terça-feira, 16 de janeiro de 2018

PORTUGAL NÃO FALHOU. E PASSOS COELHO TAMBÉM NÃO.


A história reserva-lhe um lugar de destaque. Por mais deturpada que a queiram por vezes  escrever, ela encarregar-se-á de revelar o papel extremamente importante que foi desempenhado. Foi apelidado de liberal pelas ideias que tinha para o país (defensor da iniciativa privada e do papel de intervenção do Estado liberal na economia e de um Estado empreendedor da livre iniciativa), mas foi quem, nos últimos anos na política, melhor soube colocar os interesses do seu país em primeiro. Quem melhor serviço público prestou sem necessidade de andar amarrado ao credo do Estado. Passos Coelho nunca foi diferente consoante a época, consoante o tempo político que se impunha. Sempre foi aquilo que é: honesto, simples, direto e determinado nas suas ideias e convicções. Procurou sempre salvaguardar o interesse nacional em detrimento de qualquer interesse pessoal ou de grupo. Foi digno no exercício da sua função Governativa e política. A liderança de Pedro Passos Coelho merece o devido reconhecimento e admiração. Foi uma liderança de um homem humilde, honesto, abnegado e determinado. Uma liderança que conduziu os destinos do país exemplarmente num momento difícil, impondo sacrifícios, para que hoje se possa vislumbrar a inversão do ciclo económico que assistimos e que permite, ironicamente, ao atual Governo, a recolha desse dividendo. Como na vida, soube quando seria o tempo de fechar um ciclo para se abrir outro. E por isso sai com a mesma humildade com que entrou. Portugal não falhou. E Passos Coelho também não. Bem-haja.