segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

#Liberdade e #Democracia

É verdade.

É verdade que o ocidente não atuou da melhor forma no médio oriente.

É verdade que a primavera árabe abriu a porta ao fundamentalismo. O que se pensou ser a abertura de ditaduras à democracia, permitiu o fortalecimento de grupos radicais que tiraram partido da fragilidade de estados que nunca tinham vivido em democracia.

Tudo isto é verdade. E agora?

Perante o que passou na líbia com a execução de Egípcios (lê mais aqui),  o que se tem passado no Síria e no Iraque com a opressão das populações (lê mais aqui), o que já acontece na Europa com os atentados de Paris e Copenhaga (lê mais aqui e aqui). E agora?


Imagem retirada de twitter de @rConflictNews

Podemos fazer uma extensa análise sobre os culpados, se o ocidente fez bem em apoiar a primavera árabe (onde a ideia principal era acabar com ditaduras). Podemos fazer congressos, chamar analistas para debater, fazer séries de televisão e escrever enciclopédias sobre as causas e erros, há tanto para falar sobre o passado (já escrevi sobre isto aqui).

Mas isto não apaga o que já está a acontecer. E os erros de quem interveio no passado não desresponsabiliza a ação de uma organização, sectária, intolerante e que apenas professa a morte.

O surgimento do Nazismo na Alemanha também é imputado à forma como os alemães foram tratados no Tratado de Versalhes, à crise e à miséria. Mas também à incúria do ocidente que perante os alertas, da Guerra Civil espanhola e à inoperância da Sociedade das Nações, nada fizeram até a guerra ser inevitável. E aí sim resolveram o problema.

Fica aqui o ponto de situação no Iraque e na Síria.


Imagem retirada de twitter de @rConflictNews


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