quarta-feira, 23 de abril de 2014

O que leva alguém a votar num candidato ou num partido?



Será uma questão de ideologia?

Quantos já não se questionaram sobre o que distingue ideologicamente o PS, do PSD e do CDS? O que distingue estas forças políticas quando estão no poder? Há mudanças radicais, ou só de discurso?

Depois do que aconteceu em França com Hollande (ver aqui) poucos ainda acreditarão numa "mudança" de políticas. Então o que levará alguém a votar num candidato? Será a extensa lista de ideias e programas que apresentam nas campanhas? Será pela ideologia apresentada nos estatutos de cada força política? Será por gostarem muito do Seguro ou do Passos?

Provavelmente, a principal razão estará muito mais associada ao sentimento gerado pelo estado da conta bancária ao fim do mês, ou da situação do familiar reformado, do que a qualquer outra coisa. 

Mas então o que se pode fazer? 

Se temos de implementar medidas de austeridade e se isto terá impacto direto na intenção de voto, valerá a pena fazer campanha?

Se é certo que a ideologia vale cada vez menos aos olhos de quem vota, a busca pelo "Santo Graal" do Marketing Político, que é a razão por trás da tomada de decisão, tem levado as candidaturas a procurar serviços cada vez mais profissionais para a análise do eleitorado, em particular na área da neuro-ciência. (Ver aqui)

Já não há espaço para achismos na comunicação política.

As Candidaturas deixam cada vez mais o amadorismo de lado e isso nota-se em alguns detalhes... 




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Pessoalmente não acredito em coincidências, até porque não deixa de ser estranho utilizar-se o termo "Mudança" nas Europeias...



Por outras palavras, a esta altura do campeonato alguém já terá dito ao Seguro que para ganhar as próximas eleições legislativas precisa de falar pouco e quando falar, falar de "Mudança". 

O descontentamento e o sentimento de repulsa gerado pelas dificuldades económicas são de tal ordem que não será necessário falar muito, apenas garantir a mudança, mesmo que ninguém saiba muito bem para o quê, e que todos suspeitem que Seguro estará para Portugal como Hollande esteve para França.