terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em Portugal os poderosos ficam sempre impunes #Justiça

Havia uma esquerda em Portugal que durante anos empunhou a bandeira da impunidade dos poderosos da política e da banca. 

Era um argumento fácil e que à falta de exemplos desarmava qualquer tentativa de defesa da justiça. 

Tão simples e fácil que rapidamente se tornou tema de campanha de todo o espectro político. 

Tão simples e fácil que poucos se lembraram que se tratava de um tema que pouco ou nenhum impacto tinha no resultado eleitoral.

Quantos e quantos arautos da moralidade, da esquerda à direita, do BE ao PP, passando pelo PSD e PS gritavam a defesa da justiça e se vangloriavam com as suspeitas e notícias que iam recaindo sobre opositores políticos e até mesmo colegas de bancada...

Quantos destes não estão agora em casa à espera que lhe batam à porta?

Quantos destes não gritam agora pelos direitos humanos?     

É que até parece que para alguns a justiça só é boa quando se aplica aos outros...



Não quero fazer juízo sobre as personalidades que estão na imagem que retirei do Jornal i de hoje. Todas são presumíveis inocentes até ao transito em julgado, mas não deixa de ser ridícula a forma como muitos têm criticado o funcionamento da justiça.

O caso do livro recusado a Sócrates é exemplo disso, se a Lei  é para ser cumprida, Lei que ele assinou e que até agora foi aplicada a todos os presos, não entendo a razão de tanta excitação. 
É por ser ele?

Querem maior exemplo de  injustiça no tratamento dos poderosos em Portugal? Fala-se de mudar uma Lei por causa do que aconteceu com o Livro recusado a Sócrates. Uma Lei que até agora ninguém tinha contestado, nenhum dos presos até ao momento tinha sido digno de tamanha manifestação pública.

Pessoalmente acho muito mau para o país se o Sócrates for culpado, pelo que espero sinceramente que ele seja inocente, mas se não for, faça-se justiça. 

Para além do mais não vai ser a prisão de Sócrates que vai dar a vitória ou a derrota ao PSD, mas sobre isto já falei noutro post (lê mais aqui).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

#SLB Ontem ganhámos "À Porto!"



Uma ideia para a Teresa Leal Coelho

É a oitava greve do metro.... a oitava. (vê mais aqui)

Palavra que não compreendo estes "organismos sindicais". Convocam greves para defender o serviço público, o mesmo serviço publico que hoje se recusam a prestar pela 8ª vez este ano, sim este ano.

8 dias de ordenado que os trabalhadores do metro não recebem, 8 dias que as estradas são invadidas por mais carros, 8 dias de atrasos a chegar ao trabalho, para quê?

O mais vergonhoso nisto é que os "organismos sindicais" sabem que não vão conseguir nada, a não ser ganhar mais um dia livre para compras de Natal.

Para além desta ideia de "defesa do serviço público" (lê mais aqui) ser um conceito vago e difuso onde tudo cabe, até as compras de Natal.

Todos somos contra a intervenção da TROIKA, todos somos contra a austeridade. Ninguém gosta de receber menos ao fim do mês, ninguém tira prazer em apertar o cinto, mas não nos podemos esquecer que houve uma razão para isto acontecer... 

Até porque não acredito que o PS tenha pedido a intervenção da TROIKA por prazer, mas por falta de alternativa...(lê mais aqui).



Estranho que a Teresa Leal Coelho ainda não tenha exigido a declaração de interesses aos sindicalistas, é que talvez aqui se encontre uma relação com significado estatístico entre o interesse dos partidos onde militam e a convocação de greves... 

Não acredito que a Teresa Leal Coelho perca o seu tempo com este blogue, mas pelo sim pelo não faço aqui uma declaração de interesses.

Não defendo a declaração de interesses de sindicalistas, uma vez que acredito que uma ideia idiota é sempre uma ideia idiota, seja ela aplicada a deputados ou a sindicalistas.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As patetices do #Soares... Afinal o Costa até nem esteve mal.

