quinta-feira, 31 de março de 2016

quarta-feira, 30 de março de 2016

Bonobos. Os macacos "feministas".

Também conhecidos como "macacos hippies", os bonobos são, por vezes confundidos, com os chimpanzés pigmeus. Apesar da diferença de tamanho e peso, a principal diferença entre estas duas espécies de primatas coloca-se ao nível da graciosidade.
 
Segundo o primatologista Frans de Waal, os bonobos são mais elegantes, têm mais "estilo", até mesmo uma certa audácia ou atrevimento, na interação com os demais animais. Distingue-os, também, face aos chimpanzés as suas pernas significativamente mais compridas e uma cabeça mais pequena. Um típico bonobo tem lábios vermelhos, orelhas pequenas e um "penteado", segundo Waal, repartido ao meio, isto é, à Paulo Bento. Só que, além da aparência, os bonobos destacam-se, também, dos chimpanzés por algo fundamental: o domínio exercido pelas fêmeas.
 
O primatologista japonês Takayoshi Kano foi um dos primeiros cientistas, na década de setenta, a estudar o papel  feminino dominante na sociedade bonobo, que contrasta bastante com a realidade dos chimpanzés, cujas fêmeas tendem a passar a maior parte do tempo à margem da sociedade.
 
Nesse estudo Kano observou uma variedade de comportamentos sexuais pouco habituais nas sociedades mais ortodoxas, nomeadamente a fricção sistemática dos órgãos genitais e uma  grande frequência de cópula com múltiplos parceiros. Segundo Zana Clay, da Universidade de Birmingham, "a fricção é uma forma que os bonobos utilizam para evitarem conflitos ou para se acalmarem em situações de tensão. O papel das fémeas é levado muito a sério, havendo vários registos de machos com dedos a menos ou sem a ponta do pênis, arrancados na sequência de mordidas de fêmeas."
 
Apesar do domínio feminino, o papel masculino na sociedade é frequentemente subestimado. Os machos também tem comportamentos que podem ser considerados sui generis à vista desarmada. Kano registou, sem no entanto alcançar o seu significado, comportamentos de contato ânus-ânus e mesmo casos de uma espécie de "esgrima peniana".
 
Os cientistas chegaram, assim, à conclusão que uma sociedade assente no domínio feminino, associada à "fricção dos órgãos genitais" foi a solução encontrada pelos bonobos para terminarem com os conflitos sociais e a desejada estabilidade política.
 
 
 
 
"O que é o macaco para o homem? Uma risada ou uma dolorosa vergonha." Friedrich Nietzsche  
 
 
 
 
 

terça-feira, 29 de março de 2016

quarta-feira, 23 de março de 2016

Temos tanto a aprender com o Brasil





No Brasil os políticos corruptos não se passeiam incólumes pelo país, são confrontados em todo o lado por cidadãos indignados que não baixam a cabeça, e acossados pelos média.

Em Portugal certos políticos corruptos são protegidos por alguns média, defendidos por alguns comentadores do centrão ( notável excepção para a "otherwise" inefável Clara Ferreira Alves), e promovidos pelas suas intocáveis teias de interesses.

No Brasil milhares de procuradores do ministério público e centenas de juízes assinam manifestos de apoio ao Juís Sérgio Moro.

Em Portugal reina o silêncio institucional, corporativo, e reivindicativo no poder judicial, Carlos Alexandre e Rosário Teixeira lutam quase sozinhos.

No Brasil o Supremo Tribunal Federal tem decidido contra as manobras do poder que procura escapar à Justiça ( Excepção imperdoável para o Juiz Teori, que tenta actualmente retirar a operação Lava Jato a Sérgio Moro, contra a opinião dos seus colegas).

Em Portugal um ex Presidente do Supremo mandou destruir escutas que incriminavam um ex-primeiro ministro, um Ex-PGR viajou de propósito para se encontrar com um ex-primeiro ministro dias antes de este ser preso (alegadamente para este lhe oferecer um livro que já lhe tinha oferecido meses antes no lançamento do mesmo), um juiz da relação com ligações fortes ao poder angolano anula o arresto de bens de Álvaro Sobrinho, responsável pelo "desaparecimento" de 5.000 milhões de euros do BES.

Temos muito a aprender com o Brasil.

