segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O combate deste #PS é contra a Esquerda



No Congresso do PS foi assumida a opção de levar o Partido para a Esquerda, abandonando o centro, não para se aproximar das correntes que ocupam esse espaço, mas sim para esmagá-las.
Até se compreende do ponto de vista táctico esta opção, para evitar o crescimento de mais partidos que lhe disputem o espaço, absorvendo os restos do Bloco de Esquerda e "secando" o novo partido de Marinho e Pinto.
Por esta razão é natural que tenham sido afastados os políticos moderados, alinhados com a anterior direcção, e que Francisco Assis tenha dado a cara pelos mesmos, assumindo o papel de reserva estratégica.
Falando agora de estratégia, pergunto-me se o PSD terá a inteligência de perceber que o afastamento do PS de um possível bloco central não é um perigo, mas sim uma oportunidade de reconciliar o Partido com o centro moderado, porque ainda há tempo para isso.
Foi um fim de semana de facas longas (sobretudo aquelas que cortaram o pio a todos os que pensavam falar em José Sócrates no Congresso), temperado por uma comunicação social tão amestrada que já se refere aos partidos da coligação, como os partidos da oposição.
O país dirá de sua justiça, a seu tempo.