Os recentes comentários do Mário Soares têm sido cada tiro cada melro, afinal a idade já vai pesando e nota-se cada vez mais. 

Não sei o que será mais cruel para quem já foi Presidente da Republica, se não lhe darem mais palco ou permitirem-lhe o ridículo sempre que sobe ao palco.

A atitude mais humana é certamente privarem-no do vexame da patetice (lê aqui uma delas)...

Por isso há que reconhecer que o Costa não esteve mal ao evitar que ele falasse no último congresso. Nem que seja pelo que ele representou no desenvolvimento da democracia em Portugal.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Sempre encarei a Política (assim mesmo, com maiúscula) como a atividade mais nobre e que, por isso mesmo deveria ser enaltecida e desempenhada com a maior elevação. Bem sei que abundam os maus exemplos, como em qualquer outro setor. No entanto, acredito que a maioria daqueles que abraçam esta atividade o fazem com o melhor espírito de serviço público. Basta lembrarmo-nos dos milhares de cidadãos que a troco de quase nada participam em Assembleias e Juntas de Freguesia, por exemplo.

Por isso mesmo, sempre abominei políticos carroceiros e que não hesitam em enlamear todos à sua volta, a bem da sua mesquinha agenda. Não é aceitável que se ande continuamente a acusar tudo e todos de forma abstrata.

Se tem acusações a fazer, que as faça nas instâncias certas. Caso contrário, trata-se apenas mais uma palhaçada a juntar a tantas outras.

Se é certo que “uma andorinha não faz a Primavera”, um palhaço na rua também não faz da cidade um circo. No entanto, o lugar do palhaço é efetivamente o circo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O combate deste #PS é contra a Esquerda



No Congresso do PS foi assumida a opção de levar o Partido para a Esquerda, abandonando o centro, não para se aproximar das correntes que ocupam esse espaço, mas sim para esmagá-las.
Até se compreende do ponto de vista táctico esta opção, para evitar o crescimento de mais partidos que lhe disputem o espaço, absorvendo os restos do Bloco de Esquerda e "secando" o novo partido de Marinho e Pinto.
Por esta razão é natural que tenham sido afastados os políticos moderados, alinhados com a anterior direcção, e que Francisco Assis tenha dado a cara pelos mesmos, assumindo o papel de reserva estratégica.
Falando agora de estratégia, pergunto-me se o PSD terá a inteligência de perceber que o afastamento do PS de um possível bloco central não é um perigo, mas sim uma oportunidade de reconciliar o Partido com o centro moderado, porque ainda há tempo para isso.
Foi um fim de semana de facas longas (sobretudo aquelas que cortaram o pio a todos os que pensavam falar em José Sócrates no Congresso), temperado por uma comunicação social tão amestrada que já se refere aos partidos da coligação, como os partidos da oposição.
O país dirá de sua justiça, a seu tempo.




quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ADIVINHAR PERIGOS, E EVITALLOS


Os Serviços de Informações, por norma, carecem de resguardo e devem manter-se afastados dos holofotes públicos, de forma a poderem prosseguir os objetivos que lhes estão consignados pela Lei e pelo poder político, nos termos desta.

Por sua vez, cabe ao poder político o bom senso de evitar trazer para a ribalta estes Serviços, sob pena destes deixarem de ter condições para fazerem o seu trabalho, colocando inexoravelmente em risco a Segurança Nacional.

Ao longo da nossa já não tão jovem democracia, fomo-nos habituando a que os partidos mais extremistas, principalmente à esquerda e animados por traumas passados, fossem tecendo considerações não poucas vezes absurdas sobre os Serviços de Informações, não hesitando em os utilizar como arma de arremesso político.

Fomo-nos também habituando a que os partidos “moderados” ou do designado “arco da governabilidade” usassem de bastante mais bom senso nestas matérias, resguardando os Serviços e evitando trazê-los à baila a toda a hora.

