segunda-feira, 20 de julho de 2015

Foi-vos dada a opção entre a desonra e a guerra. Escolheram a desonra e terão a guerra


Periodicamente ao longo da história deparamo-nos com figuras e movimentos que representam um retrocesso civilizacional. Movimentos assentes naquele que é o lado mais negro do Ser Humano, o sectarismo, a intolerância e a injustiça.

A história do mundo está carregada destes períodos, basta olhar para o Século XX, Século dos totalitarismos, do Nazismo e das perseguições étnicas no Ruanda e na Bósnia. Estas três situações em particular partilharam da mesma inação, do mesmo assobiar para o lado da comunidade internacional, que optou pelo caminho mais simples, o caminho com menos contestação interna nos seus países, o caminho que evitava a intervenção, que evitava a guerra, que vendia a alma em troca da paz.

Deu no que deu... Milhões de mortos e três manchas na evolução humana.

Atualmente, a Europa começa a ter muita dificuldade em assobiar para o lado. E torna-se cada vez mais difícil esconder este problema global que se autoproclama como Estado Islâmico.

Para além das questões de segurança (já escrevi sobre isto aqui e aqui), dos assassinatos e atentados contra inocentes, turistas, jornalistas e todos o que diferem da sua forma de pensar ou agir

Para além da questão humanitária (lê mais aqui e aqui), dos deslocados e refugiados que diariamente põe a sua vida e das suas famílias em risco para fugir para a segurança na Europa...

Para além da ameaça cultural e da destruição de património mundial (já escrevi sobre isto aqui)

Este é um problema civilizacional que afeta o mundo todo e não será um muro que o irá resolver.



Raramente olhar para o lado faz com que um problema desapareça e a escolha do caminho mais fácil pouco mais faz do que adiar o inevitável.

Talvez, por isso, hoje valha a pena relembrar a frase que Churchill proferiu em 1938, aquando da tentativa de viabilização de uma solução pacífica com Hitler, por parte do então PM do Reino Unido, Chamberlain.

"Foi-vos dada a opção entre a desonra e a guerra. Escolheram a desonra e terão a guerra"


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Isto ainda vai acabar com o Barroso a convidar o Tsipras para o clube de Bilderberg

Não vale a pena bater muito na Grécia nem nos gregos, afinal de contas seguem o caminho que escolheram democraticamente e espera-os um período muito difícil. 

Mas não deixa de ser muito divertido ver a esquerda a não saber sequer o que dizer...


#ouvidonoelevador "o conto de crianças rapidamente virou pesadelo"

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O Fidel e o Che Guevara gregos

Os comentários que se lêem sobre o Tsipras e o Varoufakys fazem lembrar a visão romântica que se criou de Fidel e o Cheguevara no século passado.

Ficam algumas semelhanças:


  1. Ambas as duplas acreditavam ser os libertadores dos oprimidos, que se opunham à opressão do grande capital... 
  1. A maioria do povo cubano apoiou Fidel após décadas de deboche governativo
  2. A maioria do povo grego apoiou Tsipras após decadas de deboche governativo
  1. Fidel ficou a governar sozinho depois do grande capital ter feito desaparecer Che Guevara 
  2. Tsipras fica a governar sozinho depois do grande capital ter forçado o afastamento de Varoufakis
  1. O Fidel era próximo dos Soviéticos e de Kruschev
  2. Tsifras é próximo dos Russos e de Putin
  1. Em cuba não há bancos
  2. Na Grécia os bancos estão a acabar


Flic-flac encarpado à retaguarda, com pirueta de saída.




O mesmo autor, a mesma Grécia, seis meses depois.

domingo, 5 de julho de 2015

Hoje a terra natal de Pirro deu a vitória a Tsipras

#premonição "o resultado eleitoral das próximas Legislativas é decidido esta semana"

A força de um bom soundbite


  • Filas para levantar dinheiro nos multibancos
  • Bancos forçados a fechar
  • Prateleiras vazias nos supermercados
  • Idosos sem pensões a desesperar à porta dos bancos
  • 50 mil reservas de turistas canceladas diariamente
  • Padarias a oferecer pão gratuitamente para combater a fome entre os mais velhos e reformados...


Um país a falir... 

No meio deste drama há uma afirmação, um soundbite, que vai ecoar na cabeça dos reformados portugueses até às legislativas:

"A vitória do Syriza é um sinal de mudança que dá força para seguir a mesma linha
António Costa, 25 de Janeiro de 2015



Ναι στην Ευρώπη