segunda-feira, 23 de junho de 2014

Justiça divina

Imagem retirada daqui.


Durante muito tempo (anos talvez), fomo-nos habituando a assistir a calorosas disputas internas no PSD. Em boa verdade, o único período alargado de estabilidade interna (por força das circunstâncias) que este partido conheceu foi durante o governo de Cavaco. De aí em diante, com maior ou menor fulgor, com maior ou menor assertividade, estando no governo ou na oposição, sempre se registou um considerável debate interno que não poucas vezes resultou em disputas efetivas pelo poder.
Em resultado disso, e durante todos estes processos, sempre nos habituamos a que no PS se referissem ao PSD como “saco de gatos” (entre outros epítetos bem menos abonatórios) e que, por força destas disputas internas, este partido nunca teria condições de governar.
Pois bem, olhando para a atual situação do PS, apraz-me dizer que efetivamente “Deus escreve direito por linhas tortas”. O que assistimos atualmente é mais do que uma simples disputa interna, é um combate fratricida sem quartel, onde se ultrapassaram já as barreiras da civilidade, quer pelos militantes mais ou menos anónimos, quer pelas elites dirigentes.
É isto que queremos a governar o País?!