Aliás, a criação do Conselho de Fiscalização do SIRP pretendeu precisamente dar capacidade fiscalizadora à Assembleia da República, sem que isso significasse interferência direta ou obrigasse os Serviços a colocarem-se frequentemente sob os holofotes.

Nos últimos tempos, os Serviços de Informações têm sido frequentemente expostos e colocados em xeque a pretextos vários. Infelizmente, não só pelos habituais extremistas mas também por deputados a quem se exige bem mais que apenas vociferar meia dúzia de chavões sobre matérias que afetam diretamente os interesses nacionais[1].





[1] A este propósito, sugere-se a consulta da (extensa) bibliografia do Professor Adriano Moreira acerca do conceito de Interesse Nacional.

Ora aí está a piada que se impunha II... À espera que Mário Soares saia da Cadeia....

Ora aí está a piada que se impunha II... À espera que Mário Soares saia da Cadeia..

Entretanto a Edite Estrela continua a fazer perguntas...


Ora aí está a piada que se impunha... Mário Soares na cadeia....

Mário Soares visita José Socrates


terça-feira, 25 de novembro de 2014

25 de Novembro, 39 anos depois

Não há ex-primeiro ministro, visto gold ou fraude no SNS, que me faça esquecer de evocar a memória deste dia, que foi o momento de viragem que colocou Portugal no caminho para um regime democrático. E falar sobre o 25 de Novembro, é falar sobre este homem, que já não está entre nós, mas cujo legado de liberdade nos permite sonhar com um país cada vez mais transparente, mais aberto, e mais justo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Qual a melhor maneira de desviar as atenções da detenção de #socrates?

PJ lança operação "remédio santo" e faz buscas em farmácias em operação de combate à fraude no SNS.

Edite estrela vem a público perguntar qual a melhor maneira de desviar as atenções do caso Sócrates...

Sócrates


Noto que em algumas manifestações sobre o caso “José Sócrates” se centram na forma em como este foi detido em pleno aeroporto com acompanhamento televisivo e de outros meios de comunicação social. Para essas pessoas que se manifestaram tão indignadamente parece ser pouco relevante os fortes indícios dos crimes de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais que levaram à sua detenção e que podem ser puníveis com uma pena até 16 anos de cadeia.
 
 

Em lume brando (novamente)… até quando?




Mais de dois anos depois, a situação descrita na altura não só se manteve como se agravou profundamente, levando a que os Bombeiros trouxessem para a rua a sua indignação. As condições de trabalho a que estes homens estão hoje sujeitos, nomeadamente no que se refere a falta de efetivos e equipamentos adequados, não encontram comparação na história recente.

Num cenário inédito mas revelador do atual nível de desespero, as chefias do RSB enviaram uma missiva ao Presidente da CML manifestando a sua profunda preocupação com um conjunto alargado de assuntos:
- A deslocação do Centro de Comando, na sequência da venda do imóvel junto ao C.C. Colombo, e as potenciais implicações em termos de operacionalidade;
- O severo desinvestimento no setor da informática, cujos sistemas levantam o receio de colapso;
- A implementação do modelo de Postos de Socorro Avançados sem acautelar as necessárias condições operacionais;
- A grave escassez de recursos humanos e ausência de promoções;
- A falta de equipamentos de combate e proteção contra incêndios;
- A falta de manutenção dos veículos de socorro;
- A degradação generalizada das infraestruturas existentes.

Da CML, a reação é a de sacudir a água do capote, algo que já vem sendo habitual, atribuindo as responsabilidades ao Governo. No entanto, para os Bombeiros e para os Lisboetas, este é um assunto que não pode servir de arma de arremesso político e que carece de resposta urgente.

As condições materiais para o correto desempenho das atividades destes profissionais e, concomitantemente, a segurança da população de Lisboa não podem ser eternamente relegadas para segundo plano.

