sexta-feira, 8 de maio de 2015

O código de conduta editorial para eleições?





A Plataforma dos Media Privados propôs esta semana a criação de um código de conduta editorial para eleições. A ideia é retirar poderes à CNE abrindo a porta ao tratamento diferenciado de candidaturas e à liberdade editorial total dos media. É assim que se apresenta uma proposta que pugna "defender" a liberdade de imprensa, o Estado de Direito Democrático e, em última análise, o próprio interesse pessoal de cada cidadão. Agradecendo o esforço, devo confessar, no entanto e a título de desabafo, que não me sinto nada considerado. Fala-se, assim, da Plataforma dos Media Privados, não como uma plataforma lobista representante de um conglomerado de grupos económicos com interesses próprios, transversais a toda a economia portuguesa, mas como se tratasse de um bando de passarinhos que a albarda do poder político teima em condicionar. Na realidade a inexistência de uma verdadeira autoridade reguladora da comunicação social dá nisto. Uma linha editorial da opinião publicada que, de um modo geral, reflete os interesses dos agentes económicos envolvidos, alguém tem de pagar o salário à comunidade jornalística. Agendas de índole nebulosa que instrumentalizam a opinião pública, gerem subjetivamente a informação disponível e, indiretamente, condicionam os exercícios eleitorais da República. Um serviço de televisão degradante cujo objetivo só se pode colocar ao nível do embrutecimento das audiências. Apenas uma referência concreta ao programa da SIC, ÍDOLOS, cuja estratégia de conquista de audiências passa, para além da promoção da "cana rachada", pela ridicularização vil e mesquinha de adolescentes iludidos pela concretização de um sonho. Para isto a passarada da Plataforma dos Media Privados não defende um código de conduta!

 
 
A este propósito, “Vou aos Pássaros”: Havia um maluco que dizia que já estava bom e o diretor lá da casa onde ele estava mandou-o chamar para ver se ele estava mesmo bom! Chamou-o:
— Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
— Ah! Eu, quando chegar lá fora, compro uma fisga e vou aos pássaros!
— Pssst: Lá pra dentro, que isso não é para andar na rua!
Chamou-o uma porção de vezes e ele dizia sempre a mesma coisa! Até que chamou-o um dia:
— Bom, você vai-se embora e o que é que vai fazer quando chegar lá fora?
— Bem, eu, quando chegar lá fora vou arranjar uma mulher!
— Sim senhor, assim é que é! Começar a vida! Atão e depois, o que é que faz?
— Depois vou despi-la!
— Sim, senhor, muito bem! E depois? — O Diretor já estava a ficar enrolado!
— Depois tiro-lhe a camisa!
— Sim, sim, sim, sim, sim, sim! E depois? E que mais?
— Depois tiro-lhe as calças!
— Ah! Muito bem! E que mais?
— Depois tiro-lhe o soutien!
— Muito bem! E que mais?
— Depois tiro-lhe as cuecas!
— Sim, senhor! E que mais?
— Depois tiro-lhe as meias!
— E que mais? E que mais?
— Depois tiro-lhe as ligas, faço uma fisga e vou aos pássaros!