terça-feira, 10 de outubro de 2017

LIDERANÇA DO PPD-PSD - QUAL O CAMINHO?


Está dado o mote de partida para a liderança do PSD. Após a mais que anunciada candidatura de Rui Rio, surge a possível, e muito provável, candidatura de Pedro Santana Lopes. Não deixa de ser salutar a disputa pela liderança interna no PSD. O que me parece menos salutar (com o respeito que todos os militantes merecem, novos ou velhos), é que as candidaturas até ao momento conhecidas passem por velhas figuras do partido. Isto num partido que precisa de se rejuvenescer, de reorientar o seu discurso pelas causas e valores que estiveram na sua fundação, definir uma nova estratégia de colocação da sua matriz no centro direita, e de um programa com um conteúdo programático inovador, com ideias e politicas que possam devolver esperança às pessoas. Não esqueçamos que o PSD enquanto esteve no Governo nos últimos anos, decorrente da difícil situação económico-financeira que vivíamos, viu-se forçado a retirar essa esperança às pessoas. Pena é que não lhe tivesse sido dada a oportunidade de a devolver por um embuste chamado acordo parlamentar que hoje vigora entre as esquerdas e que lhes permitem Governar Geringonçamente o país. Mas voltando ao tema do momento, é com algum desalento que assisto ao movimento interno das massas no PSD, sem que daí resulte uma clara afirmação de uma nova geração repleta de valor, mas ainda assim, relutante e calculista em dar a cara e o corpo às balas assumindo-se como alternativa. O PSD necessita de sangue novo. Veja-se o quanto se renovaram outros partidos da nossa democracia e o quanto cresceram nos últimos anos em termos de eleitorado. Um sinal claro que os portugueses querem ver novos e competentes rostos no panorama politico nacional. De Senadores e Anciãos está o país farto. Mas na ausência de alternativas, há que louvar a coragem daqueles que defendem a social democracia e levam o PPD-PSD no coração.