Nestas matérias, o princípio deve ser sempre o de estar devidamente preparado para o que possa acontecer e não confiar na sorte para que nada de mal aconteça.

sábado, 22 de novembro de 2014

Não sei porquê mas esta eleição hoje do #Costa fez-me lembrar a vitória do #Seguro nas europeias... #PS

#socrates foi preso

E começam logo a dizer que o problema é da Justiça, que foi para o humilhar, que ele é culpado, ou que a justiça já devia ter atuado mais cedo... Que há consequências políticas, que não há. Opiniões para todas as cabeças.



A pressa de dizer alguma coisa tem mais força que o bom senso...

realidade é que se trata de uma questão de justiça e que não há grande volta a dar que não esperar. Pessoalmente não acreditava que uma coisa destas fosse possível. 

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

#PSD Agradeço o bom senso do grupo parlamentar do PSD na questão das subvenções vitalícias...

Confesso que desde que dei conta desta notícia na segunda-feira dia 18 de Novembro, fiquei tão chocado que só me recordo de outro momento tão inacreditável, quando assisti ao trailer do filme representado na imagem ao lado.
Espero ver em breve uma clarificação definitiva da posição do do Grupo Parlamentar do PSD sobre a proposta vergonhosa das subvenções vitalícias.

Aos meus amigos no Parlamento que combatem esta parvoíce, um abraço.

Aos deputados do PSD que subscreveram esta proposta, tenham o bom senso de perceber a realidade em que vive o país, e assumam o erro.

O Socialismo dura até acabar o dinheiro de todos


Ora vamos lá falar de dinheiros públicos nas mãos do Partido Socialista:

TGV. A grande obra do regime Socrático. Obra ancorada na ilusão europeia sobre uma rede de alta velocidade, associada às novas tecnologias, ambiente e modernidade. Custo: 1.700 M€. Não fora a crise e ainda teríamos mais este buraco para tapar com o sacrifício de todos.

Parque Escolar e as suas faraónicas obras. Colocaram muitas crianças a estudar em hotéis de 5 estrelas. Num total de 1.400 milhões de euros em materiais de luxuosa qualidade que ornamentam os edifícios escolares.

PPP´S. Quem não se lembra do Ministro Mário Lino e o Secretário de Estado Paulo Campos, anunciarem efusivamente nos media, que sabiam fazer entrecosto com carne e osso: “são obras sem qualquer custo para o Estado”. Pois bem, tomem lá agora 30 mil milhões de euros para pagar, dado que os riscos das autoestradas sem tráfego e adequada rentabilidade recaiu com as renegociações de última hora a favor dos privados em prejuízo do Estado (entenda-se do contribuinte).

Contratos “SWAP”. Recordam-se do incentivo Socrático para que as empresas públicas assinassem contratos desta natureza, onde o suposto objetivo seria cobrir o risco de juro que as empresas teriam no financiamento da sua atividade. Mas não, o objetivo foi obter mais financiamento sem reflexo orçamental. No final as perdas traduziram-se em mais de 3.000 milhões de euros, onde ex-Ministros e Secretários de Estado e gestores públicos, foram os autores dessas perdas.

BPN. Processo de nacionalização de ativos tóxicos, com um custo de 3.450 milhões de euros, de acordo com a comissão parlamentar de inquérito.

Défice tarifário no sector energético com uma previsão de exceder os 8 mil milhões de euros lá para o final de 2020, onde uma vez mais o risco corre pelo Estado/Contribuintes, e com rentabilidade assegurada para os privados.

Novo Aeroporto de Lisboa. Cerca de 3.100 milhões de euros que a crise estancou, evitando que se transformasse em mais uma obra megalómana. A urgência era tal, que, em 2007, se previa esgotar a capacidade lá para meados de 2011,onde se atingiriam 26 milhões de passageiros. O então Secretário de Estado do Turismo, Bernardo Trindade, dizia ser uma necessidade discutir-se a urgência de um novo aeroporto, não tanto a sua localização. Certo é que estamos em 2014 e apesar dos muitos animadores dados do turismo, ainda só se recebeu em Lisboa, cerca de 15 milhões de passageiros, e que se saiba o aeroporto da Portela ainda não fechou por falta de capacidade.