Odebrecht abre os armários da corrupcção ao Ministerio Publico Federal


O governo de Dilma/Lula virou um lamaçal sem fim.

terça-feira, 22 de março de 2016

Força Sérgio Moro! "O mundo só poderá ser salvo, caso o possa ser, pelos insubmissos." André Gide

Sérgio Moro, juiz federal brasileiro responsável por julgar os processos da Operação Lava-Jato foi, este mês, condecorado pelas Forças Armadas brasileiras com a Ordem do Mérito Cívico, concedida pela Liga Militar de Defesa Nacional.

Recorde-se que a Operação Lava-Jato é a maior investigação de corrupção da história do Brasil, envolvendo centenas de altos responsáveis políticos brasileiros, incluindo, a presidente brasileira Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alegadamente envolvidos num esquema de desvio de biliões de reais da empresa pública Petrobras.

Em meados de março de 2016, Delcídio Amaral, ex-líder do governo no Senado, declarou à Revista VEJA que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Delcídio, entretanto preso preventivamente, revelou detalhes sobre um suposto plano para impedir as investigações comandadas pelo juiz Sérgio Moro. Durante a entrevista, o senador diz-se arrependido e disponível para "ajudar a Justiça e a sociedade brasileira a descobrir quem são os verdadeiros vilões desta história". 

E, pelos vistos, não será o único brasileiro disponível para apoiar a Justiça brasileira!
 
No momento da condecoração de Sérgio Moro, o comandante do 20º Batalhão de infantaria Blindado, de Curitiba afirmou: –  "Excelência, pode trabalhar com tranquilidade, pois estaremos protegendo Vossa Excelência e sua família. Nosso serviço reservado de inteligência estará à sua disposição".


 


 
"O mundo só poderá ser salvo, caso o possa ser, pelos insubmissos." André Gide

terrorismo à solta, em Bruxelas, faz mortos e feridos


mas é precisa uma resposta firme e sem contemplações na defesa da Democracia !

segunda-feira, 21 de março de 2016

Obama em Cuba


Uma visita histórica para a reaproximação de duas políticas, no respeito pela dignidade e cooperação entre os povos.

domingo, 20 de março de 2016

Parece que é agora. MPD lidera em Cabo Verde

Para quem estiver interessado nas eleições em Cabo Verde. Podem acompanhar os resultados neste link: (eleições.gov.cv)

Parece que pode vir a ser um dia histórico para Cabo Verde, o MPD vai à frente e em São Vicente o PAICV partido do Governo está em 3ª lugar neste momento.


sexta-feira, 18 de março de 2016

Capa do Jornal i, edição fim de semana

Costa, Passos e a governabilidade





No contexto atual e depois das eleições de Outubro de 2015, com a alteração de forças no Parlamento a ditar um novo alinhamento à esquerda, faz todo o sentido falarmos de Governabilidade e ajudar a perceber o que ela representa, tanto na sua vertente teórica, como na sua vertente prática.

Governabilidade é o conjunto de condições necessárias ao exercício do poder de governar. Uma definição simples e perceptível, define o termo de Governabilidade como a habilidade de governar. Trata-se de uma circunstância que denota estabilidade social, financeira, política e permite ao Poder Executivo exercitar as suas funções, governando de maneira estável.

Governabilidade deverá ser o objetivo a atingir por António Costa tendo a sua base nos entendimentos presentes e futuros com o BE, PCP, PEV e PAN (estratégia que parece estar a conseguir com sucesso). Só esta situação pode dar legitimidade ao atual governo permitindo empreender as transformações necessárias de recuperação da nossa economia, fundamental para a manutenção da soberania.

No entanto e mesmo com a sombra da derrota (transformada em vitória) do PS e de António Costa, Pedro Passos Coelho e agora Assunção Cristas têm de resolver o dilema principal e fazer a escolha entre o que o povo precisa e o que o povo deseja, sem com isso fugir às metas de rigor orçamental e sem perder a aprovação popular, incluindo a de parte do eleitorado que votou no PS, mas que não tem fé na coligação à esquerda e que pretende ver satisfeitas as suas reivindicações mais identificadas com políticas de centro.

