quarta-feira, 2 de dezembro de 2015



Esta simples analogia retrata muito bem a forma como por cá se lida com as questões da segurança, à qual podemos ainda aplicar um outro ditado bem português: “só nos lembramos de Santa Bárbara quando troveja”.
Vem esta reflexão a propósito da notícia de hoje que nos dá conta de que ainda não foi elaborado o plano de articulação operacional entre as Forças e Serviços de Segurança (FSS) e as Forças Armadas (FA), decorrente da aprovação da Estratégia Nacional de Combate ao Terrorismo. Não fosse o ocorrido em Paris e isto não seria sequer notícia.
No entanto, o mais grave nem sequer é isto. É bem mais preocupante que, mesmo apesar do sucedido em Paris, continuemos a enterrar a cabeça na areia e a ignorar olimpicamente questões ainda mais relevantes.
Matérias como a possibilidade de acesso a metadados e intercepção de comunicações pelos serviços de informações ou as alterações legislativas necessárias para que as FA possam participar em missões de segurança interna continuam arredadas do debate político.


Esperemos que não seja necessário trovejar a sério ou que nos falte o oxigénio.