segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Com o País não se brinca às políticas


Os portugueses sufragaram a política prosseguida pelo Governo de direita e deu-lhe uma maioria, que apesar de não absoluta, revelou o sentido do voto do povo português. O sentido de que a coligação é merecedora de prosseguir com o seu programa de governo e merecedora de crédito face ao mandato anterior. O povo português quer dar a oportunidade à direita de governar num cenário de maior estabilidade financeira e orçamental, coisa que não foi possível pelas razões que conhecemos no mandato anterior. Mas o que quer o Partido Socialista face aos resultados eleitorais? Surgir, uma vez mais como abutre procurando governar oportunisticamente num ambiente mais estável economicamente, onde é mais fácil governar e esbanjar o dinheiro dos contribuintes - quem vier a seguir que tape os buracos. É precisamente isto que o povo português quis evitar e para isso deu a oportunidade democrática à direita de dar continuidade a um trabalho difícil, de enorme esforço colectivo, mas cujos resultados já são visíveis. Deitar tudo a perder com experimentalismos de esquerda, é um erro fatal para o Partido Socialista, mas sobretudo para o país. Mas cabe na cabeça de alguém uma aberração de um governo do PS com PCP e BE, partidos anti-europeus, defensores da restruturação da dívida, do incumprimento do défice, do despesismo, etc…Enfim…António Costa está miseravelmente refém de si próprio e do seu orgulho em querer continuar a ser algo politicamente, quando já não o é. E não creio que o Presidente da República dê posse a uma coligação negativa de esquerda. Até pode ser que convoque eleições para daqui a 6 meses, mantendo o atual governo em funções. Nessa altura é o momento da esquerda ir a votos e veremos, uma vez mais, a vontade do povo português.