segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Homossexualidade punida com prisão na "primavera árabe"!


Primavera árabe (cont.):
 
Estamos em pleno inverno, mas lembro-me muitas vezes da "primavera árabe". Sim... No Médio Oriente e no Norte de África, para além das clássicas e ultrapassadas estações do ano, experimentou-se, nos últimos anos uma estação inovadora em que se associa a chuva, o frio e o calor aos dramas humanos e à violência, associados à destruição das pouco democráticas organizações públicas de poder. Pouco democráticas pois faltava a participação cívica de alguns movimentos jihadistas de tez sunita, hoje, muito bem representados pelo daesh.

A ideia, como sempre, "completamente desprovida de qualquer objetivo económico ou geoestratégico e balizada pela experiência colhida no Iraque", consistia em laborar em prol da implementação de sistemas democráticos no Mundo Árabe. Um "Mundo", como sabemos, muito dado à sã convivência interétnica e inter-religiosa e onde a religião  está "absolutamente" separada da política. Reforço a linha de raciocínio sublinhando que a jocosidade da observação corrobora o ridículo da teoria.
 
Até parece que o principal aliado norte-americano, em tão infeliz terra, não é a uaabista Arábia Saudita, uma monarquia absolutista e teocrática, o grande impulsionador do daesh na guerra contra Assad e campeã das execuções por decapitação.
 
O resultado está à vista: violência terrorista e insegurança na Europa, escalada da guerra na Síria e no Iraque, êxodo de milhões de refugiados das zonas de conflito para a Europa. Hoje, à conta das aventuras américo-anglo-francesas, damos por nós a discutir os alicerces da UE, colocando-se em causa o Acordo de Schengen e política de abertura das fronteiras e livre circulação de pessoas.
 
 
 
 
Bem, voltando ao estímulo inicial, há pouco lembrei-me, novamente, da "primavera árabe", quando soube que seis estudantes de Kairouan, na Tunísia, foram condenados a três anos de prisão efetiva por "práticas homossexuais", tendo ficado ainda proibidos de residirem naquela cidade no centro do país durante cinco anos.