terça-feira, 17 de novembro de 2015

Nem Liberdade, nem Igualdade, nem Fraternidade.

O Costa é um indivíduo genuinamente perigoso.

A teoria de que o Costa não se apercebeu do que lhe aconteceu, ou seja, de que perdeu as eleições, está cada vez mais dissipada. Ele sabe muito bem que perdeu, aliás, ele sabe bem demais que perdeu.



Assim, perdidas as eleições como manter o poder?

Tática 1: Maioria Parlamentar
Criar a ideia que se consegue estabilidade num acordo com o PCP e BE. Na realidade apenas é necessário apresentar um documento que transpareça um acordo, mesmo que na prática não o seja (Lê mais aqui). 
Detalhes: Governo tem de ser apenas do PS para transmitir a ideia que se irão cumprir os compromissos internacionais e que ainda se mantém o sonho do projeto europeu; Manter o PCP e o BE fora do Governo permite ainda deixar a luta pelo eleitorado da contestação à esquerda aberta entre estes dois partidos (Lê mais aqui)

Tática 2: Pressionar o Presidente da República 
Opor-se sempre a soluções conjuntas, garantir sempre que as decisões da coligação de esquerda é oposta à do Governo, aproveitando sempre as limitações e fragilidades do Governo de Gestão.
Neste processo, não interessa ideologia, não interessa a opinião pública, não interessam os compromissos e responsabilidade do País, só interessa a tática.

E lá anda ele perdido em movimentações táticas...

Apenas desta forma consigo compreender a frase proferida ontem pelo António Costa, querendo excluir Portugal de uma intervenção militar na defesa da Europa (Lê mais aqui). Fala de formas diferentes sem intervenção direta... Para o Costa, aparentemente não interessa se a Europa está em guerra, não interessa se está a ser posta em causa a liberdade e segurança de Portugal (Ler mais aqui). 

Ou seja, nem Liberdade, nem Igualdade e nem Fraternidade, ele quer é ser indigitado.

É que parece que não existe qualquer razão para clarificar nas urnas o que quer quer seja, basta que as contas de secretaria continuem a bater certo, há liberdade para ouvir os deputados, ponto final. Para não falar no ataque à liberdade dos portugueses, dos europeus, ao projeto europeu, isso muito menos, é como se nada se passasse. E aqui entramos no desprezo pela Fraternidade, quais compromissos internacionais quais quê, se o ataque tivesse sido em solo nacional duvido que dispensasse a solidariedade francesa (lê mais aqui). Estará ele tão absorvido que não entende que se a França está em guerra, a Europa também está e que Portugal está na Europa (Lê mais aqui)? 
Assim, aparentemente, aos seus olhos uns parecem ser mais iguais do que outros, aliás quando o caso se aplica a ele, não há ninguém mais igual do que ele (Lê mais aqui).