segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Em lume brando (novamente)… até quando?




Mais de dois anos depois, a situação descrita na altura não só se manteve como se agravou profundamente, levando a que os Bombeiros trouxessem para a rua a sua indignação. As condições de trabalho a que estes homens estão hoje sujeitos, nomeadamente no que se refere a falta de efetivos e equipamentos adequados, não encontram comparação na história recente.

Num cenário inédito mas revelador do atual nível de desespero, as chefias do RSB enviaram uma missiva ao Presidente da CML manifestando a sua profunda preocupação com um conjunto alargado de assuntos:
- A deslocação do Centro de Comando, na sequência da venda do imóvel junto ao C.C. Colombo, e as potenciais implicações em termos de operacionalidade;
- O severo desinvestimento no setor da informática, cujos sistemas levantam o receio de colapso;
- A implementação do modelo de Postos de Socorro Avançados sem acautelar as necessárias condições operacionais;
- A grave escassez de recursos humanos e ausência de promoções;
- A falta de equipamentos de combate e proteção contra incêndios;
- A falta de manutenção dos veículos de socorro;
- A degradação generalizada das infraestruturas existentes.

Da CML, a reação é a de sacudir a água do capote, algo que já vem sendo habitual, atribuindo as responsabilidades ao Governo. No entanto, para os Bombeiros e para os Lisboetas, este é um assunto que não pode servir de arma de arremesso político e que carece de resposta urgente.

As condições materiais para o correto desempenho das atividades destes profissionais e, concomitantemente, a segurança da população de Lisboa não podem ser eternamente relegadas para segundo plano.

Nestas matérias, o princípio deve ser sempre o de estar devidamente preparado para o que possa acontecer e não confiar na sorte para que nada de mal aconteça.