É inevitável que seja António Costa a ter a responsabilidade de dar a estabilidade necessária ao atual governo, mas até que ponto os entendimentos à esquerda revelam as incompatibilidades programáticas do PS e do PSD? Consegue o PSD distanciar-se dos acordos da esquerda e apresentar alternativas credíveis em simultâneo?

Uma coisa é certa, a pressão está do lado dos Socialistas e mesmo que agora não pareça, o eleitorado de centro e a classe média, não perdoaria a António Costa mais um deslize, que resulte numa nova intervenção da Troika, com consequências gravíssimas para a estabilidade do nosso País.

No entanto esse mesmo eleitorado também não perdoaria ao PSD a irresponsabilidade de continuar a viver no passado de uma vitória “que não teve” e de um Governo “que não é”. O PSD será penalizado se não conseguir traçar um novo caminho, de oposição concerteza, mas responsável e com a perspectiva de se apresentar como uma alternativa de governo.

Passos Coelho, como líder do maior partido da oposição, terá de estar preparado para apresentar alternativas credíveis e sustentadas e não basta dizer que a responsabilidade da Governabilidade é dos partidos à esquerda do PS, pois quem pretende ser governo não se pode abster de participar nas decisões que definem o rumo de Portugal.

Os governos e as oposições sempre enfrentaram dilemas para atingir a condição de governabilidade, mas depende dos seus líderes essa Governabilidade. De António Costa já se sabia ser um hábil negociador. Já Passos Coelho, também demonstrou a capacidade e resiliência suficientes para conseguir a Governabilidade necessária, senão veja-se a forma como geriu o caso do “irrevogável” Portas, que poderia ter posto em causa a Governabilidade do anterior governo.

Mas será que Passos Coelho tem a mesma capacidade para agora liderar uma oposição eficaz, responsável e resistente? Conseguirá o líder do PSD apresentar-se com novo folego perante os eleitores? Será Passos Coelho o “estadista” que precisamos?

Nicolau Maquiavel dizia que “ O destino é obra das acções previamente calculadas, por uma mente brilhante e capacitada (…) ”, veremos agora se na oposição o “estadista” calcula de forma correta as acções necessárias para garantir a Governabilidade que lhe permita crescer e reconquistar o poder, sem nunca pôr em causa a estabilidade tão necessária para Portugal.



quarta-feira, 16 de março de 2016

Lula "dribla" justiça brasileira


o ex presidente e alvo principal da investigação lava jato, não quer cair sózinho: "agarra-se" agora a Dilma numa desesperada tentativa de branquear o seu envolvimento na corrupção que minou até ao tutâno a sua acção politica enquanto esteve à frente do Brasil.

Há uma linha que separa o Obama do Trump, e essa linha é enorme.


A forma como reagem aos protestos diz muito sobre cada um deles...

sexta-feira, 11 de março de 2016

O Bom Exemplo de Marcelo

Os políticos nunca devem ter receio de receber lições de humildade. A proximidade com o cidadão no exercício de funções legitimadas pelo voto é um dos fundamentos básicos do sistema democrático.



A arrogância, a soberba, o culto da personalidade e a incapacidade de escutar os outros são pecados mortais que minam muitas sociedades democráticas contemporâneas.

Compete a cada responsável político estar atento aos sinais da rua, sem nunca se fechar na redoma dos gabinetes à prova de som. Nesta matéria, os sinais que nos vão chegando do mundo contemporâneo – a começar por esta Europa que nos habituámos a considerar como fortaleza inexpugnável perante os inimigos da democracia – são preocupantes.

Nos mais diversos países vai aumentando a distância entre governantes e governados, cresce o descontentamento perante a incapacidade revelada pelas instituições de responder aos legítimos anseios do cidadão comum, avoluma-se a ameaça do ovo da serpente dos extremismos e dos populismos, por vezes com matrizes ideológicas opostas mas com uma inegável meta comum: contribuir para o descrédito de um sistema político que durante sete décadas trouxe paz a um continente outrora devastado pelas trincheiras da guerra.

Surgem problemas novos que exigem respostas claras e concertadas dos responsáveis europeus. Problemas relacionados com o aumento galopante dos fluxos migratórios impulsionados por conflitos sem quartel em vastas zonas do globo que se estendem do Magrebe quase aos confins do Oriente. 