Aeroporto de Beja. Por fim esta pérola do antártico: mais de 33 milhões de euros investidos para zero utilizadores.

São apenas alguns exemplos do que é a gestão de dinheiros públicos em governos socialistas, cujos resultados todos sabemos onde nos conduziu. Exatamente cerca de 45 mil milhões de euros. Mais de 30% do PIB português. Dois terços do financiamento obtido com o programa de ajustamento.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Da responsabilidade política



Saiu ontem pelo seu próprio pé, e num ato de dignidade política a que o País já não estava habituado, um dos melhores Ministros da Administração Interna dos últimos anos. Tivessem outros tido a mesma nobreza de carácter em circunstâncias mais gravosas e talvez o País não tivesse chegado onde chegou.
É certo que é também no seu consulado que se verificam os maiores protestos e manifestações de elementos das Forças e Serviços de Segurança. No entanto, na hora da sua saída, a maioria dos sindicatos e associações socioprofissionais do setor, bem como da área da Proteção Civil, manifestam o apreço pelo seu desempenho e apreensão pelo futuro.
Num caso desta magnitude, resta agora aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos e que a Justiça cumpra o seu dever, doa a quem doer. Espera-se que o exemplo faça escola para o futuro.


P.S. – Manda o bom senso que não se proceda a grandes mudanças e reestruturações em situações de instabilidade acrescida. Agir “a quente” quase sempre resulta em asneira. Por mais que seja imperativo fazer mudanças nos serviços de informações (e efetivamente é e já há algum tempo),não é coisa que se faça de forma apressada e no calor do momento.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

#Iscsp #Maltez "Ao homem sábio são mais úteis os seus inimigos do que ao tolo os seus amigos."

Foi meu Professor de Ciência Política, tenho o prazer de o contar como amigo, e de continuar a aprender com ele, nos breves momentos que a agenda e a vida permitem.

Nos últimos anos discordei muitas vezes das opiniões do professor, e não raras vezes me senti na obrigação de lhe ligar para esclarecer pontos de vista, debater e contrapor. Com o Professor Maltez, o confronto de ideias é uma constante, sempre me incentivou a expor os meus argumentos livremente, nem tão pouco me perdoaria se o desrespeitasse com um acenar de cabeça, numa anuência motora que escondesse a negação da mente.
Se há coisa que o irrita é o servilismo que impera nos profissionais da sobrevivência, se há gente que despreza são os que preferem o prato de lentilhas à liberdade de pensamento.

Hoje lança mais um livro, mais um contributo livre para pensadores inquietos, e terei o prazer de testemunhar no lançamento, as presenças de figuras mais e menos conhecidas, da esquerda à direita política, dos negócios corporativos ás artes clássicas, mas sobretudo ex-alunos agradecidos ao homem que os despertou para a liberdade de pensar.

O Professor José Adelino Maltez será sempre uma voz incómoda, acutilante, e imprescindível de escutar por todos aqueles que abraçam o desassossego de olhar para lá da cortina, e ver o que por lá se passa.

Uma razão pela qual a mudança de líder no PS não se justificou.


O que é que António Costa trouxe de novo em detrimento de António José Seguro na liderança do PS, no que a sondagens diz respeito!? Absolutamente nada!! Aqui está uma razão pela qual a mudança de líder no PS não se justificou.

Costa num mar imenso de promessas demagógicas e de puro oportunismo político


Um dos temas que deu à costa foi mesmo Costa e a sua “Agenda para a Década” - moção ao XX Congresso Nacional do PS:

1.      Haverá uma maioria para uma política diferente (deve ser a do despesismo para que lamentemos novamente o regresso da TROIKA).

