sexta-feira, 20 de novembro de 2015

SE NÓS FALHARMOS NÃO FALHARÁ O POVO

Foi à 40 anos atrás, no dia 25 de Novembro, que o Almirante Pinheiro de Azevedo discursou na Praça do Terreiro do Paço em lisboa perante uma multidão de milhares de Portugueses. Juntavam-se nesta Praça de Lisboa pela reconquista da Liberdade e Democracia que os autores do PREC queriam sequestrar.

Esses autores/sequestradores eram o PCP, o MDP/CDE, a UDP e uma ala Militar que tinha na cabeça das suas fileiras Otelo Saraiva de Carvalho e era declaradamente conotada com a Esquerda Radical. Tiveram a oposição firme do Povo Português e de um grupo de operacionais militares liderados por Ramalho Eanes que foi fundamental para a vitória.

foi um momento único que parece voltar a ser reeditado na cabeça e memória de muitos os que ajudaram á conquista que o 25 de Novembro de 1975 nos trouxe. Hoje começam a estar preocupados muitos dos que tanto sofreram entre o 25 de Abril de 74, o Verão Quente de 75 e esta feliz data de 25 de Novembro de 1975.

A Democracia e a Liberdade não são exclusivos de ninguém. Não são de Direita nem de Esquerda. A Democracia e a Liberdade são de todos e relembrar essa (re)conquista nunca é, nem nunca será inútil! 

Salgueiro Maia, Capitão de Abril disse a propósito da conquista da Liberdade e Democracia, algo que nunca devemos esquecer quando estas estiverem ameaçadas: "Não se preocupem com o local onde sepultar o meu corpo. Preocupem-se é com aqueles que querem sepultar o que eu ajudei a construir", a Liberdade!

Desprezar hoje a memória e a (re)conquista de 25 de Novembro de 1975 é o equivalente a desprezar e rejeitar a conquista de 25 de Abril de 1974. Quem o faz por mera estratégia politico-partidária e conquista de poder representa a maior ameaça que a nossa Liberdade coletiva pode ter.

Mas deixo-vos com uma mensagem de alento e motivação...recordemos sempre a mensagem que Pinheiro de Azevedo definiu numa frase tão simples e tão forte...

"SE NÓS FALHARMOS NÃO FALHARÁ O POVO."