domingo, 24 de janeiro de 2016

Tanta conversa sobre a abstenção, mas continuamos a votar da mesma forma como no século passado.

Vi há pouco na televisão uma reportagem sobre a votação nos Açores, com o comentário quase dramático do jornalista afirmando que era a região do país com maior abstenção... Como não? Se no continente estão tantos açorianos a trabalhar e a estudar que continuam recenseados lá. 

Ainda ninguém me conseguiu explicar porque é que ainda votamos com um papel e uma caneta, porque é que tenho de dar o meu número de eleitor, quando tenho o do BI e o contribuinte, ou mesmo porque é que tem de ser num local único.

O sistema, tal como existe, está montado para favorecer a abstenção. 

É incompreensível que se exija a alguém que pague para votar! Que tenha de fazer uma viagem, que tenha de mudar os compromissos de trabalho, incompreensível que ainda seja assim em 2016.



Mais estranho é que nenhum partido tenha defendido a implementação do voto eletrónico, algo que existe há décadas um pouco por todo o mundo (EUA, Brasil, Bélgica, e até na Bulgária).

É um direito poder votar independentemente do local onde se esteja e da razão que nos leva para lá.