quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Da série: legitimidade democrática

Já após a tomada de posse do novo executivo de António Costa, os inquiridos nesta sondagem entende que Pedro Passos Coelho com 52% deveria ter sido o primeiro-ministro a sair das eleições. Apenas 37% escolheram o líder do PS. Significa que, a aposta aparentemente ganha por António Costa numa coligação à esquerda, continua a não ter reflexo junto da maioria do eleitorado, ao contrário do que quer fazer transparecer. O eleitorado resigna-se perante o assalto ao poder, mas não esquece a subversão democrática a que foi sujeito. Por isso, corra bem, mal, ou assim assim, o PS e António Costa, irão mais cedo ou mais tarde colher os frutos desta opção. Não tanto pela opção em si, mas por sentenciar ao abandono os entendimentos à direita, privilegiando apenas entendimentos com os partidos mais radicais de esquerda, os quais aos olhos da grande maioria do eleitorado, desprovidos da mais essencial cultura democrática ou não tivessem na sua matriz ideológica o marxismo-leninismo mais afoito. O futuro o dirá.
 
 
 

Fonte: DN