A Europa tem servido de refúgio a milhões de pessoas em desespero, mas não pode ficar à mercê de infiltrações terroristas que podem acobertar-se nestas caravanas de imigrantes com todo o seu potencial destruidor. 

Isto exige, mais que nunca, esforços conjugados dos dirigentes da União Europeia de modo a acolher os verdadeiros refugiados em condições dignas e humanitárias enquanto se trava o passo ao fanatismo religioso que tantas vezes usa e abusa do desamparado idealismo de jovens sem raízes nem esperança.

Também nós, à escala portuguesa, devemos estar atentos aos sinais dos tempos. Criticando a irresponsável demagogia dos vendedores de ilusões que prometem o paraíso para a manhã seguinte, como se o crescimento económico e a prosperidade se construíssem com estribilhos e chavões. Recusando extremismos e fanatismos de toda a espécie.

Combatendo sem tréguas os inimigos da democracia com a pedagogia da tolerância e apelos contínuos à razão. Fazendo da moderação uma virtude e do diálogo uma bandeira. Recusando a todo o momento a lógica da trincheira que nos faz imaginar em cada opositor um inimigo.

Esta atitude de tolerância, esta capacidade de escutar os outros, este esforço permanente de estabelecer pontes de contacto com os cidadãos devem ser preocupação constante dos políticos no mundo contemporâneo, devassado pelo sectarismo ideológico e pelo fanatismo religioso que por vezes não hesitam em recorrer à lei da bala para imporem os seus dogmas.

Daí a importância do magistério presidencial de Marcelo Rebelo de Sousa, iniciado na quarta-feira. Os primeiros sinais emitidos pelo novo Chefe do Estado apontam no rumo certo. São sinais de inequívoco respeito pelas ideias e crenças alheias, sem exclusão de ninguém. 

E como a política vive muito de símbolos, nenhum foi tão significativo como a cerimónia ecuménica promovida pelo novo Presidente da República na mesquita de Lisboa. Num mundo de exclusões, num país onde a política acusa excesso de crispação, Marcelo deixou bem claro que será um líder inclusivo, funcionando como traço de união. 

É uma garantia acrescida para os cidadãos: no topo da pirâmide do Estado está um líder que saberá interpretar a voz dos portugueses anónimos. E é também um exemplo a seguir pelos restantes protagonistas do processo de decisão pública em Portugal, seja a que nível for: a política só faz sentido quando se desenvolve como verdadeiro serviço público.

Rodrigo Gonçalves
(publicado no Semanário OJE a 11/03/2016)

Lula, prisão preventiva ?



e Dilma, vai a caminho?
A corrupção na política brasileira está ao rubro.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Mais austeridade, a caminho de Lisboa


Moscovici, o comissario europeu dos assuntos económicos, quer medidas adicionais no valor de 700 milhões de euros.
'E o plano B que tem andado escondido na gaveta do governo de Costa e associados.

segunda-feira, 7 de março de 2016

1000 nomeações em três meses


A noticia e do Jornal i que bem precisa de calculadora para fazer as contas aos " empregados" de Costa e associados!

sexta-feira, 4 de março de 2016

quinta-feira, 3 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

"Crimes de honra" todos os anos matam centenas de raparigas e mulheres




Lido hoje de passagem:

Esta segunda feira, um pai matou a filha na cidade paquistanesa de Lahore para defender a "honra" da família. Isto um dia depois do documentário "A Rapariga no rio - o preço do perdão" ter sido distinguido com um Oscar. 
 
Segundo a polícia, Mohamad Rehmat, que fugiu logo depois do crime, matou a filha, Komal Bibi, de 18 anos, por esta se ter negado a dizer ao pai onde havia passado as últimas cinco horas.

"O pai fugiu após ter matado a filha e nossa equipa está a fazer buscas", disse à AFP Mohamad Yaqoob, responsável da polícia local. "Parece que se trata de um crime de honra", afirmou.




o filme conta a estória de uma jovem baleada pelo próprio pai por ter casado sem autorização da família. O corpo da jovem é metido num saco e lançado ao rio. A jovem sobrevive e mais tarde, sob pressão da sua família, perdoa ao pai...
 
Vejam o trailer de A Girl in the River: The Price of Forgiveness
 
https://vimeo.com/153547504
 

O "Alentejo" de Henrique Raposo


histórias familiares e memórias pessoais já a causar muito sururu!

