terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Em Portugal os poderosos ficam sempre impunes #Justiça

Havia uma esquerda em Portugal que durante anos empunhou a bandeira da impunidade dos poderosos da política e da banca. 

Era um argumento fácil e que à falta de exemplos desarmava qualquer tentativa de defesa da justiça. 

Tão simples e fácil que rapidamente se tornou tema de campanha de todo o espectro político. 

Tão simples e fácil que poucos se lembraram que se tratava de um tema que pouco ou nenhum impacto tinha no resultado eleitoral.

Quantos e quantos arautos da moralidade, da esquerda à direita, do BE ao PP, passando pelo PSD e PS gritavam a defesa da justiça e se vangloriavam com as suspeitas e notícias que iam recaindo sobre opositores políticos e até mesmo colegas de bancada...

Quantos destes não estão agora em casa à espera que lhe batam à porta?

Quantos destes não gritam agora pelos direitos humanos?     

É que até parece que para alguns a justiça só é boa quando se aplica aos outros...



Não quero fazer juízo sobre as personalidades que estão na imagem que retirei do Jornal i de hoje. Todas são presumíveis inocentes até ao transito em julgado, mas não deixa de ser ridícula a forma como muitos têm criticado o funcionamento da justiça.

O caso do livro recusado a Sócrates é exemplo disso, se a Lei  é para ser cumprida, Lei que ele assinou e que até agora foi aplicada a todos os presos, não entendo a razão de tanta excitação. 
É por ser ele?

Querem maior exemplo de  injustiça no tratamento dos poderosos em Portugal? Fala-se de mudar uma Lei por causa do que aconteceu com o Livro recusado a Sócrates. Uma Lei que até agora ninguém tinha contestado, nenhum dos presos até ao momento tinha sido digno de tamanha manifestação pública.

Pessoalmente acho muito mau para o país se o Sócrates for culpado, pelo que espero sinceramente que ele seja inocente, mas se não for, faça-se justiça. 

Para além do mais não vai ser a prisão de Sócrates que vai dar a vitória ou a derrota ao PSD, mas sobre isto já falei noutro post (lê mais aqui).

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

#SLB Ontem ganhámos "À Porto!"



Uma ideia para a Teresa Leal Coelho

É a oitava greve do metro.... a oitava. (vê mais aqui)

Palavra que não compreendo estes "organismos sindicais". Convocam greves para defender o serviço público, o mesmo serviço publico que hoje se recusam a prestar pela 8ª vez este ano, sim este ano.

8 dias de ordenado que os trabalhadores do metro não recebem, 8 dias que as estradas são invadidas por mais carros, 8 dias de atrasos a chegar ao trabalho, para quê?

O mais vergonhoso nisto é que os "organismos sindicais" sabem que não vão conseguir nada, a não ser ganhar mais um dia livre para compras de Natal.

Para além desta ideia de "defesa do serviço público" (lê mais aqui) ser um conceito vago e difuso onde tudo cabe, até as compras de Natal.

Todos somos contra a intervenção da TROIKA, todos somos contra a austeridade. Ninguém gosta de receber menos ao fim do mês, ninguém tira prazer em apertar o cinto, mas não nos podemos esquecer que houve uma razão para isto acontecer... 

Até porque não acredito que o PS tenha pedido a intervenção da TROIKA por prazer, mas por falta de alternativa...(lê mais aqui).



Estranho que a Teresa Leal Coelho ainda não tenha exigido a declaração de interesses aos sindicalistas, é que talvez aqui se encontre uma relação com significado estatístico entre o interesse dos partidos onde militam e a convocação de greves... 

Não acredito que a Teresa Leal Coelho perca o seu tempo com este blogue, mas pelo sim pelo não faço aqui uma declaração de interesses.

Não defendo a declaração de interesses de sindicalistas, uma vez que acredito que uma ideia idiota é sempre uma ideia idiota, seja ela aplicada a deputados ou a sindicalistas.


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

As patetices do #Soares... Afinal o Costa até nem esteve mal.

Os recentes comentários do Mário Soares têm sido cada tiro cada melro, afinal a idade já vai pesando e nota-se cada vez mais. 

Não sei o que será mais cruel para quem já foi Presidente da Republica, se não lhe darem mais palco ou permitirem-lhe o ridículo sempre que sobe ao palco.

A atitude mais humana é certamente privarem-no do vexame da patetice (lê aqui uma delas)...

Por isso há que reconhecer que o Costa não esteve mal ao evitar que ele falasse no último congresso. Nem que seja pelo que ele representou no desenvolvimento da democracia em Portugal.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Sempre encarei a Política (assim mesmo, com maiúscula) como a atividade mais nobre e que, por isso mesmo deveria ser enaltecida e desempenhada com a maior elevação. Bem sei que abundam os maus exemplos, como em qualquer outro setor. No entanto, acredito que a maioria daqueles que abraçam esta atividade o fazem com o melhor espírito de serviço público. Basta lembrarmo-nos dos milhares de cidadãos que a troco de quase nada participam em Assembleias e Juntas de Freguesia, por exemplo.

Por isso mesmo, sempre abominei políticos carroceiros e que não hesitam em enlamear todos à sua volta, a bem da sua mesquinha agenda. Não é aceitável que se ande continuamente a acusar tudo e todos de forma abstrata.

Se tem acusações a fazer, que as faça nas instâncias certas. Caso contrário, trata-se apenas mais uma palhaçada a juntar a tantas outras.

Se é certo que “uma andorinha não faz a Primavera”, um palhaço na rua também não faz da cidade um circo. No entanto, o lugar do palhaço é efetivamente o circo.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O combate deste #PS é contra a Esquerda



No Congresso do PS foi assumida a opção de levar o Partido para a Esquerda, abandonando o centro, não para se aproximar das correntes que ocupam esse espaço, mas sim para esmagá-las.
Até se compreende do ponto de vista táctico esta opção, para evitar o crescimento de mais partidos que lhe disputem o espaço, absorvendo os restos do Bloco de Esquerda e "secando" o novo partido de Marinho e Pinto.
Por esta razão é natural que tenham sido afastados os políticos moderados, alinhados com a anterior direcção, e que Francisco Assis tenha dado a cara pelos mesmos, assumindo o papel de reserva estratégica.
Falando agora de estratégia, pergunto-me se o PSD terá a inteligência de perceber que o afastamento do PS de um possível bloco central não é um perigo, mas sim uma oportunidade de reconciliar o Partido com o centro moderado, porque ainda há tempo para isso.
Foi um fim de semana de facas longas (sobretudo aquelas que cortaram o pio a todos os que pensavam falar em José Sócrates no Congresso), temperado por uma comunicação social tão amestrada que já se refere aos partidos da coligação, como os partidos da oposição.
O país dirá de sua justiça, a seu tempo.