2.      Romper-se-á com a resignação perante o empobrecimento (como se alguém ou qualquer Governo se resignasse com o empobrecimento das pessoas!!!).

3.      Teremos um impulso de mudança, um caminho diferente (só se for o do abismo a que o socialismo por 3 vezes no conduziu).

4.      Existirá um Partido Socialista forte, ativo e mobilizador (da sua clientela entenda-se).

5.      Não existe dívida pública (pelo que não há necessidade de nos preocuparmos com ela).

6.      Teremos mais salário mínimo (que bom).

7.      Não haverá aumento de impostos (fantástico).

8.      Os salários da administração pública terão uma reposição o mais rápida quanto possível, senão imediata, a par das pensões e reformas (já vão poder ir jantar fora mais vezes).

9.      Haverá mais investimento na economia (do Estado, claro está, a endividar-se).

10.   Haverá crescimento económico (nem Marques Mendes ou a Maia como astrólogos conseguiriam melhor previsão).

É o PS do código genético despesista. É Costa num mar imenso de promessas demagógicas e de puro oportunismo político.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

#Invasion #Ukraine Luke, i am your father....



#Vistosgold Ninguém está acima da justiça

#Invasion #Ukraine Mas que raio de critérios editoriais são estes???

Curioso. Quem assistiu aos telejornais da noite de ontem em Portugal, não obteve qualquer notícia ou informação sobre a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU para discutir a invasão russa do leste da Ucrânia. Mas que raio de critérios editoriais são estes???

#presidenciais #guterres Partido Socialista à deriva na corrida às presidenciais....


Ainda em Outubro comentava com amigos que provavelmente António Guterres não seria o candidato presidencial do PS.
Esta incerteza tem gerado especulação sobre outras personalidades que pudessem garantir um bom resultado ao PS, embora não haja grande esperança numa vitória de um candidato que não o próprio António Guterres.
José Sócrates, Jaime Gama e Manuel Alegre, e mais remotamente Francisco Louçã (numa lógica de agregar toda a Esquerda) são os nomes mais falados nos bastidores do PS.
A questão presidencial foi despoletada pelo PS no âmbito das eleições primárias, com o duplo objectivo de lançar António Guterres e pressionar uma escolha precoce por parte do centro-direita.
Foi uma jogada que teve resultados inesperados, e que remete qualquer outro nome que venha a ser escolhido para a posição de segunda escolha, fragilizando à partida a sua candidatura.
 


#McCain Apela ao envio de ajuda militar "Letal" à Ucrânia, e uma escalada nas sanções económicas...

#Ukraine #Invasion A sombra que ameaça cobrir o Mundo Ocidental



Confirma-se a ocupação russa do leste da Ucrânia. O mundo é a partir de hoje um lugar bem mais perigoso, sobretudo para uma Europa alheada e cada vez mais dividida internamente, sem poder recuar no apoio ao novo regime em Kiev, e sem vontade nem capacidade para apoiar militarmente a Ucrânia. A História conta-nos que os grandes líderes só aparecem nos momentos mais críticos, mas por uma vez gostava que surgissem mais cedo, a tempo de evitar uma catástrofe de proporções inimagináveis. Somos mais uma vez forçados a olhar para Ocidente, para os EUA, com um vislumbre de esperança, que das próximas eleições surja um Líder que consiga agregar as potências ocidentais em volta de uma estratégia consertada e determinada, não contra a Rússia, mas a favor da soberania da Ucrânia.

Felizmente imperou o bom senso…



A pretensão de restringir as capacidades de intercepção de comunicações, atribuindo o seu monopólio à Polícia Judiciária, não só representaria um retrocesso legislativo de décadas como tornaria a investigação criminal num processo (ainda) mais moroso e custoso.
Só falta mesmo alargar essas capacidades aos Serviços de Informações, no âmbito das suas competências e atribuições.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Para os que acreditam que a monarquia ainda une alguma coisa....

