segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O conselheiro de todos nós

Grande parte do aumento de impostos deste OE2016 incide boa parte sobre os condutores e fumadores. O Governo ataca em todas as frentes com a carga fiscal. O aumento do imposto de selo ficará limitado a operações financeiras de crédito ao consumo e a alteração no imposto sobre o tabaco atualiza em 3% o imposto mínimo, sobre o qual depois incidem as outras componentes da fiscalidade, que serão transferidas para toda a cadeia. Mexe no Imposto sobre Produtos Petrolíferos, no Imposto sobre Veículos e no Imposto Único de Circulação. Já sabemos que ao abastecer os nossos veículos, o aumento do imposto sobre os combustíveis leva mais seis cêntimos por litro. A par de nós, só mesmo a Suécia e só no Reino Unido e na Holanda se encontram impostos mais altos. Para o nosso veículo circular leva com mais 0,5% de imposto (IUC). E é para todos, sem exceção, independentemente da gama e da cilindrada. Mas nada disto nos afeta. Nem a nós comuns cidadãos. Nem aos nossos investidores, credores e empresas. Basta que todos sigamos os conselhos do nosso Primeiro-Ministro…gastar tudo o que temos e não temos para fomentar o consumo e as transações (quais Keynezianos a fazer crescer subitamente a economia); andar de transportes públicos; deixar de fumar; e recorrer menos ao crédito. Ouvidos assim, até parecem bons conselhos. Não fossem eles incoerentes e consequentes com a necessidade anunciada de arrecadação de receita para fazer face ao défice. Valha-nos Deus!! De medida em medida até ao resgate final.