terça-feira, 2 de dezembro de 2014


Sempre encarei a Política (assim mesmo, com maiúscula) como a atividade mais nobre e que, por isso mesmo deveria ser enaltecida e desempenhada com a maior elevação. Bem sei que abundam os maus exemplos, como em qualquer outro setor. No entanto, acredito que a maioria daqueles que abraçam esta atividade o fazem com o melhor espírito de serviço público. Basta lembrarmo-nos dos milhares de cidadãos que a troco de quase nada participam em Assembleias e Juntas de Freguesia, por exemplo.

Por isso mesmo, sempre abominei políticos carroceiros e que não hesitam em enlamear todos à sua volta, a bem da sua mesquinha agenda. Não é aceitável que se ande continuamente a acusar tudo e todos de forma abstrata.

Se tem acusações a fazer, que as faça nas instâncias certas. Caso contrário, trata-se apenas mais uma palhaçada a juntar a tantas outras.

Se é certo que “uma andorinha não faz a Primavera”, um palhaço na rua também não faz da cidade um circo. No entanto, o lugar do palhaço é efetivamente o circo.