quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A Europa só é Europa para a alta finança.

Gosto de acreditar que o humanismo é um dos princípios da Europa. Por isso, nem considero discutível a questão dos refugiados. 

Obviamente que a Europa deve e vai receber os refugiados.

No entanto, acolher os refugiados mitiga a dor e sofrimento de quem foge de um regime cruel e inumano, do auto-proclamado estado islâmico, mas não resolve mais do que isso. A Europa está sob ameaça, a humanidade está sob a ameaça de um grupo de ignorantes extremistas.



No passado a Europa já esteve muitas vezes sob ameaça de grupos extremistas, que provocaram milhões de refugiados. Nessa altura, houve quem olhasse para o lado, tentasse acordos, até houve quem quisesse ceder parte da Europa para acalmar os loucos.

Sim, em 1938 o Chamberlain acreditou que seria possível evitar uma nova guerra entre a Alemanha e o Reino Unido e assinou o acordo de Munique, que dava aos nazis o controlo da Checoslováquia. Seria a "paz dos nossos tempos".  Resultado? Não houve apaziguamento nenhum, um louco é um louco, um extremista é um extremista.

Sobre este acordo o Churchill  comentou "Entre a desonra e a guerra, escolheste a desonra, e terás a guerra", dito e feito, há momentos em que não há alternativa, momentos em que a única resposta à inumanidade de um regime extremista se dá com tanques.

Tristes são estes tempos da Europa em que para além do populismo à volta dos refugiados, ninguém tem a coragem de assumir que a resposta militar que se impõe tem de ser Europeia e não da França, do Reino Unido ou da Alemanha. 

Felizmente que do outro lado do mundo há países que vêm em nosso socorro quando a Europa fica sob ameaça... (Austrália junta-se aos ataques aéreos contra o Estado Islâmico)