Especialmente para os que ainda acreditam que a monarquia em Espanha ainda une alguma coisa.

80% dos votantes da Catalunha defenderam a independência (Lê mais aqui)




Podes ler mais sobre este assunto (Aqui)

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A CRESAP serve para quê mesmo?!


Ao ler esta notícia, a primeira pergunta que me vem à cabeça é: por que carga d’água se vão contratar empresas para seleccionar os gestores dos fundos?

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Nexo de causalidade



Reação: Portugal coloca 1.000 milhões de euros de dívida e paga juros mais altos a três meses.

Começam cedo as inaugurações - Novo Aquashow de Lisboa

Tenho ouvido de tudo, que a culpa é da baixa ter sido construída sobre estacas, das nuvens terem estado muito baixas, do Instituto Português de Meteorologia, do Seguro, das marés, do Governo e até da inevitabilidade histórica... É que já acontece há séculos. 


(Foto retirada em Cabo Ruivo... longe das estacas que suportam a baixa de Lisboa)

Mas a verdade é que noutros concelhos, com outros presidentes, inundações que ocorriam todos os anos foram resolvidas. Oeiras é um caso emblemático, em particular em Cruz Quebrada e Algés.

Mas a culpa não é do  António Costa, não, claro que não, ele é presidente da Câmara de Lisboa há apenas 7 anos... e em 2010 foi avisado (Lê mais aqui).

Fica pelo menos a atração turística... O novo Aquashow de Lisboa:






quinta-feira, 9 de outubro de 2014

5 razões para não se reeleger a #Dilma (retirado da revista Forbes) #PT #Aecio #PSDB #Brasil2014




  1. O Brasil não cresceu tudo o que podia ter crescido durante o governo da Dilma;
  2. A Dilma tem prejudicado bastante a maior empresa publica brasileira, o gigante petrolífero PetroBras;
  3. É questionável que a abordagem de manter uma  inflação elevada preserve postos de trabalho;
  4. A dívida pública brasileira continua a aumentar e as poupanças nacionais continuam em baixo;
  5. A Dilma não implementou as mudanças necessárias para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres.
Uma tradução livre retirada do artigo da Forbes (lê mais aqui)



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

#CDS #PS Nos partidos políticos é muito difícil afirmar princípios contra a corrente



1 ano depois das eleições autárquicas, o CDS Oeiras continua a sofrer as consequências da crise que viveu durante esse processo de escolha dos candidatos. A deputada municipal em Oeiras, Isabel Sande e Castro, foi suspensa a 29 de Agosto por seis anos pelo conselho de jurisdição do CDS-PP.

Não sou propriamente um admirador da conduta política da Isabel Sande e Castro, nomeadamente pela forma como geriu o posicionamento político do CDS em Oeiras durante anos.
Mas neste caso teve toda a razão em não compactuar com a redução do CDS Oeiras a um partido "barriga de aluguer", que se deixou seduzir pelo oportunismo político de recuperar um apelido sonante.

Paulo Freitas do Amaral que em 2009 venceu uma junta de freguesia pelo PS, rapidamente deu criou problemas nessa mesma junta, e acabou por perder a confiança política do PS. Criou assim um Movimento Independente (MOV), espalhou propaganda anti-partidária, apresentou candidatos desse movimento aos oeirenses,tentando sem sucesso disputar o eleitorado descontente aos partidos de esquerda, com o objectivo de ser eleito vereador nas autárquicas de 2013. O iminente fracasso eleitoral do MOV precipitou a decisão ingressar nas listas do CDS contra a vontade dos seus apoiantes, provocando a extinção do mesmo movimento, e acabando por abandoná-los à sua sorte.

UFF! Custou a ler não foi? Acreditem que foi muito mais penoso assistir a este espectáculo no meu Concelho.

