Supervisão, sai a Supervisão de Carlos Costa. Manifestações marxistas e leninistas do exercício do poder e das funções públicas que dissimuladamente asfixiam as instituições e a nossa democracia.
 

 

Marcelo

De vez em quando, especialmente quando vagueio por alguns fóruns da direita democrática, não consigo deixar de me recordar de uma história atribuída ao Churchill.

(imagem retirada de parliament.uk)

Diz-se que um dia, o histórico estadista britânico terá levado um sobrinho, ou um neto, ou um sobrinho neto (dependendo das versões, mas vou assumir que era um neto) em visita ao parlamento britânico, onde lhe foi explicando como decorriam os trabalhos. A dada altura terá descrito onde discursava e onde se sentavam os parlamentares da oposição, apontado para a bancada à sua frente. O seu  neto terá então assumido ao seu avô que os inimigos se sentavam nessa bancada à sua frente, o que terá sido prontamente corrigido por Churchill, "não, à frente sentam-se os adversários, os inimigos sentavam-se aqui atrás e ao lado do avô".

Percebe-se que este mal de se confundir um partido político com um clube de futebol, esta visão maniqueísta de se dividir as pessoas em índios e cowboys, entre bons e maus, é um hábito antigo e transnacional. 

Na parte que me toca, o facto do Marcelo Rebelo de Sousa se demarcar da forma de atuar dos seus antecessores apenas dignifica a Presidência da República.


(imagem Nuno Fox/Lusa)







segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

"The Truth is Hard", palmas para o The New York Times!

"Num mundo onde existe tanta incerteza acerca do que é real e o que são notícias falsas, nós continuamos, firmemente, à procura da Verdade"!

domingo, 26 de fevereiro de 2017

O alto preço de viver em Lisboa

Lisboa está na moda. Os rankings e os números comprovam-no. Lisboa é hoje o paradigma da gestão para “turista ver”. 

Mas esta gestão tem um preço e quem paga, em grande medida, são os lisboetas que vivem na cidade. É importante perceber e divulgar a dimensão da tributação que está a ser imposta por Fernando Medina. Em 2016 foram pagos 417,87 milhões de euros em impostos e taxas. Este foi o preço a pagar em Lisboa.

A Câmara Municipal tem no seu Orçamento para este ano a previsão de cobrança de 178 taxas. O mais recente Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses refere que, em Lisboa, a receita com impostos aumentou 59% à conta de muitas destas 178 taxas. Lisboa e Cascais foram as duas autarquias que mais aumentaram o peso da carga fiscal segundo o mesmo Anuário.

Lisboa é hoje uma cidade que faz pesar sobre os lisboetas as taxas e os impostos que muito têm ajudado a carreira política de Fernando Medina na capital. Carreira aliás, iniciada apenas em 2013, ano em que chegou a Lisboa vindo de Viana do Castelo (circulo onde foi eleito deputado, mesmo sendo do Porto).

Em Lisboa as taxas que pesam sobre os lisboetas e que, aparentemente, dão mais receitas são as que incidem sobre as atividades económicas. Mas existem também novas taxas e a CML criou em 2014 a famosa taxa de proteção civil. Só esta renderá 18,8 milhões de euros de receita.

Esta é de facto uma das taxas que mais pesa e que servirá, supostamente, para fazer face aos devaneios eleitorais de Medina. Esta taxa fica assim bem longe do seu verdadeiro objeto que deveria ser a garantia da total segurança de pessoas e bens em Lisboa.

Quando muitos falam nas obras e no enorme estaleiro que é Lisboa esquecem a questão essencial. É bom relembrar que o transtorno que as obras agora têm causado passará. Mas o peso da carga fiscal que Fernando Medina impõe hoje aos lisboetas, esse fica e perdurará no tempo.

O peso que as taxas e taxinhas têm sobre os Lisboetas não será transformado num jardim verde, nem num passeio com 20 metros de largura e muito menos numa linda ciclovia muito (pouco) útil numa cidade de 7 colinas.

Viver hoje em Lisboa é um luxo. Ter hoje um estabelecimento comercial em Lisboa é um luxo. Promover hoje uma atividade económica em Lisboa é um luxo. Até a mais modesta atividade como a venda ambulante ou arrumar os carros na cidade, parece ser um luxo.

Enquanto uns se entretêm com os “sms de Centeno” e as “offshores de Paulo Núncio”, outros vivem e transportam, todos os dias, a realidade do peso dos impostos em Lisboa.

Ora, por mais que se tente maquilhar a realidade as suas “rugas” e “imperfeições” permanecem. 

As obras acabam, mas os impostos e taxas ficam.