quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Bem prega Frei Tomás…





Qualquer cidadão, por mais distraído que seja, se recorda dos estertores finais do Governo de José Sócrates (agora elevado à condição de analista político), especialmente da frenética cavalgada das taxas de juro incorridas na emissão de dívida pública. Temos bem presente o limite psicológico de 7% defendido por Teixeira dos Santos e várias vezes ultrapassado, graças à teimosia de um Sócrates irredutível (até chocar de frente com a realidade). Temos, infelizmente, bem presentes as agruras que todos passámos para ultrapassar este período negro da nossa história coletiva recente.
Ora, durante a referida cavalgada imparável das taxas de juro, nem uma palavrinha de condenação se ouviu do atual líder socialista. Nada. Nem uma nota de rodapé num qualquer jornal regional.
Surpreendentemente, ontem S. Exa. parece finalmente ter despertado para esta questão e vem agora dizer que a taxa de juro obtida na última emissão de dívida a 10 anos é “insuportável”. Quase três anos depois acordou.
Do mesmo calibre desmemoriado são as declarações do camarada Alegre, a propósito da expulsão de António Capucho do PSD. Aparentemente o senhor do par de Purdeys sente-se incomodado com esta expulsão. Curiosamente, nada disse quando no PS se fez o mesmo mas às dezenas de uma vez.
Constata-se, portanto, que a perda de memória é um flagelo que afeta boa parte da rapaziada mais afeta ao ideário político-partidário instalado ali p’rós lados do Largo do Rato.
Seria eventualmente de considerar a distribuição gratuita de RbAp48, aquando do ato de filiação.