quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

As palavras de Marcelo: "Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie..."

Depois de visionar os debates da presente campanha eleitoral, em que se busca um presidente para a República, revisitei, nas minhas memórias mais negras, a "gestão" que a classe política tem aplicado ao País nos últimos 42 anos. Uma gestão sempre marcada pelo despesismo, pelos investimentos ruinosos, pelas despesas debochadas, pela bancarrota, pelos naufrágios financeiros, pelas intervenções externas, pelo desnorte político, pela amnésia crónica do eleitorado e pelos escândalos de corrupção de que Sócrates é o principal arauto.
 
Foram, sem dúvida, lembranças sombrias que normalmente surgem estimuladas em períodos de disputa eleitoral e que mais uma vez me assolaram o pensamento. Reconheço que facilitei o ressurgimento dos sintomas, cheguei ao ponto de acompanhar algumas das inúmeras declarações de candidatos e putativos candidatos, sem esquecer os pitorescos tempos de antena do Tino de Rãs, facilitados pela nossa democrática e independentíssima comunicação social.
 
É verdade, já lá vão quase 42 anos, desde que Marcelo Caetano a propósito do 25 de Abril disse: "Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava no caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa."
 
"Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes da República.”
 
Será? Seja como for dá que pensar!