quinta-feira, 6 de março de 2014

António Costa na mira do Tribunal Constitucional



Ontem o Bloco de Esquerda abandonou o parlamento, porque o PM se recusou a responder aos insultos que lhe eram lançados por Catarina Martins. Um escândalo que abriu telejornais.

Hoje o candidato a Primeiro-Ministro António Costa foi obrigado pelo Tribunal Constitucional a revelar um relatório sobre as obras em Lisboa. Recorde-se que a razão invocada em Julho de 2013 foi que o relatório " "abre caminho a que todas as decisões políticas e documentos que as corporizem fiquem sujeitas ao escrutínio público e, eventualmente, judicial, o que irá conduzir, inevitavelmente, à diminuição/perda da autonomia que deve caracterizar o exercício do poder político".

Então se bem percebi, o relatório não foi divulgado porque punha em causa as decisões tomadas, porque era um perigo se as pessoas soubessem o que se passou, até podiam haver consequências judiciais, e alguém podia ir parar à cadeia.
Mas isto não é um escândalo. Não abre telejornais. Quase não foi notícia.
Politicamente, o único vereador da oposição que vi chamar a atenção para este assunto foi o António Prôa, do PSD.
Onde está a indignação do  PCP? Não é o vereador e eurodeputado João Ferreira, o mesmo que agora encabeça a lista da CDU ao Parlamento Europeu?

Gostava que alguém perguntasse ao PCP porque é que se demitiu do papel de oposição a António Costa em Lisboa.

Foi intencional? Foi incompetência?
Ou foi o PCP escolher um candidato e empossar um vereador que, por força das suas outras funções no Parlamento Europeu, lhe é materialmente impossível representar os seus eleitores em Lisboa.

O PCP, ao voltar a insistir no erro, mantendo um vereador "fantasma", e recandidato a eurodeputado, confirma o abandono dos eleitores que lhe confiaram o seu voto em Lisboa.
O mestre Cunhal deve dar voltas de raiva no espeto do purgatório.