segunda-feira, 23 de maio de 2016

Eu que não sou de esquerda, que sou contra o despesismo e a favor do rigor das contas públicas...

Não consigo compreender como é que alguém que combate o despesismo e defende o rigor das contas públicas pode defender a manutenção de contratos com colégios privados, quando na mesma área geográfica existem escola públicas.

Quem quer ter os filhos num colégio privado tem todo o direito, mas paga a propina. Aliás, como acontece na maioria dos casos. 

Existem contratos? Negoceiem a sua resolução como se fez com as PPP.

Não compreendo e não aceito que sejam os contribuintes a pagar o colégio privado de alguém, quando existe uma escola pública perto. 


(retirado do jornal publico)



5 comentários:

  1. Havendo um colégio já construído e a funcionar com satisfação dos pais, erário publico, porquê gastar 600 mil € a fazer um escola propriedade do estado?

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  2. Em quantos anos são amortizados os 600 mil euros? 10 anos? A escola é um bom investimento. Para além disso o argumento parece-me no mínimo estranho, então o que é que sugere? demolir a escola? É que a discussão de construir já lá vai...

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    1. Com a nossa demografia abrir uma escola pública ao lado duma com contrato de associação é um bom investimento?

      Investimento em quê? Aumentar o número de vagas quando o número de alunos está em queda? Na falência dum colégio que presta um serviço há décadas a um preço razoável?

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    2. A análise à construção da escola deveria ser feita na altura, não agora. Se está aberta o Estado não pode continuar a pagar às escolas privadas. Para alêm disso ao Estado compete ter uma rede escolar nacional, se para isso tem de construir escolas que as construa. É um investimento necessário, independentemente das escolas privadas que lá estejam implementadas. Se há alunos suficientes construa-se a escola

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  3. Se há um privado disposto a prestar o serviço ao estado a um preço aceitável sem ser preciso construir a escola, contrata-se esse privado. Não se constrói a escola só porque compete ao estado ter uma "rede nacional". As escolas privadas com contrato fazem parte da mesma "rede nacional" que as públicas.

    O que compete ao estado é prestar o serviço, não é ser dono da escola e patrão dos professores. Isso justifica-se quando essa é a melhor forma de prestar o serviço, não é um fim em si mesmo.

    Se há escolas a mais, racinaliza-se a rede, independente de quem é dono das escolas e patrão dos professores, seguindo os mesmos critérios de qualidade de serviço e racionalidade económica. Aqui o critério é claramente fechar um determinado tipo de escola. Se houvesse outro, certamente não seriam sempre as escolas com contrato a fechar.

    Na saúde temos hospitais geridos localmente, uns EPE, outros em PPP. Todos parte do mesmo SNS. Vamos ter, pela mão deste governo, liberdade de escolha dentro do SNS. Não passa pela cabeça de ninguém um concurso nacional de colocação de médicos e enfermeiros. Na educação, em vez de seguirmos o exemplo da saúde, damos ouvidos ao Mário Nogueira.

    Se houvesse aqui critério que não fosse dar mais poder ao Mário Nogueira não fechavam sempre as escolas com contrato. Mantinham-se as melhores escolas, quaisquer que elas fossem.

    Quando o estado desatar a comprar terrenos, construir creches e lançar concursos nacionais para a colocação de educadores de infância para garantir o serviço pré-escolar universal, em vez de aproveitar a capacidade instalada já existente, vão lamentar-se das decisões aqui tomadas.

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