domingo, 2 de julho de 2017

Aceitam-se apostas. Antes ou depois das legislativas?

Ontem decorreram as eleições para a distrital do PSD de Lisboa. Como era de esperar, o Pedro Pinto foi eleito presidente da Comissão Política. 

Do que conheço dele, acredito que será um bom presidente.

Mas até aqui, tudo bem, se a notícia principal de ontem tivesse sido esta.

Pelo que tenho lido, a notícia que mais se lê foi a da vitória do movimento Lisboa Sempre no concelho de Lisboa (lê mais aqui). O tal movimento que contesta a forma como Pedro Passos Coelho tem conduzido o processo autárquico. Neste caso, em particular, o veto dos seus opositores e as suas escolhas pessoais. 

Este aumento do peso eleitoral do movimento Lisboa Sempre, na maior concelhia do Distrito de Lisboa, tem sido lido como um sinal do que pode vir a acontecer no resto do país, pois a lista de delegados encabeçada por Nuno Morais Sarmento e apoiada por Rodrigo Gonçalves, obteve cerca de 60% dos votos, contra os apoiantes de Pedro Passos Coelho.

Mas, se o desconforto com o processo de escolhas de candidatos na capital do país não fosse suficiente, também a forma como estas eleições foram marcadas pode ter sido um dos motores para esta derrota de Pedro Passos Coelho. 

A escolha da data das eleições e a seleção das concelhias autorizadas a ir a votos, parece, também, ter indignado os militantes da capital do país. Pois, segundo dizem, estas escolhas tiveram mais a ver com o condicionamento das concelhias, antes da entrega das listas autárquicas, do que com a organização das eleições de outubro. 

Se a concelhia de Lisboa pediu a antecipação de eleições ainda em abril (lê mais aqui,ou aqui), porque é que apenas foram permitidas eleições para as concelhias de Cascais, Mafra, Odivelas, Amadora e Vila Franca de Xira?

Assim, não é de estranhar o facto da única lista apresentada para a comissão política distrital, (ligada a Pedro Passos Coelho), ter perdido, no concelho de Lisboa, para os votos brancos e nulos (que representaram 51% dos votos).  


Apesar do PSD de Lisboa ter assumido que irá cumprir a sua obrigação e apoiar a candidata escolhida por Pedro Passos Coelho, aos olhos das bases de Lisboa, fica a ideia que todo o processo autárquico foi pouco transparente e que provavelmente haverá consequenciais. 

Resta saber se antes ou depois da definição dos candidatos a deputados, pois ficou claro que no resto do país as criticas se vão manter nos bastidores...

(imagem retirada daqui)