O trajecto político do  primo irmão de Diogo Freitas do Amaral tem sido tudo menos enfadonho.
PFA inaugurou em Oeiras um modelo de afirmação política que canibaliza os partidos com quem se envolve, servindo-se das sua marcas e do seu eleitorado tradicional para ganhar protagonismo, pulverizando as estruturas locais. Espero que não inspire outros a irem na mesma conversa, em futuros processos autárquicos....



O PS teve uma estrutura capaz de resistir a este tipo de estratégias, já o CDS não teve a mesma sorte.
O CDS nunca teve implantação em Oeiras, foi sempre um partido residual, e Isabel Sande e Castro também tem responsabilidades nessa matéria. Mas quando o aparelho central do CDS decidiu "sacrificar" o CDS Oeiras, para permitir uma efémera reaproximação com o fundador que Paulo Portas mandou retirar das paredes do Caldas, foi a gota de água para Isabel Sande e Castro.

Isabel Sande e Castro liderou um grupo de 11 centristas que se retiraram das listas por não concordarem com a candidatura de PFA. E fez bem, porque na política não pode valer tudo, embora a ex-líder do CDS Oeiras só tenha descoberto esta forma de estar quando foi confrontada com um projecto que a remetia para o "vazio político". Pagou agora o preço de lutar contra a corrente, quando desperdiçou diversas oportunidade de afirmação de um verdadeiro projecto político centrista



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Depois da Praia do Torel o #Costa decide meter água no concelho todo




Depois do presidente da Junta de Santo António (Vasco Morgado) ter criado a praia do Torel (lê mais aqui), o António Costa decidiu alargar o conceito a todo o concelho (Lê mais aqui).



Mau tempo em Alcântara (fotos cedidas pelo leitor Tiago Ferreira)
(Foto retirada daqui)


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Se há uma conclusão óbvia do que se passa na Escócia e na Catalunha é que o tempo dos reis e das rainhas acabou...


Já tive a oportunidade de comentar esta coisa da Monarquia e da República aqui e aqui

Aliás para os mais acérrimos defensores do direito hereditário a poderes do Estado, comentei ainda aqui...

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Vai p’raí alguma comoção, sobretudo no meio académico, a propósito da nomeação de Carlos Moedas para Comissário Europeu da Investigação, Ciência e Inovação. Alegam alguns investigadores e professores que o facto de não lhe serem reconhecidas credenciais na área científica (o que quer que isso signifique) lhe retira legitimidade para o exercício destas funções.
Esta posição, para além de revelar alguma arrogância intelectual e despeito ab initio (exemplificativos do regime endogâmico e paroquial que se vive há muitos anos na academia portuguesa), pode virar-se contra estes mesmos “representantes do meio académico”. Virando o tabuleiro ao contrário, poderemos então dizer que um académico, que nunca tenha feito outra coisa na vida que não investigar ou dar aulas, não serve para desempenhar qualquer outro tipo de funções. Adriano Moreira nunca teria saído da universidade, Sampaio da Nóvoa nunca se poderá candidatar a Presidente da República, e por aí adiante.
Em suma, e seguindo esta linha de raciocínio, nunca um académico poderia sair da academia para exercer outras funções, nem um não académico poderia entrar na dita para partilhar o seu conhecimento eventualmente mais empírico. Teríamos portanto a academia como um universo autónomo e estanque a que só uns quantos eleitos (ou cooptados?) poderiam aceder.
Quer-me parecer que este raciocínio viola desde logo um dos princípios basilares que devem nortear a postura da verdadeira Academia (assim mesmo, com maiúscula): a democraticidade do Conhecimento e, corolariamente, a diversidade das suas fontes.
Por outro lado, achar que para o desempenho de um cargo como este é imprescindível a experiência na área da investigação científica parece-me um verdadeiro erro de palmatória e revelador de alguma ignorância acerca do mundo real. Para um cargo de gestão de topo, como este, é antes de tudo fundamental a detenção de vastas competências de gestão e experiência política, coisa que no caso vertente até nem me parece que falte.