O melhor potencial candidato do PSD à Câmara de Lisboa foi reconduzido como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

O António Costa reconduziu Pedro Santana Lopes como provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

Diz que é o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido.

Ironia à parte, não deixa de ser merecido.



terça-feira, 1 de março de 2016

Pacheco Pereira, o descendente espúrio dos Senhores de Aveloso.

A biografia Wiki dá Pacheco Pereira como tendo nascido no Porto, na Rua de Santos Pousada, numa família de classe média, porém, com raízes aristocratas que remontam à Idade Média. Nesta determinação genealógica Pacheco Pereira surge como descendente bastardo dos Senhores de Aveloso. Esta, aparentemente, simples descrição contém em si uma complexidade que importa traduzir, facilitando, assim, a leitura dos mais distraídos. Pacheco Pereira não é um homem qualquer.

A mesma fonte biográfica dá, no entanto, Albano de Jesus Beirão como a figura maior de Aveloso. Ora, tal assunção é, no mínimo discutível, pois na realidade Aveloso deu ao Mundo dois homens cuja dimensão rivalizará nos anais da História.

Sendo certo que Pacheco Pereira é uma figura mediática conhecida, também é certo que muitos não conhecerão a, até agora, considerada figura mítica de Aveloso. Ora, de acordo com os registos conhecidos, Albano de Jesus Beirão trepava pelas paredes, rebolava-se pelo solo, corria e uivava como um lobo ou um cão, percorrendo as estreitas ruas da aldeia, de dia ou de noite, amedrontando os moradores que o julgavam possuído por um "espírito ruim".

O "Albaninho" ou "Albano do Mal", como era conhecido nas redondezas,  subia ao pelourinho de cabeça ao contrário e fazia o pino sem qualquer apoio, saltava paredes com cerca de 6 metros de altura e era capaz de beber um cântaro de 5 litros de água sem parar. Para satisfazer a sua sede, o povo deixava na soleira das portas, gamelas cheias de água que o "Albaninho" sorvia sofregamente.

Têm de admitir que Albano de Jesus Beirão também não era um homem qualquer. A sua história tornou-se tão popular que algumas companhias de teatro o levaram ao palco através da personagem do "Homem Macaco". Bem, mas o que liga o autor de "O Paradoxo do Ornitorrinco", descendente bastardo dos Senhores de Aveloso ao "Albaninho"? Talvez a origem, Aveloso, o espírito crítico, o inconformismo, a intelectualidade, a polémica... Não sei! Confesso que não cheguei a assistir às proezas do "Homem Macaco", no entanto assistimos, com alguma frequência, a proezas protagonizadas pelo JACARÉ, conforme surge apelidado in "A Vida e Obra de Pacheco Pereira", certamente a propósito da sua coluna semanal na revista "Sábado".

 A última proeza de Pacheco Pereira surgiu retratada no Diário Económico de 29 de fevereiro, onde este critica o “pensamento único” que domina jornalismo económico em termos de políticas económicas e de notícias sobre empresas. Olhando para o cenário económico e financeiro do país, haverá alguma razão que justifique o consenso das elites do jornalismo económico?
 
Pacheco Pereira insurge-se dando como exemplo de lufada de ar fresco, no coro monocórdio dos jornalismo económico, tão pouco ligado à realidade social, a coluna que o ex-ministro das Finanças grego do Syriza, Yanis Varoufakis, assina no DN. Termina queixando-se do tratamento dado às manifestações da CGTP que, nas suas palavras, "representam outro mundo", talvez mais prioritário, acrescentando que "muitas vezes o jornalista procura "o boçal", como a típica frase "meteram-me no autocarro e trouxeram-me cá"...

Proeza inaudita esta. Pacheco Pereira, afastando-se da generalidade dos especialistas económicos, reproduziu um dos famosos números de Albano de Jesus Beirão: o pino sem qualquer apoio. Neste caso, relativamente a uma temática arriscada para qualquer ex-aspirante a militante do PCP: a da Economia. Fica, no entanto, o mérito pela frontalidade na defesa dos correntes syrizianas que conduziram a Grécia ao abismo económico e social. Aquilo que ninguém, pelo menos, no seu prefeito juízo deseja para Portugal.