segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Oeiras vai escolher...e ainda bem.

Como se previa a candidatura de Isaltino Morais foi validada pelo tribunal de Oeiras depois da reclamação que o mesmo fez. Três ideias ficam claras:

1- Neste caso em concreto um magistrado, que deveria ser a maior referência de independência, provou que a justiça é por vezes gerida em função de critérios e interesses pessoais. É o extremo sórdido e desonesto da justiça que deveria agora terminar com uma exemplar "pena" para o Juiz em causa, a bem da credibilidade da justiça;


2- Fica claro que os adversários de Isaltino Morais tudo fazem para que não vá a jogo. Neste caso Paulo Vistas, atual Presidente do Município de Oeiras, sai mal na fotografia acompanhado do seu compadre, o Juiz. Na política não vale tudo, desde as conspirações "judiciais" de um indivíduo (que foram, eventualmente, favores bem pagos/caros), mas muito menos vale a quebra da lealdade e amizade que se deve a quem fez desse indivíduo "alguém". Aqui o "julgamento" ficará a cargo dos eleitores de Oeiras;

3- Por fim fica claro que a justicialização da política só fragiliza a nossa democracia e com isso a escolha dos eleitores também sofre. A famosa frase "á política o que é da política e á justiça o que é da justiça", não passa de retórica de agentes políticos e agentes de justiça travestidos de falsos moralistas que promovem, na sombra, a morte da democracia. Porém fica uma garantia suprema...vivemos num estado de direito e isso é o caminho para melhorar a nossa democracia.

A bem dessa democracia (e ainda bem) dia 1 de Outubro serão os eleitores a escolher os seus eleitos. Em Oeiras e no País.