quarta-feira, 28 de maio de 2014

António Costa assume o risco... #Costa #PS #Seguro



Confesso que fui apanhado de surpresa com as declarações do António Costa. Sem dúvida que é uma atitude de elevado risco, seja porque não está nas mãos dele a convocação de um congresso extraordinário e respetiva eleição direta do líder, mas também porque fica fragilizado na Câmara Municipal. É que afinal de contas ele foi eleito há apenas  8 meses.


A verdade é que se isto correr bem e se não se queimar muito por liderar este golpe palaciano, pode chegar a Primeiro Ministro. 



Mas e se correr mal? 



Como vai encarar a Câmara? Com 3 anos e 4 meses de mandato pela frente, volta à Câmara? Marca eleições antecipadas? 








Vai finalmente começar a tapar buracos como recomenda o João Soares?






E dentro do PS? 


Se não conseguir concorrer à liderança e o Seguro perder as Legislativas, vai partilhar a culpa?



Parece-me uma atitude um pouco estranha após uma vitória eleitoral. 



Não me lembro de nenhum caso destes, em que se ganha as eleições e o partido exige a demissão do líder.



O que levaria António Costa a arriscar tudo para comprar esta guerra? Será que se irritou com alguma coisa? Será que soube de algum compromisso com o Guterres para as Presidenciais? 



É sabido que o seu nome era falado como potencial candidato às presidenciais, aliás o único nome que pelas sondagens poderia fazer frente ao Marcelo Rebelo de Sousa.



A brincar a brincar, o PS com isto arrisca-se a limpar do mapa dois líderes, o Seguro e o próprio Costa.