terça-feira, 28 de março de 2017

QUO VADIS LISBOA?

É muito fácil "haver guerra" entre o PSD e o CDS em Lisboa, quando um partido escolhe um candidato(a) com óbvias fragilidades no seu perfil, e depois se indigna quando os rivais se aproveitam delas.
De qualquer forma, a julgar pelo que li no Expresso e no Sol deste fim-de-semana, o xadrez está definido em Lisboa.
Fernando Medina vai ganhar por falta de comparência do PSD
O CDS vai disputar o eleitorado do PSD para cantar vitória para a nova líder em fase de afirmação.
O PSD vai para a eleição já em modo pós autárquicas, em que o posicionamento dos actores vai refletir os interesses de curto prazo. A candidata tem um perfil de combate, de ruptura, não vai conciliar. A concelhia foi desautorizada pela Nacional e abandonada pela distrital. A distrital mostrou que, nem após vários mandatos de experiência e desta vez com um coordenador autárquico nacional oriundo do distrito, será capaz de ganhar uma única câmara na AML.
A direção nacional está em modo "terra queimada" em Lisboa, para garantir que as forças que a pretendem desafiar no "Day After" não se agrupam em Lisboa, usando a campanha como rampa de lançamento.
Aos militantes e autarcas do PSD de Lisboa, e à candidata Teresa Leal Coelho, envio um abraço solidário e peço que lutem por um projecto político que concilie os lisboetas com todos os que vêm trabalhar, visitar e usufruir desta maravilhosa cidade.